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para extravasar raiva

Moradora de MT decide fazer um “Chá DNA” para revelar a paternidade da filha; veja vídeo

Da Redação - Thaís Fávaro

27 Jul 2019 - 08:29

Foto: Reprodução

Moradora de MT decide fazer um “Chá DNA” para revelar a paternidade da filha; veja vídeo
A estudante de letras de Rondonópolis (215 Km de Cuiabá), Rafaela Silva, de 24 anos, ficou conhecida nas redes sociais após compartilhar no início desta semana um vídeo de um “Chá DNA” realizado para revelar a paternidade da sua filha de um ano e sete meses. Rafaela ficou indignada com a reação do ex-namorado em não acreditar que ela estava esperando um filho dele e decidiu comprovar a paternidade através de um exame. A decoração foi toda nas cores verde (para positivo) e vermelha (para negativo). No momento da revelação uma amiga acendeu o bastão de fumaça onde foi possível ver a cor verde.

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Rafaela contou para a Revista Crescer que a ideia era fazer um churrasco, porém, duas amigas sugeriram que ela fizesse um “chá revelação”.  “Eu entrei na brincadeira porque tinha certeza absoluta que ele era o pai e também foi uma forma de extravasar toda a raiva que senti nas inúmeras vezes que ouvi ele dizer não ser o pai”, diz.

As amigas prepararam o bolo, os doces e a decoração, toda em verde e vermelho, verde indicaria que o exame deu positivo para a paternidade e vermelho para negativo. Rafaela decidiu gravar o momento da revelação do resultado do exame para que as imagens chegassem até o pai da criança, já que não conseguiria enviar diretamente por estar bloqueada nas redes sociais do ex-namorado.



O vídeo acabou viralizando e já tem mais de 1.7 milhão de visualizações.  “Eu não tinha ideia da repercussão. Mas foi bom pra ele e para todos esses homens machistas verem que não se faz isso com as mulheres. Nenhuma mãe precisa de homem para criar os filhos. Não fazemos filhos sozinhas e precisamos antes de tudo ser respeitadas”, diz.

Rafaela e o pai de Helena começaram a se relacionar quando ela mudou para Rondonópolis (MT). “Eu morava com os meus pais em Goiás e passei na faculdade pública de lá. Como eu não estava conseguindo uma república, fiquei sabendo que ele estava dividindo o apartamento e fui morar lá. Como eu passava muito tempo em casa, nós fomos nos aproximando, nos conhecendo e eu fiquei grávida. Foi ele quem pediu, inclusive, para eu fazer o exame de sangue, quando a minha menstruação atrasou. A família dele, desde o início da gestação, sempre foi muito presente e me deu assistência. Depois que a minha filha nasceu, eles também são muito próximos. Helena é a primeira neta, primeira sobrinha e eles adoram ela”, disse.

Já o pai da Helena nunca foi tão próximo. “Ele sempre vinha com a história de que a menina não era dele”, diz. Foi inclusive, por isso, que Rafaela decidiu obrigá-lo a fazer o exame de DNA. Embora a menina seja muito parecida com toda a família dele que é da região sul do Brasil, Rafaela não quis que restasse nenhuma dúvida. Não há informações sobre como o pai da criança recebeu o resultado do exame.
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