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Sexta-feira, 25 de setembro de 2020

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Governador prefere que Pivetta continue vice e desconversa sobre apoio ao Senado

Da Reportagem Local - Érika Oliveira/ Da Redação - Lucas Bólico

13 Jan 2020 - 11:50

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Governador prefere que Pivetta continue vice e desconversa sobre apoio ao Senado
O governador Mauro Mendes (DEM) confirmou que já conversou pessoalmente com o vice Otaviano Pivetta (PDT) sobre a eleição suplementar aberta para preencher a vaga da senadora cassada Selma Arruda (PODE), mas sustenta que apesar da confirmação do aliado em querer disputar a cadeira, não há nenhuma definição de apoio por parte do chefe do Executivo. O democrata confessa que prefere ter Pivetta como vice.

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“O Pivetta já conversou comigo, eu sempre fui e sou uma pessoa que respeita a vontade das pessoas. Se for um desejo dele concorrer ao Senado, eu saberei respeitar esse desejo. O meu desejo é que ele pudesse continuar [na vice-governadoria], ele é um grande companheiro, é um grande político, uma pessoa honesta, dedicada e que tem contribuído muito com o governo, mas se for um desejo dele eu saberei respeitar isso, mas por enquanto nós temos que aguardar o andar da carruagem para poder tomar definições”, sustentou.
 
Com mais aliados de olho na eleição, o governador sustenta que ainda não é o momento de se pronunciar.“É muito cedo”, desconversou, em entrevista concedida na manhã desta segunda-feira (13). “Uma eleição suplementar tem um cenário totalmente diferente. Eu acredito que cada vez mais o eleitor está muito autônomo, está muito senhor de si”, completou o governador, ao dizer que não definiu quem irá apoiar na disputa.
 
Além do próprio vice, Mendes tem outros aliados como pretensos candidatos. O principal deles é Carlos Fávaro (PSD), que foi colega de chapa de Mendes em 2018 e terminou em terceiro lugar na disputa ao Senado que elegeu Selma e Jayme Campos (DEM). “O Carlos Fávaro nos apoiou e estivemos juntos. Não mudou nada de lá pra cá, mas é um novo momento e é um novo cenário. Temos que aguardar as definições para tomar posição”.
 
O Democratas, partido do governador, também fala abertamente em lançar candidatura própria. O MDB, outro partido do arco de alianças de Mendes de 2018 e membro da base aliada também cogita lançar nomes à disputa.  
 
“Todas as eleições no Brasil depois do que aconteceu em 2018 serão muito diferentes do que foram outrora. Acredito que nós teremos que pensar muito bem para escolher um perfil para apresentar para a população, mas eu só vou me posicionar a respeito do processo eleitoral assim que o jogo estiver definido. Senão eu estaria contribuindo como governador com as especulações”, sustentou Mauro Mendes.
 
O governador alega estar, neste momento, mais focado em gestão do que na eleição suplementar. “Eu tenho muitas ações no dia a dia reais e concretas e não preciso perder o meu tempo fazendo ainda especulação política e nós não sabemos verdadeiramente quem serão os candidatos e quando a eleição vai acontecer de fato”.
 
Fávaro tenta assumir
  
Fávaro atuou como parte no processo que culminou na cassação de Arruda e além de se preparar para nova eleição, tenta assumir provisoriamente a cadeira por ser o próximo na lista dos mais bem votados em 2018. Assim como ele, o Governo do Estado também acionou o Supremo Tribunal Federal pedindo posse como senador do terceiro mais votado para evitar que Mato Grosso fique com um representante a menos em Brasília.

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