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Segunda-feira, 20 de setembro de 2021

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Hospital H-Bento inaugura nova fase com foco em atendimento humanizado e administração moderna

Foto: Assessoria H-Bento

Hospital H-Bento inaugura nova fase com foco em atendimento humanizado e administração moderna
Após ter sido adquirido por um grupo de médicos de Cuiabá, o Hospital H-Bento, antigo Sotrauma, chega com uma nova proposta, com o objetivo de manter a excelência da instituição em ortopedia e traumatologia,mas ampliando o catálogo de especialidades. A unidade hospitalar assume ainda uma proposta que deve aliar conhecimento, tecnologia, uma administração moderna e atendimento humanizado.

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Para explicar o novo plano do H-Bento e as mudanças que começaram a ser implementadas em abril deste ano, o médico Fábio Peres de Mendonça, especializado em Ortopedia e Traumatologia, com treinamento avançado em cirurgia de coluna, respondeu a uma série de perguntas. Ele, em conjunto com os médicos especialistas: Aleixo Petrenko, Alex Santiago e Vinicius Andrade,  passou a administrar o hospital.

P –Explique melhor a proposta de vocês para essa nova fase do hospital, que durante quase 40 anos foi referência em traumatologia em Mato Grosso.

R - Quando montamos o grupo e decidimos qual seria a proposta, pensamos muito em como está a cidade hoje. Queremos entregar um atendimento bem humanizado, com cuidado aos detalhes, na forma de recepcionar o paciente e de orientá-lo. Para que ele tenha a melhor entrega possível dentro do que precisa. E de uma forma segura, rápida. Queremos que ele saia satisfeito de nosso hospital. Mais do que tratar patologias dos nossos pacientes, nós queremos entregar a experiência mais satisfatória para uma pessoa que, como todo doente, está em um momento de fragilidade.

Uma de nossas metas é, mais do que conquistar bons resultados, conquistar amigos, pessoas que saiam daqui satisfeitas, falando bem de nós, que se sintam seguros em indicar-nos para as outras pessoas. E que queiram, se precisarem, retornar ao nosso hospital. É uma filosofia de trabalho que se iniciou no dia 14 de janeiro, com a transição da gestão, se aprimora agora em abril com a assunção da administração efetivamente, e que busca nos conduzir ao mais alto nível de excelência na medicina mato-grossense.

P – O que está sendo feito desde então para que o H-Bento alcance esse status?

R – Quando assumimos, nosso foco primeiro foi nas áreas mais críticas do hospital, que eram nos serviços do Pronto Atendimento. Nós temos um PA com atendimento clínico 24 horas por dia, sete dias da semana, que não se restringe a ortopedia e traumatologia. Fizemos a contratação de serviços de uma equipe de cardiologistas que o está gerindo. Então hoje o paciente que chega na nossa unidade com as mais diversas urgências clínicas vai ser atendido da melhor forma possível, com toda uma estrutura de equipamentos e pessoal capacitada e especializada em urgências clínicas. Além, claro, de manter o histórico do hospital, cujo principal foco nas décadas de existência, foi o tratamento das patologias traumáticas. Nós temos hoje uma equipe completa de Ortopedia e Traumatologia.

Além desse diferencial, como é um hospital de médio porte, nós conseguimos ter mais agilidade. O paciente que entra aqui é rapidamente medicado e já tem um alívio da dor enquanto os exames são feitos. Rapidamente conseguimos ter um diagnóstico e tentar solucionar o problema do paciente grave. Vale destacar também uma retaguarda com equipe de neurocirurgia, cirurgia vascular e, também, de cirurgia geral.

Outro setor em que focamos foi a UTI. Nós temos talvez a maior e mais espaçosa do Estado, com quase 700m², que além de nova - tem entre 4 e 5 anos – é equipada com equipamentos modernos e de marcas tradicionais. A equipe, portanto, tem uma estrutura montada muito boa, segura. Além disso, temos como prestador que gere o serviço, o dr. Abdon Salam Khaled Karhawi, um renomado infectologista que, em cerca de um mês e meio à frente da UTI fez nossos números melhorarem muito. Acreditamos que a maior prova da qualidade e da confiança em nossos serviços é o fato de nos sentirmos tranquilos em ser atendidos no H-Bento. Eu não escolheria outra instituição.

