Olhar Direto

Quarta-feira, 27 de maio de 2020

Notícias / Política MT

Valor da tarifa vai decidir continuidade ou não do VLT e Taques já admite mudar para BRT

Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco

14 Fev 2015 - 17:01

Foto: GCOM-MT

Valor da tarifa vai decidir continuidade ou não do VLT e Taques já admite mudar para BRT
A constatação de mais de 600 irregularidades nas obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) teria sido o principal indício de erro na escolha do modal de modernização do transporte público da Grande Cuiabá. A avaliação partiu do governador José Pedro Taques (PDT), ao argumentar que é o valor da tarifa a ser apurado por um profundo estudo técnico é que irá determinar sobre a continuidade ou não das obras do VLT. O valor da tarifa pode variar entre R$ 6 até R$ 10 – valor muito distante da realidade.

Leia Mais: 
Consórcio VLT interdita avenida do CPA e obras devem durar até sete meses

Em conversa com jornalistas,  Pedro Taques  admitiu  que existe a possibilidade de o governo voltar ao antigo projeto do Bus Rapid Transit (BRT), o primeiro escolhido pela extinta Agência da Copa do Pantanal (Agecopa) como modal de transporte da Grande Cuiabá. O governador deixou por conta do Gabinete de Projetos Estratégicos  do Estado e que deve ser entregue  após o carnaval.
 
Além disso, o governador reconhece a possibilidade de  existência de superfaturamento na obra, dado que só deve ser constatado em relatório feito pela Controladoria Geral do Estado (CGE), programado para ser concluído em  28 deste mês.
 
Desde que foi eleito, Taques tem repetido que deseja  concluir o VLT. Todavia, argumenta que vários fatores precisam ser levados em consideração e um deles é o valor da tarifa.
 
O problema é que o Estado, sob o comando do então governador Silval Barbosa (PMDB), gastou mais de R$ 1 bilhão, sendo cerca de R$ 500 milhões apenas na aquisição dos vagões do VLT. Os vagões estão armazenados em  pátio inadequado, nas imediações do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, sendo deteriorados ao relento.
 
Pedro Taques revelou que  o secretário Gustavo Oliveira, extraordinário de Projetos Estratégicos, está analisando se seria possível fazer a troca pelo BRT, sem maiores prejuízos para a sociedade. Caso a alteração  se concretize, o governo terá voltado ao modelo inicial proposto pelo então governador e hoje senador Blairo Maggi (PR), em 2009, quando Cuiabá foi definida como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, pela Fifa. Em 2010, por razões políticas, optou-se pelo VLT.
 
O governador  chegou a elogiar Maggi por defender o BRT e observou, em inúmeras ocasiões, que  a obra do VLT será o maior escândalo que Mato Grosso já teve e reforçou este discurso em entrevista coletiva na manhã de ontem. “Quem já ouviu falar numa obra que não se desviou um centavo, no Brasil? Imagine uma obra de R$ 1,47 bilhão? Temos uma bomba chamada VLT”, criticou o chefe do Poder Executivo de Mato Grosso.
 
Pedro Taques justificou que a empresa responsável por fiscalizar a obra constatou 600 irregularidades e apesar de algumas terem sido consertadas, muitas outras foram ‘ignoradas’ pelo governo Silval Barbosa. “Como não viram 600 irregularidades?”, questionou o atual governador.
 
Sempre lembrando que “se fosse do Ministério Público Federal” estaria investigando a fundo, ele tenta não apontar culpados pelo ‘mico’ do VLT. “É certo que quem roubou tem de ser responsabilizado. Mas não é o governo quem faz isso, mas, sim, a Polícia e o Ministério Público”, pontuou.
 
O atual governador lembrou que, na época em que Silval Barbosa alterou o modal, somente ele e Maggi   defenderam a fiscalização rigorosa e relatou ter acionado todas as entidades competentes para supervisionar a obra. “Na época, eu ‘apanhei’ demais da imprensa. Fui muito criticado. O tempo provou as razões”, emendou.
 
Ao  autorizar, por decreto,  nesta semana, a retomada das obras da Copa, Pedro Taques tomou o cuidado de deixar de fora a exceção do VLT,   ainda  sob análise do Gabinete de Projetos Estratégicos. Dentre as obras que devem ser retomadas estão as dos Centros Oficiais de Treinamento (COT) da Barra do Pari, em Várzea Grande, e na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). 

