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Sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

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caso leopoldino

OAB irá avaliar denúncia contra advogado com 'cautela'

Foto: Reprodução

Presidente da OAB-MT - advogado Claudio Stábile

Presidente da OAB-MT - advogado Claudio Stábile

O presidente da Ordem dos Advogados dos Brasil - seccional Mato Grosso (OAB/MT), Claudio Stábile, disse receber com surpresa a notícia de que o Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denuncia contra o advogado Leonardo Moro Bassil Dower por co-participação na trama 'armada' pelo delegado de polícia Marcio Pieroni e pelo lobista e empresário Josino Guimarães com o objetivo de tentar provar que o juiz Leopoldino Marques do Amaral estaria vivo.

Segundo o presidente da OAB, o caso deverá ser analisado com muita cautela já que o delegado retornou ao cargo e o empresário foi inocentado após enfrentar Juri popular. "Temos que examinar, pois não temos conhecimento sobre isso e ver se realmente tem fundamento", explicou, durante entrevista ao Olhar Jurídico.

Stábile garantiu ainda que o advogado não faz parte da diretoria da OAB. Dower apenas participa da Comissão de Direito Penal da Ordem, em Mato Grosso.

Conforme a denúncia do MPF, que já foi encaminhada à 7ª Vara Federal, ação penal contra Leonardo Bassil foi motivada por “recusa, retardamento ou omissão de dados técnicos indispensáveis a propositura de ação civil pública”.

Fraude sobre a morte de Leopoldino

Em maio deste ano, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) determinou o retorno do delegado Márcio Pieroni às suas funções na Polícia Civil de Mato Grosso. O delegado fora afastado por força de uma ação civil pública.

Josino Guimarães foi preso no município de Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), após o juiz da 7ª Vara Federal de Cuiabá, Paulo Cézar Alves Sodré, acatar dois pedidos de prisão propostos pelo Ministério Público Federal.

Também foram denunciados o irmão de Josino, Cloves Luiz Guimarães, Gardel Tadeu Ferreira de Lima, chefe do setor de desaparecidos da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e o detento Abadia Paes Proença.
Os denunciados teriam armado uma fraude, arquitetada pelo delegado, para beneficiar o empresário Josino, principal suspeito de participação no assassinato do juiz Leopoldino Marques do Amaral.
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