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Educação tem dívidas de R$ 190 milhões e Taques avalia demissões de contratados

Da Reportagem Local - Raoni Ricci

12 Jan 2015 - 14:36

Foto: José Medeiros/Secom-MT

Educação tem dívidas de R$ 190 milhões e Taques avalia demissões de contratados
O governador Pedro Taques (PDT) visitou hoje (12) pela primeira vez a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e o cenário é dos piores. Pelo menos 20% do orçamento está comprometido com o pagamento de dívidas e empenhos realizados pelas gestões passadas. São R$ 190 milhões em restos a pagar e mais R$ 148 milhões empenhados em obras espalhadas pelo estado. Diante do desequilíbrio financeiro, o chefe do Executivo estuda medidas para reduzir os custos, dentre elas demissões de professores contratados. O grande desafio é promover uma gestão que equalize os problemas administrativos para ter condições de aprimorar a política pedagógica.

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Antes de falar com todos os profissionais, Taques teve a oportunidade de conhecer dados e ouvir os anseios dos gestores da pasta durante reunião com o secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto. O governador promete providências em relação à falta de infraestrutura, de equipamentos e de qualificação profissional. “A escola é a cara de uma administração. Venho aqui pedir o empenho de todos”, frisou Taques.
 
Assim que chegou na Seduc, Taques ouviu de Permínio Pinto que o orçamento da educação aprovado para 2015 está subestimado em pelo menos 25%. “Contamos com aproximadamente R$ 1,9 bilhão, recurso que dá para pagar a folha salarial”. Taques promete rever o montante com lideranças da Assembleia Legislativa para que a Seduc tenha capacidade de investimento. Há escolas que precisam ser reformadas até 9 de fevereiro, quando começa o ano letivo. O governador destaca que técnicos do Gabinete de Projetos Estratégicos estão à disposição para elaborar as propostas de reformas. “Mato Grosso tem índices elevadíssimos de analfabetismo e evasão escolar. É vergonhoso. Precisamos transformar a riqueza econômica dos grãos em melhoria da educação e qualidade de vida”.
 
Permínio recebeu a secretaria com R$ 190 milhões de restos a pagar das gestões anteriores, o equivalente a 10% do orçamento. Outros R$ 148 milhões estão empenhados para custear 124 obras em 52 municípios, diz o secretário. Porém, deste montante, R$ 34 milhões estavam previstos para construções que, segundo o secretário, a Seduc sequer têm condições de prosseguir com as obras. “Precisamos mostrar à sociedade como recebemos o Estado”, aponta Taques. Em um mês, Permínio aposta na redução de 15% dos restos a pagar. Ele também pretende cortar custos em áreas não finalisticas, como a Tecnologia da Informação, setor que recebeu R$ 60 milhões da pasta em 2014.   

Pedro Taques já estuda medidas para reduzir os gastos e espera um levantamento de Permínio para promover corte de professores contratados. Mais da metade dos prodessores da rede estadual são contratados. A meta é inverter essa realidade, chegando a pelo menos 80% de concursados. 
 
Mato Grosso conta com 746 unidades escolares onde estudam 437 mil alunos. Lembrando da época em que estudava em colégios públicos da capital, Taques destaca a importância de não “dar as costas aos alunos”. “O meu sonho da época de estudante era ter uma recepção humanizada dos gestores e uma mochila, nem isso eu tinha”, conta o governador, destacando ser filho e neto de professoras. “Vou cobrar muito, preciso de uma escola onde os professores saibam o nome dos alunos”. A técnica administrativa Angela Perottoni avalia que, com o tempo, estudantes transformaram-se em apenas número para os administradores. “Com mais alunos matriculados, mais recursos para as unidades educacionais, pelo menos esta era a lógica das gestões anteriores”, relata Angela. O foco da Seduc nesta gestão, segundo o secretário, é a aprendizagem.
 
Taques pretende se reunir semanalmente com o secretário e a equipe no Palácio Paiaguás. Também promete retornar à Seduc para ouvir novamente os profissionais. Outra iniciativa do governador é visitar as duas escolas, uma em Jangada e outra em Acorizal, que figuram entre as últimas no quesito qualidade de ensino. “Permínio, vamos fazer o possível para que estas escolas estejam entre as melhores no próximo levantamento”, diz Taques.

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