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Segunda-feira, 20 de maio de 2024

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ESQUEMA MILIONÁRIO

MP reforça pedido de prisão preventiva contra médicos e empresários envolvidos em esquema na Saúde

Foto: Reprodução

Na colagem, o promotor Sérgio

Na colagem, o promotor Sérgio

O Ministério Público do Estado (MPE) voltou a pedir que 7ª Vara Criminal de Cuiabá decrete a prisão preventiva dos médicos e empresários alvos da Operação Espelho, que investiga esquema que teria desviado aproximadamente R$ 90 milhões da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Recurso foi assinado pelo promotor Sérgio Silva da Costa, nesta terça-feira (30).


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Na decisão que recebeu a denúncia contra os alvos, o juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, indeferiu o pedido para que eles fossem presos preventivamente. O magistrado argumentou que não havia a contemporaneidade entre o cometimento dos delitos e a requisição ministerial pela prisão preventiva.

Além disso, anotou Jean não haver, supostamente, indícios de que os réus tenham tentado esquivar da aplicação da lei penal, bem como não foram noticiadas, até o momento, condutas no intuito de atrapalhar o andamento das investigações, como coagir testemunhas, destruir provas ou outros modos de obstar a instrução processual, “sendo descabida, igualmente, a prisão preventiva com base nestes fundamentos”.

Inconformado, o promotor sustentou que os réus continuam atuando em parcerias com o Estado, via secretaria de Saúde. Além disso, lembrou que há outras investigações em andamento visando apurar outros crimes em processos licitatórios, peculatos e outros ilícitos, perpetrados por estes réus até o ano de 2023, que causaram prejuízo para a população, sobretudo no momento de pânico e caos instalado pela pandemia da Covid-19.

Sérgio Silva da Costa, então, reforçou que a justiça decrete a prisão preventiva dos alvos da Operação Espelho. Veja abaixo a lista completa dos nomes requeridos.

De acordo com o MPE, os denunciados se associaram de forma estruturada, permanente e ordenada, com notória divisão de tarefas com objetivo de obterem vantagens ilícitas, atuando por intermédio de empresas para capitanear, sem concorrência efetiva, contratos com os órgãos públicos do Estado e municípios.

A organização criminosa, conforme investigações, era liderada pelos médicos e empresários  Luiz Gustavo Castilho Ivoglo e Osmar Gabriel Chemim.

Segundo as investigações, alguns médicos foram contratados para obterem o recebimento pelos plantões prestados, eles deveriam aderir aos comandos da organização ingressando no quadro societário das respectivas empresas, como sócios quotistas sem direito a participação nas decisões e nos lucros das empresas.

Veja nomes

Luiz Gustavo Castilho Ivoglo - médico e empresário;
Osmar Gabriel Chemim – médico e empresário;
Bruno Castro Melo – médio e empresário;
Carine Quedi Lehnen Ivoglo – médica
Gabriel Naves Torres Borges – médico e empresário;
Alberto Pires de Almeida – médico, pecuarista e empresário;
Renes Leão Silva – médico e empresário;
Marcelo de Alécio Costa – militar da reserva;
Catherine Roberta Castro da Silva Batista Morante – médica;
Alexsandra Meire Perez – contadora e professora;
Maria Eduarda Mattei Cardoso, secretária administrativa;
Márcio Matsushita – médico;
Elisandro de Souza Nascimento – enfermeiro;
Sérgio Dezanetti – médico e pecuarista;
Luciano Florisbelo – médico;
Samir Yoshio Matsumoto Bissi – médico e empresário
Euller Gustavo Pompeu de Barros Gonçalves, - médico;
Pamela Lustosa Rei – médica
Nabih Fares Fares – médico e empresário;
José Vitor Benevides Ferreira – médico;
Caroline Campos Dobes Conturbia Neves – servidora pública estadual; (teve a denúncia rejeitada)
Miguel Moraes da Cruz Suezawa – coordenador
 
 
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