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Cantor cuiabano de 19 anos lança clipe romântico estrelado por casal com síndrome de down

da Redação - Isabela Mercuri

14 Dez 2019 - 08:00

Foto: Divulgação

Cantor cuiabano de 19 anos lança clipe romântico estrelado por casal com síndrome de down
A música ‘Como eu Faço’ poderia ser uma canção romântica como qualquer outra, mas o cantor e autor Gui Mangieri decidiu transformá-la em algo maior quando, no último dia 17 de novembro, lançou o videoclipe estrelado por um casal de pessoas com síndrome de down. Este é o segundo trabalho do artista, que já decidiu que quer se dedicar à música pelo resto da vida.

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“A ideia surgiu com um brainstorm que eu fiz com o dono do Bateras Beat”, contou ao Olhar Conceito. Segundo Guilherme, o ator, Fabrício, já era um antigo conhecido seu, e a atriz, Miriam, filha de uma amiga da mãe dele.

Foto: Reprodução

“Depois eu descobri que eles já se conhecem da Apae, então foi muito mais fácil de trabalhar. Não foi simples, porque eles têm algumas restrições, é mais complicado, tem que ter uma certa paciência e atenção, mas ajudou muito o fato de eles já se conhecerem”, lembra.

O videoclipe foi feito com apoio da Ventura Filmes, além dos espaços cedidos pela gelateria Matteo e pelo Malcom Pub. “A repercussão foi muito mais do que eu esperava. Teve respostas boas, feedbacks negativos também, claro, pois não agrada a todo mundo, mas o pessoal que vem falar comigo é unanimidade”, comemora.



História

Guilherme Mangieri Figueiredo Leite da Silva, mais conhecido como Gui Mangieri, é cuiabano de família tradicional, e começou a fazer aulas de violão na escola aos onze anos de idade, ‘na brincadeira’. Anos depois, no Ensino Médio, passou a tocar na igreja Nossa Senhora Auxiliadora, e se aproximou do mundo da música.

Ao mesmo tempo, passou a fazer shows na escola e aulas de canto e de violão no Bateras Beat, o que continua até hoje. Sua primeira música, ‘Iara’, foi lançada em 2018, e a segunda é ‘Como eu Faço’, que saiu em novembro de 2019.

Agora, seus planos são de lançar mais duas músicas no primeiro semestre de 2020, e outra no segundo, para totalizar um EP. Para se dedicar totalmente à música, ele decidiu também trancar a graduação em administração.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Changes

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Gui Mangieri canta somente músicas autorais, acompanhado dos amigos Rafael Tavera e Matheus. O que, segundo ele, torna-se um problema para conseguir se apresentar ao vivo.“A cena daqui ainda é muito fraca para autoral. Só tem um bar em Cuiabá que pode fazer repertório 100% autoral, que é o Metade Cheio, o resto o pessoal pede cover”, lamenta. “Hoje as casas de shows estão interessadas em vender cerveja. Elas visam lucro. E o pessoal que vai para escutar uma música boa não vai para encher a cara a noite inteira”.

Outra dificuldade é em relação à aceitação do estilo de música que ele faz, que chama de ‘estilo Gui Mangieri’. Suas principais inspirações são Cazuza, Renato Russo e, dos mais atuais, Rubel.

“A maioria do meu público - como de outras pessoas que não são do sertanejo, que são mais do alternativo - é de São Paulo e do Rio de Janeiro. O sexto maior público só que é de Cuiabá. Isso é uma crítica a se fazer, que é algo bem triste para a cena”, lamenta. “Uma das artistas que eu mais me inspiro em Mato Grosso é a Karola Nunes. Ela fez um showzasso no Cine Teatro, de lançamento, e foi bastante gente, mas quanto tempo ela não demorou para chegar nisso? É muita dedicação”, finaliza.

Serviço

Conheça o trabalho de Gui Mangieri no SPOTIFY e YOUTUBE.

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