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Domingo, 15 de dezembro de 2019

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Justiça solta Piran, ex-presidente da Câmara e outros quatro presos acusados de fraude de R$ 10 milhões

Da Redação - Arthur Santos da Silva/Wesley Santiago

24 Out 2019 - 21:48

Foto: Reprodução

Justiça solta Piran, ex-presidente da Câmara e outros quatro presos acusados de fraude de R$ 10 milhões
O empresário Valdir Piran e os outros cinco alvos acusados de participação em esquema de desvio de dinheiro público no antigo Centro de Processamento de Dados do Estado (Cepromat), atual Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), com prejuízo estimado em R$ 10 milhões, foram soltos no início da noite desta quinta-feira (24) pela Justiça. 

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Além de Piran, também foram soltos : o ex-presidente da Câmara de Cuiabá e do Cepromat, Wilson Celso Teixeira (Dentinho); o também ex-mandatário do mesmo órgão, Djalma Soares; Francisvaldo Pereira de Assunção, ex-secretário adjunto de Administração Sistêmica, e Weydson Soares Fonteles, este último detido em Brasília (DF).

Foram adotadas medidas cautelares diversas da prisão, mas nenhum dos alvos terá que utilizar tornozeleira eletrônica. 

A juíza Ana Cristina Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, acatou pedido da defesa de Piran, patrocinada pelos advogados Ricardo Spinelli e Marcelo Chaul, reconhecendo que os fatos não são contemporâneos e não existe risco à ordem pública ou aos andamentos do processo.

Após revogar a prisão do empresário, de ofício estendeu o benefício aos outros cinco acusados. O bloqueio dos bens está mantido. A defesa adiantou que já está trabalhando para que a constrição também seja revogada.

Operação Quadro Negro foi deflagrada pela Polícia Judiciária Civil (PJC) na terça-feira. A força-tarefa foi coordenada pela Delegacia de Combate à Corrupção e Delegacia Fazendária, com apoio do Comitê Interestadual de Recuperação de Ativos (CIRA), Delegacia de Capturas e Polícia Interestadual de Brasília e Ministério Público Estadual (MPE).

Seis mandados de prisões preventivas e sete de buscas e apreensões, expedidos pela Sétima Vara Criminal, foram cumpridos contra alvos na capital mato-grossense, em Luziânia (GO) e Brasília. Bens móveis e imóveis foram apreendidos e tiveram bloqueios judiciais, entre eles carros de luxo. 

Investigação da Polícia Civil com base em auditoria da Controladoria Geral do Estado detectou que dois contratos firmados com a empresa Avançar Tecnologia Ltda não tiveram correta execução dos serviços.

Atualizada às 21h54.

9 comentários

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  • Admirador
    25 Out 2019 às 14:18

    Esse Adv. Ricardo Spinelli não perde uma ação. É um craque da Lei!

  • Marluce Gonçalves
    25 Out 2019 às 11:22

    Com ou sem segunda instância os advogados têm que ganhar um bom tutu.

  • Vinicius
    25 Out 2019 às 09:54

    Eu não sei como ainda tem gente que fala em Justiça, gente no Brasil nos não temos justiça temos uns beneficiário de toga que recebem o dinheirinho do publico, eu tenho maior vergonha de dizerem que temos judiciário, STF, STJ, como guardião das Leis, o único guardião da Lei chama-se dinheiro

  • Leitor
    25 Out 2019 às 08:17

    Agora só falta soltar nosso deus Lula.

  • Milkão
    25 Out 2019 às 08:06

    Não havia dito anteriormente? É isso meu povo, vapor e espetáculo e o dinheiro que é bom.....E ainda pelo método da operação vai sobrar pro lombo de alguns ainda da PF e PC...Pode? Por isso que o crime vale a pena...Ser acordado por agentes policiais e dar voltas em viaturas no banco de trás está na moda, é bacana....

  • Curioso
    25 Out 2019 às 07:25

    Kkkk isso já estava previsto

  • Santana
    25 Out 2019 às 05:59

    Vão continuar soltos e sequer vao devolver alguma coisa ! Aqui o crime compensa , só fica preso aquele que rouba kilo arroz no supermercado , a justiça não e igual pra todos

  • Crítico
    24 Out 2019 às 23:52

    Essa juíza só quer olofote. Se ia soltar logo em seguida, pra que gastar dinheiro público?

  • Aderbal Siqueira
    24 Out 2019 às 23:43

    Então pra que prender? Só pra gastar gasolina das viaturas? Esse país é um circo.

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