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Quinta-feira, 26 de maio de 2022

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Gallo admite possibilidade de empresas fantasmas em cadastro da Sefaz, mas garante solução em janeiro

Foto: Helder Farias/AL

Gallo admite possibilidade de empresas fantasmas em cadastro da Sefaz, mas garante solução em janeiro
Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga a renúncia fiscal e sonegação de impostos em Mato Grosso, nesta quinta (14), o secretário de Estado de Fazenda Rogério Gallo, declarou que pode existir empresas fantasmas no cadastro de contribuintes da Sefaz, mas garantiu que medidas estão sendo tomadas pelo Governo do Estado para evitar antigas e novas fraudes.

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Respondendo a um questionamento do presidente da CPI, deputado Wilson Santos, Gallo disse que existem 400 mil contribuintes no cadastro e seria impossível ele saber se não há empresas fantasmas.

“Deve haver, nós temos 400 mil contribuintes. Dizer que não há eu estaria sendo leviano, até porque não conheço a base de dados e tem empresas de 30 anos ali”, afirmou o comandante da Sefaz.

O secretário, no entanto, garantiu que a identificação de fraudes, assim como suas correções, serão resolvidas em janeiro de 2020 em uma parceria do Governo com o Banco Mundial, que fará o cruzamento de dados.

“Estamos fazendo um trabalho de auditoria, em parceria com o Banco Mundial de cruzar informações. As vezes isso acontece porque os bancos de dados, anteriormente não eram integrados. A Receita Federal tem muita informação, o Estado também, assim como o Indea e essas informações não dialogam... Com isso teremos elementos para fazer a suspensão e cassação da inscrição estadual de sócios que se revelarem inidôneos para aquela empresa”, explicou Gallo.

Iniciada no primeiro semestre deste ano, a CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal já colheu o depoimento de empresários e demais representantes do setor de combustíveis bem como solicitou informações aos órgãos de fiscalização para obter dados de pagamentos de impostos dos diversos setores produtivos.

O presidente da CPI, deputado estadual Wilson Santos (PSDB), considera importante a contribuição dos secretários de Estado para que o Legislativo tenha informações que possam subsidiar alterações na legislação e ainda contribuir com melhorias de fiscalização na arrecadação de tributos.
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