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Domingo, 25 de outubro de 2020

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Novo senador do PPS destaca necessidade de ampliar participação de MT em temas nacionais

Da Redação - Ronaldo Pacheco

04 Jan 2015 - 15:35

Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

José Antônio Medeiros assina o termo de posse, no Senado, junto com o presidente Renan Calheiros

José Antônio Medeiros assina o termo de posse, no Senado, junto com o presidente Renan Calheiros

Considerado ‘cristão novo’ na vida pública, o novo senador por Mato Grosso é o policial rodoviário federal José Antônio Medeiros (PPS), de 44 anos, defensor da ampliação das bases populares e organizações sociais nos debates do Congresso. Ele vai lutar também para ampliar a participação de Mato Grosso nos debates dos chamados “grandes temas nacionais”.

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Medeiros entende que Mato Grosso não pode ser destaque nacional somente na colheita da safra ou em noticiário de tragédias. “Necessitamos ocupar nosso espaço no debate de questões nacionais, como segurança na fronteira e alternativas para produção energética”, citou o senador do PPS, que teve um ‘megaempurrão’ do prefeito Percival Muniz (PPS), de Rondonópolis, para ficar com a vaga.
 
José Medeiros ocupa a vaga aberta com a renúncia do governador José Pedro Taques (PDT), que deixou o Senado para assumir o governo de Mato Grosso.  Ele é natural de Caicó, interior do Rio Grande do Norte, e vive em Rondonópolis há quase 20 anos.  
 
“Reconheço que a renovação é essencial e tenho fé na ideia de que o Senado precisa de uma oxigenação”, observou ele, após ser empossado pelo presidente da Casa, senador alagoano Renan Calheiros (PMDB).
 
Formado em Matemática e Direito, José Antônio é presidente do PPS de Rondonópolis desde 2001. Nas eleições de 2010, assumiu a primeira suplência da chapa vencedora após a desistência do atual deputado estadual Zeca Viana (PDT), que a ocuparia originalmente. Na atual legislatura, ele será o único senador do PPS, no Congresso.
 
Penas alternativas
 
Oriundo da área da segurança, Medeiros crê que foi mal interpretado, ao defender penas alternativas para punir alguns tipos de crime. “Desejo esclarecer que a defesa de penas alternativas não significa, em hipótese alguma, a concordância com práticas ilícitas. A nossa discussão não reforça a impunidade, uma vez que ele prevê, sim, penalizações. No entanto, torna-se imprescindível que haja alternativas ao encarceramento, a exemplo, da prestação de serviços comunitários e de medidas educativas”, observou ele.
 
 “Pela vivência na área [de segurança pública] estou convencido de que a aplicação de penas alternativas, de caráter pedagógico, tem maior efetividade na reinserção social destes indivíduos do que o puro encarceramento de réus primários em presídios que hoje são verdadeiras ‘universidades’ do crime”, observou ele. “Somado a isso, está o ganho social e econômico, tendo em vista que o condenado poderá reverter a pena em benefício da comunidade, ao invés de criar mais despesas para o Estado”, emendou Medeiros.

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