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Irmãs separadas durante 22 anos se encontram com ajuda do Núcleo de Desaparecidos

Da Redação - Letícia Ferro Ferraz

30 Jul 2017 - 16:20

Foto: Assesoria PJC

Irmãs Sheila e Gilda se encontram após 22 anos

Irmãs Sheila e Gilda se encontram após 22 anos

Além de crimes, homicídios e desaparecimentos misteriosos, existem histórias com finais felizes na Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Judiciária Civil. Duas irmãs, separadas há 22 anos, que não se conheciam ainda se encontraram pela primeira vez, graças ao Núcleo de Desaparecidos.

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Sheila Pereira Carvalho de 22 anos, compareceu a Central de Ocorrências na sexta-feira (28) para registrar a ocorrência de extravio de documentos. Após registrar o boletim de ocorrência, Sheila resolveu aproveitar que estava próxima e foi até o Núcleo de Desaparecidos da DHPP, que fica no mesmo prédio. Ela queria informar o desaparecimento de sua mãe biológica, e tentar localiza-lá.

Segundo a jovem, sua mãe nasceu no Acre, e a entregou com seis meses a adoção para uma família em Pontes e Lacerda (448 km da capital), que a criou e a educou. Ela se mudou para Cuiabá aos 17 anos, quando casou e teve um filho.

Com as informações, o Núcleo de Desaparecidos conseguiu em poucos minutos descobrir pelo sistema, que Sheila tinha uma irmã de 28 anos, identificada como Geilda Feitosa do Nascimento. Com diversos indícios do parentesco entre elas, a Polícia Civil contactou Geilda, que confirmou ter uma irmã mais nova, mas que nunca tinha a conhecido.

A servidora da DHPP Karina, relatam o choque inicial de Geilda."Inicialmente Geilda pensou que fosse trote e inclusive desligou o telefone na minha cara. No entanto, retornamos a ligação e ao perceber a veracidade dos fatos, ela se emocionou muito e começou a chorar. Imediatamente, Geilda pediu para que sua patroa a liberasse e veio até a DHPP, onde Sheila a aguardava, chegando em poucos minutos. Tomadas pela emoção, as duas irmãs se abraçaram pela primeira vez.”, contou Karina.

1 comentário

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  • clenira tavares de lima rondon
    31 Jul 2017 às 12:22

    Que bom, essa iniciativa é louvavel pois nós que moramos próximos aos nossos familiares, não conseguimos imaginar o sofrimento dessas pessoas que ficam anos sem ver um ente querido. Parabéns.

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