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Sábado, 25 de maio de 2024

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LÍDER DO CV EM CELA COMUM

Juiz considera que Sandro Louco não cometeu mais crimes violentos na cadeia e o retira de "Raio 8" da PCE

Foto: Reprodução

Juiz considera que Sandro Louco não cometeu mais crimes violentos na cadeia e o retira de
O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, retirou o líder do Comando Vermelho em Mato Grosso, Sandro Silva Rabelo, do “Raio 8” da Penitenciária Central do Estado (PCE). "Sandro Louco" é réu por organização criminosa e lavagem de dinheiro, cujos beneficiários dos delitos eram pessoas próximas e familiares, como sua mãe e esposa. Decisão foi proferida no último dia 16 e remeteu a liderança da facção criminosa a uma cela comum. 


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Sandro Louco já estava no cárcere, mas no dia 17 de março de 2023 teve novo mandado de prisão cumprido e, no dia 23, foi transferido ao Raio 8, destinado aos detentos de alta periculosidade, com participação em facções criminosas e que atuam como liderança negativa, violenta ou de extorsão, entre outros crimes diante da massa carcerária, o que foi o caso.

Após diversos pedidos negados, formulados pela defesa para retirar Sandro do isolamento, o magistrado da 7ª Criminal entendeu razoável conceder desta vez, considerando que o réu estava detido há mais de um ano no local.

Apesar dos indícios de integração à organização criminosa e de lavagem de dinheiro, questões que serão definidas em sede de prolação de sentença, Jean Garcia entendeu que tais delitos foram cometidos em benefício de familiares e pessoas próximas de Sandro Louco, e, além disso, apontou que não há indícios de que a liderança tenha aplicado diretamente os valores ocultados para a prática de crimes violentos, ou para fomentar as ações do Comando Vermelho.

Jean também apontou que, encerrada a fase probatória, não chegou no processo informações de que Sandro Louco tivesse cometido demais crimes mediante violência, extorsão ou organização, seja dentro ou fora do presídio.

“Razão pela reputo razoável e adequado ao caso a retirada do preso do Raio 08 da PCE, a fim de que cumpra a prisão provisória em uma das celas comuns da unidade prisional, de acordo com as suas normas”, proferiu.

A prisão de Sandro Louco ocorreu no âmbito da operação Ativo Oculto, deflagrada no dia 23 de março pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), imputado a ele os crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens e valores auferidos em decorrência da atividade da facção criminosa Comando Vermelho.

Conforme as investigações, liderados por Sandro, os faccionados do CV, sobretudo vários presos, utilizavam parentes e pessoas próximas para movimentar quantias milionárias oriundas das atividades criminosa, especialmente tráfico de drogas, golpes por meio do OLX, roubos e outros delitos.

Os fatos se evidenciaram com base no elevado padrão econômico dos familiares e próximos, além de que eles mandavam e desmandavam durante as visitas aos presos nas cadeias.

“Acrescentou que a maioria desses visitantes que ostentam padrão financeiro elevado são as mulheres e outros familiares dos presos, embora haja alguns visitantes sem vínculo familiar, apenas "conhecidos" dos presos”, diz trecho da inicial.
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