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Quarta-feira, 20 de novembro de 2019

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Funcionários de usina hidrelétrica ateiam fogo em alojamento; veja fotos

A direção da empreiteira que está tocando o empreendimento acionou as polícias Civil e Militar, para confeccionar boletim de ocorrências. Até agora, a companhia não se manifestou sobre quais reivindicações estão sendo feitas pelos trabalhadores.

De Sinop - Alexandre Alves

22 Jan 2015 - 17:05

Foto: Enviadas via WhatsApp

Funcionários ficaram revoltados com questões trabalhistas e colocaram fogo em um depósito da usina

Funcionários ficaram revoltados com questões trabalhistas e colocaram fogo em um depósito da usina

Operários que estão trabalhando no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Energia (UHE) São Manoel, que está sendo erguida no rio Teles Pires, na divisa de Mato Grosso com o Pará, atearam fogo em uma instalação daquela unidade, durante a madrugada desta quinta-feira.
 
De acordo com informações da Polícia Militar, ainda está sendo apurado o que ocorreu no pátio de obras. Mas o certo é que alguns trabalhadores ficaram revoltados com questões trabalhistas e incendiaram um depósito. Outros funcionários usaram um caminhão pipa para apagar as chamas.

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A direção da empreiteira que está tocando o empreendimento acionou as polícias Civil e Militar, para confeccionar boletim de ocorrências. Até agora, a companhia não se manifestou sobre quais reivindicações estão sendo feitas pelos trabalhadores.
 
A UHE São Manoel é uma das cinco que estão sendo feitas pelo governo federal no rio Teles Pires. A barragem fica a 125 km da cidade de Paranaíta (860 km de Cuiabá) - após a UHE Teles Pires - e terá uma capacidade mínima de 700 MW, devendo gerar energia a partir de agosto de 2017, com capacidade para atender uma população de 2,5 milhões de pessoas. A represa de São Manoel tem previsão de inundar 64 km².

2 comentários

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  • Antonia Melo
    24 Jan 2015 às 10:10

    Indignação total, dos operários operários tratados como escravos nestas obras malignas de destruição deste governo em conluio com empreiteiras e conivência do judiciário com objetivo de escravizar mão de obra barata, destruir rios florestas, indígenas e seus territórios comunidades ribeirinhas, do campo e cidade, pescadores, implantar a violência, criminalidade, drogas, prostituição infantil, extermínio da juventude, desagregação familiar, epidemia de doenças psicológicas na população expulsa de suas casas suas propriedades lezadas em seus direitos, uma total violação dos direitos humanos, isto é o desenvolvimento para pessoas afetadas por estas obras monstruosas como belo monte! É urgente juntarmos as forças contra estes crimes desenvolvimentistas destes governos insanos a nível federal, estadual e municipal e empresas da morte.

  • revoltado
    23 Jan 2015 às 08:49

    infelismente o brasil virou uma terra sem lei onde quem manda e o rico,as empreiteiras recebe um superfaturamente dos consorcios junto com o estado para construir essas usinas e acaba pagando uma misseria de salario para os operarios, ninguen vai ver uma sena dessas em um pais europeu ou estadaos unidos ,porque esses pais sao um exemplo para o mundo em questao trabalhista.so que nao adiante fazer esse tipo de protesto,pois quem sempre sai perdendo e o coitado do trabalhador.a lei sempre favorece o comerciante,o fazendeiro ,as grandes construtoras,e os industriais,pobre nao tem vez.