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Promotor cita problema de saúde e pede adiamento de audiência para sentenciar Ledur

Da Redação - Arthur Santos da Silva

13 Jul 2021 - 10:34

Foto: Reprodução

Promotor cita problema de saúde e pede adiamento de audiência para sentenciar Ledur
Audiência para sentenciar a tenente bombeiro Izadora Ledur, acusada de matar aluno Rodrigo Claro durante treinamento, deve ser redesignada para o di 23 de setembro. Prevista para ocorrer nesta terça-feira (13), há pedido para escolha de nova data levando em conta problema de saúde do promotor que atua no caso, Paulo Henrique Amaral Motta.

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Informação foi confirmada pelo Olhar Jurídico junto ao promotor. Detalhes sobre o problema de saúde não foram divulgados. A audiência estava marcada para se encerrar na quarta-feira (14). O atestado de saúde ainda será avaliado pelo juiz Marcos Faleiros. 

A defesa de Ledur pediu que sua cliente seja absolvida. Segundo argumentado, “não se verifica dos autos a caracterização da conduta delitiva, tampouco o nexo casual entre os treinamentos e a causa mortis do aluno-soldado”. 

Segundo argumentado pela defesa, nenhuma das declarações prestadas pelas testemunhas acusatórias foi capaz de subsidiar o dolo e tampouco de demonstrar existência de conduta de caráter pessoal de ódio ou castigo para com soldado Rodrigo Claro.

Caso não haja entendimento pela absolvição, Ledur pede que se reconheça a inexistência da configuração do crime descrito na modalidade tortura-castigo, desclassificando-a para o delito para maus tratos.
 
O caso
 
Rodrigo morreu durante o 16º Curso de Formação de Bombeiro em Mato Grosso, que era ministrado pela tenente. De acordo com a denúncia, a morte ocorreu no dia 10 de novembro de 2016, durante atividades aquáticas em ambiente natural, na Lagoa Trevisan, em Cuiabá.
 
Apesar de apresentar excelente condicionamento físico, o aluno demonstrou dificuldades para desenvolver atividades como flutuação, nado livre, entre outros exercícios.

Embora o problema tenha chamado a atenção de todos, os responsáveis pelo treinamento não só ignoraram a situação como utilizaram métodos reprováveis para aplicar “castigos”. Rodrigo Lima morreu por hemorragia cerebral.
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