30 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Direto. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Direto poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Alex
    02 Mar 2015 às 10:57

    Vocês tão de brincadeira ! Estão apoiando enfiar mais 400 porrilões em um projeto que faltou embasamento técnico desde o início em sua idéia megalomaníaca de Riva! Sem saúde (hospital central há mais de 30 anos!), educação á míngua e segurança pública á beira da guerra em Cuiabá e VG, e crescendo ni interior como em Rondonópolis? Esse projeto tem que ser rediscudo sim ! Principalmente pelo fato de ser absolutamente inviável sem futuros subsídios, o que quer dizer menos dinheiro ainda para investir no que precisamos de mais urgente! E claramente a atual discussão não é deixar de lado o VLT mas sim acabar com a linha da Fernando Correa, e ali implantar um sistema misto que com certeza além de ser mais barato poderá ser mais eficiente BRT e que plausivelmente é mais fácil de se chegar aos bairros distantes e populosos (porque o VLT mesmo que se for feito não vai chegar até lá). É essa mania de grandeza irracional de pensarmos que deu poder a esses filhotes de capeta tanto aval em suas loucuras faraônicas! A copa deveria ser uma oportunidade do mato grosso mostrar para aqueles sulistas ignorantes de que aqui tem gente que trabalha de verdade, poderíamos ter pensado em coisas mais singelas, mas que tivesse sido feitas com esmero! Ai invés disso acabamos virando xacota deles, que na

  • d olho
    20 Fev 2015 às 08:50

    Ho governo deveria ter visto antes se cuiaba nao teria caoacidade de ter vlt .nao ágora .depois que ja escavacou cuiaba e vg agora quer mudar .ah e tem mais outra to vendeno vagoes do vlt para vender lanches

  • Mirtes Fraga
    16 Fev 2015 às 11:56

    MUDAR PRO BRT? O GOVERNADOR TÁ VARIANO...É SIMPLES, É SÓ COLOCAR RODAS DE FERRO NOS ONIBUS ARTICULADOS E ELES DESLIZARIAM NOS TRILHOS DO VLT. OU ENTÃO COLOCA PNEUS NOS VAGÕES DO VLT PARA QUE ELES POSSAM ANDAR NOS CORREDORES EXCLUSIVOS DO BRT...SIMPLES ASSIM GOVERNADOR...

  • Luiz Nicolau Kunzler
    15 Fev 2015 às 14:22

    Sou a favor do VLT pela importancia e conforto do trabalhador bem como e um modal que nao polui o meio ambiente. E um transporte da atualidade tendo em vista o futuro. Precisamos de continuar as obras para viabizar o sonho do VLT. Nao quero ver jogado o dinheiro investido no lixo. Sou contra a privatizacao do VLT. A integracao pode ser feita tambem com onibus de Ar Condicionado e tarifas compativeis aos de hoje ou inferiores. Estamos caminhando para um transporte de urbano publico e de qualidade. O Consorcio prometeu entregar o VLT antes da Copa, nao fez . O Governo fez a sua parte. Diante da dificuldade do Consorcio nao entregar a obra para a COPA, nao houve tempo habil de o restante ser concluido no Governo Silval e dentro dos bons costumes restou para o atual governador auditar e estabelecer um cronograma de obras e finalizar o projeto do VLT o mais rapido possivel.

  • RUI
    15 Fev 2015 às 11:13

    Dinheiro do povo para o povo. Transporte é qualidade de vida. Se o valor da tarifa for 8.. 10... 12 não importa. Basta subsidiar. Até hj tivemos transporte com preço privado e péssima qualidade. Se tem dinheiro para subsidiar barões tem que ter para subsidiar transporte. "Dinheiro do povo para o povo".

  • Antônio Carlos
    15 Fev 2015 às 11:00

    Decisão técnica igual ao INTERMAT... Governador Falaceador, o sistema de encobriu.... Pêsames

  • ARROCHA
    15 Fev 2015 às 09:57

    Sai fora Taques, não vai mexe com o VLT, senão vai enterra ainda mais em dívidas!

  • sebastiao abreu
    15 Fev 2015 às 09:51

    olha, votei no pedro taques, até ajudei e muito, mas, começo a perceber que isso não vai dar certo, parece que o atual governo não quer assumir nada, o discurso parece um só, vender obras públicas, não terminar obras que começaram, e fazer o discurso do caos. mas, nós, o povo, o elegemos para resolver os problemas, não para vender aquilo que é considerado patrimônio do povo, e têm que cumprir o que prometeu na campanha, ou seja, concluir todas as obras inacabadas. tomará que o pedro não deixe obras inacabadas quando concluir o seu governo, e não pense ele que o governo é eterno, 4 anos passa bem rapidinhos, e logo vai precisar dos amigos e de quem ajudou a elege-lo, vamos aguardar.

  • mazaropi
    15 Fev 2015 às 09:41

    O looby do VLT tá clicando a favor!

  • Nelson
    15 Fev 2015 às 09:21

    Um projeto caríssimo aprovado a revelia de estudos detalhados dos aspectos econômico/ financeiros, técnicos e tarifários revela a condição perdulária e o descaso dos gestores públicos na aplicação dos recursos arrecadados dos impostos oriundos do trabalho e do suor de nós contribuintes. A hipótese do Governo mudar o modal de transporte para o BRT é bem vinda. Caso se concretize, poderia ser concluído com recursos restantes do VLT já que as obras seriam menos onerosas, mais rápidas e colocadas de imediato à serviço da população com eficiência e tarifa conhecidas.

Sitevip Internet