Olhar Jurídico

Sexta-feira, 03 de julho de 2020

Notícias / Empresarial

Empresa de transportes entra com pedido de recuperação judicial por dívidas de R$ 30 mi

Da Redação - Vinicius Mendes

13 Mai 2020 - 10:33

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD / Reprodução

Empresa de transportes entra com pedido de recuperação judicial por dívidas de R$ 30 mi
O Grupo Nayr Transportes, do município de Paranatinga (a 373 km de Cuiabá), deu entrada no pedido de Recuperação Judicial (RJ) para negociar o passivo de aproximadamente R$ 30 milhões. Com quase dez anos no setor de transporte de minérios e produtos agrícolas, a empresa, que atua nas principais regiões produtoras de calcário e de grãos de Mato Grosso, disse que entrou em crise após o crescimento dos negócios, por causa da forte concorrência e falta de mão-de-obra. O processamento da RJ já foi deferido pela Justiça.

Leia mais:
Em reunião com MP, instituições descartam retorno das aulas no dia 18

De acordo com o histórico da empresa protocolado na Justiça, as atividades tiveram início em 2011 com a intermediação do transporte de calcário. Com o crescimento da demanda, a empresa passou a ter frota própria e a atuar também com o transporte de grãos e abriu filiais nos municípios de Gaúcha do Norte e Primavera do Leste.

A crise acometeu o Grupo quando foram abertos novos escritórios em Lucas do Rio Verde, Sorriso, Sinop e Matupá. Devido à forte concorrência e à falta de mão-de-obra, a empresa precisou voltar atrás e manter somente a matriz e as filiais constituídas em Gaúcha e em Primavera.

O advogado da Nayr Transporter, Antônio Frange Júnior, explica que a empresa ampliou a frota e para expandir a atuação para outras regiões do Estado, mas não dimensionou o crescimento das concorrentes também. 

“A política de incentivo do governo no passado acabou por inchar o setor de transportes de carga, que vem atravessando um período de crise devido ao baixo valor do frete e alto custo para circulação dos veículos. Muitas empresas que compraram caminhões com taxas de juros até então atrativas, estão buscando alternativas para se manterem no mercado e o Grupo Nayr é um exemplo”.

De acordo com o advogado, o Grupo Nayr tem condições de retomar sua capacidade de investimento, mas precisa de prazo para repor caixa e então pagar suas dívidas. 

“Buscando pagar as prestações dos veículos adquiridos, a empresa contratou empréstimos junto a instituições financeiras. Mas as elevadas taxas de juros inviabilizam o pagamento do passivo que aumenta em níveis exorbitantes”, explica Antônio Frange Júnior.

O juiz Fabricio Savio da Veiga Carlota, da 1ª Vara Cível de Paranatinga, deferiu nesta terça-feira (12) o processamento da Recuperação Judicial, dando prazo de 60 dias para que a empresa apresente o  plano de recuperação, sob pena de convolação em falência. Ele também ordenou a suspensão de todas as execuções e ações contra a transportadora.

O Grupo Nayr Transportes afirma que, com o deferimento da RJ, poderá manter suas atividades e seu quadro de funcionários. “Eles vão negociar as dívidas com prazo e taxa de juros justos e em acordo com a capacidade do caixa da empresa”, afirma o advogado.

1 comentário

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Jurídico. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Jurídico poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Danuza Rio
    13 Mai 2020 às 12:24

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

Sitevip Internet