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Terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

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Lei determina criação de catálogo online com obras de artistas mato-grossenses

Da Redação - Isabela Mercuri

23 Out 2019 - 08:12

Foto: Arquivo Secretaria de Cultura de Mato Grosso

Obra de Clóvis Irigaray

Obra de Clóvis Irigaray

Uma nova lei, sancionada recentemente pelo governador Mauro Mendes (DEM), determina que as obras de artistas locais sejam divulgadas em um catálogo de arte e cultura online. O projeto era do ex-deputado e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) Guilherme Maluf, e tem o objetivo de preservar e divulgar o acervo artístico mato-grossense de maneira acessível e didática.

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De acordo com a assessoria da Assembleia, a Lei nº 10.943/2019 determina que o conteúdo do catálogo seja disponibilizado na internet, e contenha informações pessoais e comerciais do artista, profissional de arte ou de cultura, o currículo do autor da obra e ainda o portfólio com imagens do seu trabalho, devidamente catalogadas.

“O catálogo vai preservar e divulgar o acervo artístico mato-grossense e será um banco de dados digital que aproximará, de forma democrática, a população dos artistas e profissionais de arte e cultura do estado de Mato Grosso”, diz trecho da justificativa da lei.

Para o secretário estadual de Cultura, Esporte e Lazer, Allan Kardec Pinto Acosta, a lei é importante porque valoriza as artes visuais de Mato Grosso e contribui, ainda, para a catalogação e exposição desse acervo.

Na pinacoteca da Secel, por exemplo, de acordo com o Kardec, existem cerca de 500 obras. “Em breve será feito um levantamento detalhado e a restauração das obras. Isso será executado por meio de edital público. O documento já foi construído e agora está na fase de análise de orçamentos para referência. A intenção é fazer um estudo para saber quantas obras o estado possui e quantas precisam ser restauradas”, afirma o secretário.

Já na Assembleia Legislativa, desde 2007, existe uma pinacoteca com 81 telas de autoria de 52 artistas plásticos mato-grossenses. Ela, que leva o nome de Dalva de Barros, está sob a responsabilidade do Instituto Memória do Poder Legislativo. O acervo artístico está distribuído em diversos setores da Casa de Leis, como gabinetes parlamentares e secretarias. A maioria das telas foi doada e faz parte do patrimônio do Legislativo estadual. As pinturas estão expostas à população que visita o Parlamento.

Para Dalva de Barros, a lei é importante porque amplia a divulgação das obras plásticas dos artistas mato-grossenses além dos limites das galerias, e por isso podem ser vistas e admiradas em qualquer lugar do mundo. “As obras não ficarão restritas às galerias e aos espaços destinados a exposições das telas. É uma forma democrática de os artistas levarem suas obras a todos os povos”, afirma.

Para 2020, segundo Kardec, a Secretaria de Cultura fará uma exposição de todo o acervo que possui. Embora sem data marcada, isso deve acontecer no primeiro semestre do próximo ano. “A intenção é colocar as obras à disposição das pessoas que gostam de apreciar as artes plásticas. Estamos trabalhando para inseri-las no Mapa Cultural – plataforma de informações digitais – que já existia na secretaria. Foi retirado do ar, mas estamos trabalhando para retorná-lo novamente”, explica.

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