Outro foco foi a alimentação. Fizemos uma pesquisa de satisfação, e vamos manter continuamente, junto aos pacientes, para saber o que estão achando das nossas refeições. Graças a Deus estamos tendo resultados muito positivos. Antes elas eram feitas no próprio hospital, de uma forma bem simples. Hoje nós temos uma empresa que é especializada em nutrição, mas com uma característica importante: que utiliza um tempero caseiro. Todos os nossos pacientes, todos os nossos funcionários e nós mesmos da diretoria nos alimentamos dessa mesma comida.

P – O senhor falou que o principal foco do H-Bento continuam sendo a ortopedia e a traumatologia. Estão sendo feitas mudanças nessa área?

R – Na realidade, hoje o foco do hospital é o atendimento geral, não apenas a ortopedia. Para isso, médicos especializados em atendimento de urgência/emergência, estão disponíveis no Pronto Atendimento para todo e qualquer tipo de necessidade dos pacientes. No entanto, nós quatro, dr. Aleixo Petrenko, dr. Alex Santiago, dr. Vinícius e eu, somos cirurgiões de coluna, ortopedistas e especialistas na área da coluna. O projeto nosso é implementar em breve no hospital um Pronto Atendimento de coluna, mantendo também o PA geral e ortopédico que já existe. A pessoa que sentir aquela fisgada, cuja coluna “travou”, que sofreu um acidente, teve lesão de coluna, vai poder ser rapidamente atendido, com alívio da dor e com diagnóstico rápido e preciso.

Hoje sabemos que 90% das pessoas, em algum momento da vida, vão ter uma dor na coluna. É uma incidência muito alta. Então existe carência de tratamento especializado nisso na cidade. Nós somos uma equipe grande em cirurgia de coluna, talvez a maior do Estado, e vamos montar aqui um PA especializado no atendimento às urgências/emergências das patologias da coluna.

P – Houve investimento também em pessoal para poder implementar essas mudanças?

R - Com a expansão dos nossos leitos ativos, a UTI tem 22 leitos, então nós ampliamos quase 80 vagas de trabalho. O hospital teve um crescimento substancial de colaboradores, de parceiros, de pessoas que estão junto conosco aqui. Graças a Deus essa é uma grande vitória nossa, poder estar gerando emprego, serviço, trabalho de qualidade direto e indireto.

Nós também resolvemos investir pesado na questão da qualidade dos nossos colaboradores e no cuidado com eles também. Hoje estamos otimizando o trabalho deles, respeitando todas as normas trabalhistas de forma que o resultado final para o nosso paciente seja o mais exato possível.

P – Tudo isso impacta na gestão, não é mesmo?! Houve investimento também nessa área?

R - Já estamos trabalhando nisso, com formação de pessoal do setor. O mais importante da parte operacional do hospital é a questão de gestão. Nós estamos otimizando de várias formas, como por exemplo com a implantação de novas tecnologias. Adquirimos um software de gestão hospitalar, o Tasy, que proporciona um controle eficiente do hospital, com dados estatísticos. O Tasy é utilizado no mundo inteiro, em todos os continentes, nos principais estabelecimentos de saúde do mundo.

P – Para realizar todas essas mudanças foram necessárias readequações na estrutura física. Há planos de expansão?

R - O hospital hoje conta com um total de 56 leitos entre a UTI e a nossa enfermaria. Nós temos uma perspectiva de expansão bem grande, mais do que dobrar. Nós temos dentro do hospital um espaço de quase 1.200 m² que não é aproveitado, então nós vamos expandir também o centro cirúrgico, modernizar o Central de Material e Esterilização (CME).

E, no futuro, expansão do hospital para as laterais. Hoje a planta térrea conta com 4.000 m² e, nosso projeto e alcançar 6.200 m². Estamos, portanto, com um projeto bem robusto e arrojado para ampliação do espaço físico do H-Bento.

P – O que mais o senhor destacaria sobre essa nova fase do H-Bento?

R -
Hoje em dia grandes grupos têm adquirido unidades hospitalares com a filosofia de investimento. Nós estamos investindo em atendimento, em satisfação, na confiança e no prazer dos pacientes em se tratar conosco. Há uma pergunta que nós sempre fazemos: “quem é o nosso cliente?”. Nosso cliente somos nós mesmos. O dia que eu precisar eu quero ser internado dentro do meu hospital, entendeu? Não quero precisar ir para São Paulo, para Goiânia. Parece um pensamento muito grandioso, mas é isso mesmo o que idealizamos. É entregar um serviço de excelência para o Estado do Mato Grosso, não estamos pensando somente em Cuiabá. E já estamos trabalhando duro para isso. (Com assessoria)
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