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Sábado, 15 de junho de 2024

Notícias | Criminal

TRIBUNAL DO JÚRI

Homem que esfaqueou, ateou fogo e matou namorado da amante é condenado e mais de 21 anos de prisão

Foto: Reprodução

Joseilton Santos Carapiá

Joseilton Santos Carapiá

O réu Zulmiro Ribeiro Lopes Júnior foi condenado a 21 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, por matar o namorado da amante no Tribunal do Júri da comarca de Araputanga (345 km de Cuiabá). Ele teve a prisão preventiva mantida e foi condenado ao pagamento das custas processuais. 


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O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo fútil, emprego de meio cruel e utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima. 

Zulmiro era amante de Claudenice Batista Santos, que namorava a vítima Joseilton Santos Carapiá. De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime aconteceu em agosto de 2022. 

Zulmiro e Claudenice, “cientes da ilicitude e reprovabilidade de suas condutas, agindo em coautoria, caracterizada pela unidade de desígnios e atuação conjunta, visando o mesmo fim comum, (...) mataram Joseilton”. 

Conforme apurado durante as investigações, a mulher enviou mensagem para o namorado, atraindo-o para a casa dela. No local, ela e o amante desferiram golpes de faca na vítima. Posteriormente, levaram a vítima até a estrada de um assentamento, onde atearam fogo nela dentro do automóvel. Joseilton teve grande parte do corpo queimado e morreu dias depois. 

“A qualificadora do motivo fútil está demonstrada em razão da triangularização amorosa vivenciada pelo acusado Zulmiro e a vítima Joseilton com a denunciada Claudenice. A qualificadora de meio cruel está evidenciada, já que a vítima foi brutalmente espancada na cabeça com objeto contundente e, após, jogaram gasolina sobre seu corpo e atearam fogo, enquanto ainda estava viva. A qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima está constatada, tendo em vista que a vítima foi atraída por sua namorada até o local e então surpreendida pelos autores, que já estavam na residência.”, consta na denúncia. 

Claudenice Batista Santos está foragida e por isso não foi julgada. 
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