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Denúncia contra ex-secretário Rogers Jarbas afasta Stringueta de investigação dos grampos

Da Redação - Wesley Santiago

14 Out 2019 - 15:26

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Denúncia contra ex-secretário Rogers Jarbas afasta Stringueta de investigação dos grampos
A denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso contra o ex-secretário de Segurança Pública (Sesp), Rogers Jarbas, por ameaça, afasta a possibilidade de que o delegado Flavio Stringueta, titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), volte a compor a equipe responsável por investigar o esquema de grampos ilegais ocorrido em Mato Grosso, que ficou conhecido como ‘grampolândia pantaneira’.

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Segundo o apurado por Olhar Direto, a denúncia oferecida contra Jarbas, em processo que envolve Stringueta, após uma briga no Big Lar, poderia gerar sua suspeição. O mesmo não se aplicaria a delegada Ana Cristina Feldner, que chegou a registrar um boletim de ocorrências contra a esposa do ex-secretário, a procuradora da República Samira Engel Domingues, pela acusação de ameaça e lesão corporal dentro de um condomínio, no bairro Jardim Itália.
 
Isso porque o caso da confusão entre as duas partes não teria gerado um processo.
 
Ex-secretário de Segurança Pública (Sesp), Rogers Jarbas foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso pelo crime previsto no artigo 344 do Código Penal, que consiste em “usar de violência ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial, policial ou administrativo, ou em juízo arbitral”. A pena prevista é de um a quatro anos de reclusão e multa.
 
A denúncia refere-se a um fato ocorrido no dia 28 de março do ano passado, no interior de um supermercado de Cuiabá. Na ocasião, o acusado passou a monitorar o também delegado Flávio Henrique Stringueta, na tentativa de “mapeá-lo” em dois momentos. A vítima, conforme consta da denúncia, atuou como presidente dos autos de inquérito policial que culminou na Operação Esdras, que por sua vez resultou na prisão de Rogers Elizandro Jarbas.
 
Segundo o Ministério Público, após as tentativas de intimidação no interior do supermercado, o denunciado ainda procurou a vítima no estacionamento provocando uma discussão, chamando-o de “safado” e instando-o a resolver as coisas de “homem pra homem”. As imagens do circuito interno, de acordo com a denúncia, demonstram que a investida do denunciado Rogers teve requinte de premeditação.
 
PAD
 
O juiz João Bosco Soares da Silva, da Décima Vara Criminal de Cuiabá, enviou cópia de investigação contra o ex-secretário de Segurança de Mato Grosso, Rogers Jarbas, para fim de instruir possível Procedimento Administrativo Disciplinar na Polícia Civil. Inquérito constatou, segundo o Ministério Público (MPE), que houve coação no curso de processo durante uma discussão de Jarbas com o também delegado Flávio Stringueta.
 
A decisão pelo compartilhamento de informações com a corregedoria da Polícia foi estabelecida no dia 18 de junho. Jarbas é acusado de forçar um atrito verbal com o delegado da Polícia Civil, Flávio Stringueta, no estacionamento de um supermercado, em Cuiabá.
 
O mesmo inquérito investigou suposto crime de ameaça praticado por Jarbas contra a também delegada da Polícia Civil, Ana Cristina Feldner, rusga ocorrida no condomínio residencial em que ambos residem. Porém, conforme divulgado, “não ressaíram, pelas investigações já realizadas, indícios da prática do crime de ameaça”.
 
Jarbas foi preso em 2017, na Operação Esdras, por suposta tentativa de atrapalhar as investigações sobre os grampos ilegais em Mato Grosso. Ele atuava como secretário de Segurança.
 
O suposto esquema de grampos também foi revelado em 2017, quando se descobriu que políticos, juízes, advogados, médicos e jornalistas foram interceptados de forma ilegal. O então governador de Mato Grosso, Pedro Taques,  acabou apontado como mandante dos Grampos.

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