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Quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

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Taques garante aumento de efetivo nas ruas e apoio da Sesp ao Exército e PRF

Da Reportagem Local - Érika Oliveira/Da Redação - Lucas Bólico

30 Mai 2018 - 14:31

Foto: Rogério Florentino Pereira/ OD

Taques garante aumento de efetivo nas ruas e apoio da Sesp ao Exército e PRF
O governador Pedro Taques (PSDB) negou que a crise de abastecimento provocada pela paralisação dos caminhoneiros tenha obrigado o Estado a reduzir o policiamento nas ruas, por conta da escassez de combustíveis. Além de aumentar o policiamento, segundo o chefe do Executivo, o Paiaguás ainda tem oferecido auxilio ao Exército Brasileiro e à Polícia Rodoviária Federal na operação de dispersão dos caminhoneiros que resistem em manter bloqueios.

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No final da tarde de terça-feira (29), o Governo do Estado realizou mais uma reunião do comitê de gestão de crise criado para reduzir os impactos da greve dos caminhoneiros. De acordo com Taques, as aulas já foram normalizadas em 80% das escolas da rede estadual e os casos de falta de combustíveis para transporte escolar são pontuais em algumas cidades de Mato Grosso.
 
“A saúde está caminhando muito bem. O problema de Sinop, já resolvemos. A questão da segurança, todo o sistema de segurança na rua. Todas as agencias nas ruas para que o cidadão tenha tranquilidade neste momento. Nenhuma viatura a menos na rua. Aumentamos o efetivo nas ruas, isso para que o cidadão possa ter total tranquilidade. Não está faltando gasolina, não está faltando combustível para essas atividades. A energia, aqui temos a concessionária de energia, [há] algum problema em Querência, mas já estamos resolvendo também; no distrito de Guariba, na divisa de Mato Grosso com o Pará, também estamos resolvendo”, minimizou o governador.
 
Na reunião de ontem do comitê, participaram também representantes das distribuidoras, e foi debatida a situação do abastecimento de comida. “A ideia de que alguns municípios do Norte do Estado já estão faltando determinados tipos de alimento ainda é preocupante; a situação em alguns municípios em alguns produtos em Cuiabá, mas nós estamos trabalhando com as forças de segurança para que nós possamos separar manifestação, o que é absolutamente legítimo, de proibição que as vias possam obstacularizar, que o cidadão possa fazer o transporte de sua carga”.
 
Impacto econômico
 
Pedro Taques não chegou a falar em números, mas fez uma breve avaliação do impacto econômico da greve no caixa do Estado e no bolso dos cidadãos.  “O prejuízo não é só para o Estado. O prejuízo é para toda a sociedade mato-grossense, toda a sociedade brasileira. Aqui nós temos representantes das indústrias, representantes do comércio, representantes dos serviços que também estão com essa dificuldade, porque se eles não vendem, eles não têm lucro, se eles não vendem e não têm lucro, eles não pagam impostos e vai sobrar para o Estado. O estado não fabrica dinheiro. O dinheiro vem dos impostos. Todos nós teremos problemas ai para frente”, avaliou.
 
A equipe econômica do Estado tem uma reunião marcada ainda hoje, liderada pelo secretário de Fazenda Rogério Gallo, com representantes da Federação Mato-grossense das Indústrias, do comércio e do setor produtivo para avaliar os impactos da paralisação.  
 
Maluquice intervencionista
 
Taques ainda comentou o movimento por intervenção militar que tem tentado se associar à pauta de reivindicação dos caminhoneiros, se aproveitando da mobilização nas estradas. Para ele, “malucos” pedem uma saída para o país com ruptura democrática.
 
“Eu penso que são malucos, não há nenhum regime melhor que a democracia. Os males da democracia nós combatemos com mais democracia. Precisamos de mais democracia. Não aceitamos essa conversa de intervenção militar. Vivemos em um regime democrático e é bom que assim seja”, finalizou.

5 comentários

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  • CARLINHO
    30 Mai 2018 às 16:50

    VOCE SEU PEDRO TAQUES NAO GANHA NEM MAIS PRA PRESIDENTE DE BAIRRO VOCE FOI UM PESIMO GOVERNADOR

  • carlos
    30 Mai 2018 às 16:00

    Por isso MT está do jeito que está, que arrependimento de votar neste senhor. Até agora ele não sabe que o manifesto mudou a pauta e pede a cabeça do Temer.

  • odenir
    30 Mai 2018 às 15:45

    Baixou o preço do diesel, mas a gasolina e o etanol dobrou seu valor, tá na hora da população andar à pé como forma de protesto, por mês pra esses empresários do petróleo tomar vergonha na cara e ver que depende de nós.

  • Walter
    30 Mai 2018 às 15:36

    Pedro taques parece aquele tipo de cachorrinho que quando o cachorro grande sai andando vai atras latindo!!! Não duvido nada aproveitar para mandar a PM fechar rua p verificar impostos de veículos!!!

  • Antônio
    30 Mai 2018 às 15:11

    Esse governador deve está louco. Como assim a sou de está boa? Que não tem desabastecimento? Que apoio ele está dando às FFAA? Se continuar com essas mentiras não ganham eleição nem para síndico de prédio..

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