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Sábado, 18 de maio de 2024

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Com dívida de R$ 31,7 milhões, grupo familiar em recuperação judicial publica lista de credores

Foto: Reprodução / Ilustração

Com dívida de R$ 31,7 milhões, grupo familiar em recuperação judicial publica lista de credores
Em recuperação judicial desde 2023 por dívidas de R$ 31,7 milhões, o Grupo Mello, formado por produtores rurais da mesma família, publicou no Diário Oficial o 2º edital da sua relação de credores, sendo os maiores passivos com fornecedores de insumos agrícolas e bancos. Veja a relação completa ao final da matéria.


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Com passivo de R$ 31.732.265,01, apresentado junto ao Plano de Recuperação Judicial, o Grupo Mello é formado por Sidney Pinto Mello, Mara Violin de Mello, Edson Pinto de Mello, Vera Lucia Gallo de Mello, Rafael Rodrigo Gallo de Mello e Marco Antonio de Mello. Teve o deferimento do pedido ocorrido em setembro do ano passado, por decisão do juiz Renan Carlos Leao Pereira do Nascimento.

Dentre os maiores credores do grupo destacam-se o Banco do Brasil, com R$ 12 milhões em créditos e a Caixa Econômica Federal, que integram a classe Garantia Real e a Rural Brasil Ltda, com R$ 7,5 milhões na classe Quirografário.

Com sede principal em Campinápolis, os membros da família Mello, de origem do Paraná, iniciaram as atividades em Mato Grosso no ano de 2014, manejando o plantio de grãos e cultivando commodities em 640 hectares de terra.

Em 2015, para intensificar a produção, obtiveram êxito em aumentar a área produtiva para 1.000 hectares, preparando a terra e corrigindo o solo. Com o sucesso na empreitada, o grupo foi crescendo de maneira organizada e promoveu a abertura e o arrendamento de novos locais. No entanto, uma seca ainda naquele ano deu início à crise econômico e financeira dos Mello.

Um arresto da safra de 2017 foi outro golpe nas atividades do Grupo, causando prejuízo na receita daquele ano em aproximadamente 24 mil sacas de soja. Em 2020 acharam uma área em Santa Cruz do Xingu, de 2.000 hectares, que necessitou de alto investimento, empenhado por eles. Na mesma época, contudo, outro arresto golpeou a produção da família.

Entre um investimento e outro, os Mello foram buscando aumentar sua produção com arrendamentos e cultivos em novas áreas. No entanto, mesmo investindo e abrindo mais 330 hectares de sua capacidade, ainda assim a produção daquele ano não foi satisfatória, posto que o plantio se deu tardiamente, e ainda ocorreu o ataque de pragas, qual seja a mosca branca.
 
Já em 2022, findado contrato com arrendamentos, sobretudo em Campinápolis, os proprietários pediram a área de volta, sem renovar o acordo, e, ainda onde produziam, os Mello tiveram que lidar com fortes chuvas que prejudicaram a qualidade dos grãos produzidos, ensejando na totalidade da crise, não tendo outra saída senão acionar a Justiça para socorrê-los no soerguimento das atividades econômicas.
 
“O fator clima ainda afetou os Requerentes em 2023, tendo em vista as chuvas que se deram na região do Xingu, o que ocasionou a perda ao equivalente a 550 hectares de soja. Nesse ínterim, foi arrendado ainda outra área em Vila Rica de 760 hectares de pastagem, conseguindo abrir ainda mais 350 hectares”, disse o Grupo à Justiça, que deferiu o processamento da Recuperação Judicial em setembro de 2023.
 
Foi então que na semana passada publicou-se o 2º Edital da relação de todos os credores dos Mello, cujas dívidas são milionárias.

Confira aqui o documento. 
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