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MP processa organização criminosa que criou pirâmide financeira com 40 mil pessoas

Da Redação - Arthur Santos da Silva

30 Ago 2021 - 09:38

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

MP processa organização criminosa que criou pirâmide financeira com 40 mil pessoas
O Ministério Público de Mato Grosso (MPE) entrou com ação contra organização criminosa investigada em razão de suposto esquema fraudulento conhecido como pirâmide financeira, operado sob o disfarce de marketing multinível, relacionado à prestação de serviços de aplicação no mercado financeiro.

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Processo, datado do dia 27 de agosto e proveniente da Operação Easy Money, mira em 10 pessoas: Mateus Pedro da Silva Ceccatto, Príscilla Dhane Pereira de Oliveira, Agnaldo Bergamin de Jesus, Vanessa Fernandes Dutra, Eder de Melo Gonçalves, Eduardo Alves Lopes, Danilo Cerqueira dos Santos, Vinicius Silva Siqueira, Renato Evangelista dos Santos e Aline Lima Malta Evangelista.
 
De acordo com as investigações, as ações do esquema piramidal eram realizadas por meio da empresa King Investimentos, posteriormente chamada de King-Bentley e King Prime, com sede em Rondonópolis. Indícios apontam para a prática de crimes de lavagem de dinheiro e contra a economia popular. Empresa teria captado em apenas alguns meses de existência mais de 40 mil pessoas.
 
“Com a distribuição do produto do crime entre os membros da organização criminosa e com o natural esgotamento progressivo de ingresso de novas pessoas para a base piramidal, o esquema, inevitavelmente, começa a ruir, e, de sua vez, as vítimas e os prejuízos por elas sofridos também começam a aparecer”, diz trecho do processo.
 
Ainda segundo os autos, promessa de rentabilidade do empreendimento tinha como carro chefe o retorno de até 43,33% ao mês no exíguo prazo de 6 meses, sendo certo que boa parte dele seria resultado de cooptação de novos “investidores”.
 
“Diante do exposto, verificada a materialidade e apontados robustos indícios de autoria relativamente aos crimes em referência, além das circunstâncias do seu cometimento, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso oferece a presente denúncia e requer a condenação dos denunciados nos termos da ação penal em epígrafe, om a consequente aplicação de pena suficiente e necessária para à prevenção e reprovação dos ilícitos praticados”.
 
Ação é assinada pelo promotores de Justiça Kledson Dionysio de Oliveira e Alessandra Gonçalves da Silva Godoi.
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