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Terça-feira, 22 de outubro de 2019

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Bebê indígena enterrada viva passa por nova cirurgia e ainda se alimenta por sonda

Da Redação - Vinicius Mendes

03 Jul 2018 - 16:33

Foto: Rogério Florentino / OD / Reprodução

Bebê indígena enterrada viva passa por nova cirurgia e ainda se alimenta por sonda
A pequena Analu Paluni Kamayura Trumai, que foi enterrada viva pela bisavó no último dia 5 de maio em Canarana (879 quilômetros de Cuiabá) será submetida a uma cirurgia nesta terça-feira (3) para a retirada do cateter após apresentar melhora em sua função renal. A menina já respira sem ajuda de aparelhos, mas ainda se alimenta por sonda.
 
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De acordo com o boletim médico, Analu  encontra-se estável com melhoras significativas nos quadros renal e infeccioso, respirando sem ajuda dos aparelhos. A menina passará por uma cirurgia nesta terça-feira (3) para a retirada do cateter de tenckhoff, já que sua função renal melhorou.

A assessoria do hospital ainda afirmou que Analu está sendo acompanhada por uma fonoaudióloga para iniciar o processo de sucção, pois sua dieta ainda está sendo feita por sonda.
 
O caso
 
Na terça-feira, 5 de maio, a Polícia Civil foi informada de um feto/recém nascido que teria sido enterrado em uma residência, e deslocou para o endereço (rua Paraná) em conjunto com a Polícia Militar.
 
Ao iniciar escavação em busca do corpo, os policiais ouviram o choro do bebê e constaram que a criança estava viva. A bebê, agora identificada pelo Ministério Público como Analu Paluni Kamayura Trumai, foi socorrida e encaminhada para socorro médico imediato.
 
A bisavó da bebê, , Kutsamin Kamayura, 57, foi presa na manhã de quarta-feira (06) e na ocasião, alegou que a criança não chorou após o nascimento, por isso acreditou que estivesse morta e, segundo costume de sua comunidade, enterrou o corpo no quintal, sem acionar os órgãos oficiais.
 
Em continuidade às investigações, a Polícia Civil com oitivas de testemunhas envolvidas no caso, apurou a conduta e participação da avó da vítima, a indígena Tapoalu Kamayura, 33.
 
Ela tinha conhecimento da gravidez da filha de 15 anos, em razão da adolescente ser solteira e o pai da criança já ter casado com outra indígena. Durante todo período gestacional também ministrou chás abortivos para interromper a gravidez, segundo os depoimentos colhidos.

1 comentário

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  • odra
    01 Out 2018 às 15:18

    Conteúdo Incrível Sobre Cirurgia Plastica: revistaviversaude.com