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Quarta-feira, 19 de junho de 2024

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SEGUE DETIDO

Procurador destaca frieza e gravidade para pedir que médico acusado de homicídios em Peixoto seja mantido preso

Foto: Reprodução

Procurador destaca frieza e gravidade para pedir que médico acusado de homicídios em Peixoto seja mantido preso
O procurador de Justiça Gill Rosa Fechtner pediu que o Tribunal de Justiça mantenha a prisão preventiva do médico Bruno Gemilaki, acusado de participar de quatro homicídios em Peixoto de Azevedo, dois consumados e dois tentados, no final de abril, quando sua mãe, a fazendeira Inês Gemilaki, ceifou a vida dos idosos Pilso Pereira da Cruz e Rui Luiz Bogo, na tentativa de matar o garimpeiro Erneci Afonso Lavall. Na ocasião, o padre José Roberto Domingos também foi atingido pelos disparos, mas sobreviveu.


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Na manifestação assinada na Quarta Câmara Criminal, no último dia 16, o membro do Ministério Público pediu que o desembargador Helio Nishiyama, relator do caso, indefira pedido de revogação preventiva feito pelo médico. No começo do mês, o magistrado havia negado pedido liminar feito por Bruno. Agora, antes do exame do mérito pelos desembargadores do TJMT, o procurador se posicionou contrário à liberdade do réu.

Gill Fechtner rebateu todos os argumentos de Bruno, e destacou que o crime foi cometido com extrema gravidade e frieza, surpreendendo as vítimas enquanto elas estavam em um momento de confraternização.

O procurador também lembrou que o decreto prisional, proferido pela primeira instância, mandou prender o médico devidamente para garantia da ordem pública, em razão da gravidade dos fatos, uma vez que Bruno concorreu para a prática dos quatro crimes de homicídios mediante disparos de arma de fogo.

Além disso, lembrou Gill que a prisão do médico se faz necessária para preservar a instrução do processo e as testemunhas, além da garantia da aplicação da lei, uma vez que após o crime, ele e sua mãe, com ajuda de Edson Gonçalves Rodrigues, fugiram do local dos fatos. Eles se entregaram somente dias depois do ocorrido.

“É o que se tem no caso em testilha, porque, como já descortinado pelas investigações, o paciente e demais corréus, ao que tudo indica, ceifaram a vida de duas vítimas, e tentaram contra a vida de outras duas, de forma premeditada e com extrema frieza, surpreendendo as vítimas em um momento de lazer”, pontuou.

Sobre alegada condições favoráveis de Bruno, como réu primário, residência fixa e ocupação lícita, o procurador lembrou que tais predicados não justificam a revogação da prisão uma vez que a liberdade do réu colocaria em risco a ordem pública.

Sobre pedido de domiciliar, anotou que o mesmo não foi feito ao juízo de primeira instância e, portanto, o TJ fica impossibilitado de julga-lo. Já quanto ao alegado estado psicológico debilitado, o procurador lembrou que a defesa de Bruno não conseguiu comprová-lo, tampouco que a cadeia onde ele está preso seria impossibilitada de prestar os respectivos tratamentos de saúde.
Por essas razões, bem como porque medidas cautelares alternativas não seriam suficientes, requereu o procurador que o médico continue mantido prezo.
No dia 21 de abril, Inês e Bruno invadiram uma casa em Peixoto de Azevedo em busca do garimpeiro Enerci Afonso Lavall, e ela acabou matando Pilso Pereira da Cruz, 69 anos, e Rui Luiz Bogo, 81. Lavall foi atingido, mas sobreviveu. O padre José Roberto Domingos também foi alvejado, mas se safou. No entanto, o promotor de Justiça Álvaro Padilha de Oliveira, que os denunciou, contestou a versão de Bruno.

Naquele dia, Bruno e Inês invadiram a casa particular de Erneci Afonso Lavall, alvo da fazendeira, localizada na rua Thiago Magalhães Nunes, nº 1403, bairro Alvorada. Imagens das câmeras de segurança da residência constataram que o filho acompanhou e deu suporte à sua mãe durante toda empreitada, portando uma espingarda calibre 12.

Embora tenha alegado não saber que Inês tinha intenção homicida, ele a acompanhou em todo momento e, em posse da arma longa, efetuou pelo menos quatro disparos. As marcas dos tiros foram localizadas pela Polícia na residência.

A constatação de que Bruno efetuou os tiros permitiu o promotor concluir, ao aditar a denúncia, que ele deverá responder pelos resultados da empreitada criminosa encabeçada pela sua mãe, na medida de sua respectiva colaboração.

O mesmo vale para Éder Gonçalves Rodrigues. Ele foi quem dirigiu o veículo e também apareceu com arma curta em punho, colaborando para o êxito das execuções.
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