Olhar Direto

Terça-feira, 27 de outubro de 2020

Notícias / Política MT

Taques planeja em cortar pela metade cargos de confiança do governo de MT; Silval nega que haja excesso

Da Redação - Ronaldo Pacheco

15 Out 2014 - 15:20

Coordenador de transição de Governo, Otaviano Pivetta, que disse que número de cargos de confiança será reduzido

Coordenador de transição de Governo, Otaviano Pivetta, que disse que número de cargos de confiança será reduzido

Embora a eleição tenha se encerrado em 5 de outubro, a batalha de informação e contra-informação entre o atual governo e o que irá assumir o comando de Mato Grosso segue como se houvesse segundo turno.  O governador Silval Barbosa (PMDB) reuniu o secretariado e anunciou que   que todas as informações  serão disponibilizada para a equipe de transição do governador eleito José Pedro Taques (PDT).  

Pivetta apresenta proposta com redução de 7 secretarias e tira poder financeiro da Sefaz
 
Já o coordenador da equipe de transição do próximo governo, prefeito Otaviano Pivetta, de Lucas do Rio Verde, aguarda os dados. Porém, alerta que trabalha para diminuir o número de cargos de confiança, que são milhares. Silval Barbosa anunciou que são 6,4 mil e que cerca de quatro mil são ocupados por servidores efetivos.
 
  Pedro Taques está com a caneta em mãos para “extinguir milhares”, principalmente o que não estiver apresentando resultados práticos. Algumas secretarias de Estado podem ser extintas ou fundidas.
 
“O Estado tem, hoje, cerca de 6,4 mil cargos de confiança e contratados. O governo do Estado não possui nenhum compromisso empregatício com essas pessoas, porque são de confiança do atual Governo [Silval Barbosa]”, pontuou ele.
 
“A meta é enxugar esse quadro para o número mínimo necessário e tocar o Estado”, argumentou Pivetta, em entrevista entrevista à Rádio MixFM, nesta terça-feira (14), emissora do Grupo Folha do Estado, acompanhada pela reportagem do Olhar Direto.
 
A expectativa de Pivetta é reduzir dois  mil cargos, embora a decisão oficial seja de Taques. A sugestão da equipe de transição é para economizar. “Tudo aquilo que existe e não produz resultado para a sociedade será extinto. Não tem motivo para manter esqueletos vivos, com despesa, com custo. O Estado precisa diminuir o tamanho e isso precisa ser feito agora, na chegada, ou se conformar com a situação que está aí e que não é nada boa”, argumentou ele.
 
Otaviano Pivetta disse a administração direta e indireta vai passar por uma auditoria geral e a atual  folha de pagamento por um autêntico ‘pente fino’ até dezembro. “Temos equipes de análise setorial e vamos chegar a um denominador que permita que o Estado seja viável, ágil, eficiente e entregue ao cidadão os serviços públicos com qualidade”, emendou o coordenador da equipe de transição de Pedro Taques.
 
Na prática, Pivetta está confiante em reduzir para menos da metade o número de cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS). “Já se tocou o Estado com apenas dois mil comissionados ou menos. Talvez, esse seja um número necessário e possível. Vamos atribuir na nova gestão a meritocracia; todo servidor que for produtivo no serviço que se propõe será reconhecido e irá ganhar um plus”, anunciou ele.
 
A comunicação com o atual governo será sempre oficial, mas  Pivetta revelou que os primeiros dados entregues pelo secretário Pedro Nadaf, da Casa Civil,  apresentam que o maior número de ‘temporários’ está na área de Educação, em diferentes funções. “Nós ainda não temos todos os números, temos, por enquanto, apenas um resumo que já estamos analisando. Mas posso dizer que o Estado está, hoje, no limite da responsabilidade fiscal. Em torno de 57% da receita liquida são destinados a pagamento de pessoal”, afiançou ele.
 
A provável queda na arrecadação do Estado é uma dos itens que obrigam o enxugamento de servidores, segundo ele.  “Considerando que podemos entrar em um ano de crise, a receita pode sofrer redução. Se isso acontecer, com o atual quadro de pessoal, vamos gastar 60% da receita com folha de pagamento, o que se tornaria impossível de manter, porque é ilegal, e deixaria o Estado inviável”, proclamou Otaviano Pivetta, que comanda uma das prefeituras consideradas mais eficazes do Brasil.
 
O aluguel de imóveis, veículos e autarquias também terá redução drástica, na administração Pedro Taques.  “Vamos fazer um check-up geral em toda a administração, direta e indireta. Temos equipes de análise setorial e vamos chegar a um denominador que permita que o Estado seja viável, ágil, eficiente e entregue ao cidadão os serviços públicos com qualidade”, concluiu Pivetta, que deve ser um dos secretários de Estado da administração Pedro Taques.

Comentários no Facebook

Sitevip Internet