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Segunda-feira, 27 de maio de 2024

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REI DO ALGODÃO

Pupin esclarece que valor da recuperação judicial é de R$ 898 milhões; advogado culpa dólar

Foto: Foto: Reprodução/Internet/Ilustração

Pupin esclarece que valor da recuperação judicial é de R$ 898 milhões; advogado culpa dólar
O grupo JPupin, do empresário José Pupin – conhecido como rei do algodão -, esclareceu que o valor da recuperação judicial, ajuizada no dia 28 de agosto, é de R$ 898 milhões. Conforme nota enviada à imprensa, ao decidir pelo pedido, o que se busca é a proteção dos ativos, manutenção dos empregos de seus colaboradores e a superação da crise financeira que o Grupo tem vivenciado. A Valor Econômico, em publicação no último dia 24 de julho, afirmou que o aglomerado de empresas possui dívidas superiores a R$ 1 bilhão.


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Segundo o advogado José Luis Finocchio Júnior, do escritório Finocchio&Ustra Sociedade de Advogados, que representa o Grupo JPupin: “É preciso informar ao mercado que os principais motivos que levaram o Grupo JPupin a essa situação momentânea de dificuldade estão relacionados a alta relevante nos custos de produção, ao aumento das dívidas em função da valorização do dólar, a diminuição no preço das commodities no mercado internacional, a escassez de crédito no mercado nacional e o aumento significativo da taxa de juros bancária”.

A Lei 11.101/2005, Lei de Recuperação de empresas e Falência, é um marco regulatório do judiciário brasileiro, buscando a solução de conflitos privados, salvaguardando empresas e dando atenção a finalidade social, pela manutenção de empregos, oferecendo sustentabilidade econômica ao país.

Confira a nota:

Grupo JPupin entra com pedido de recuperação judicial

Com 45 anos de mercado, a companhia busca contornar os problemas financeiros, sem alterar suas atividades

O Grupo JPupin, que se dedica a produção de algodão, soja, milho e confinamento de gado, ajuizou perante a Comarca de Campo Verde, Estado de Mato Grosso, ação de “Recuperação Judicial", nos termos da Lei n. 11.101/05, artigo 51. O valor da recuperação é de R$ 898 milhões e busca garantir a viabilidade do grupo.

Para o advogado José Luis Finocchio Júnior, do escritório Finocchio&Ustra Sociedade de Advogados, que representa o Grupo JPupin, ao decidir pelo pedido de recuperação judicial o que se busca é a proteção dos ativos, manutenção dos empregos de seus colaboradores e a superação da crise financeira que o Grupo tem vivenciado. “É preciso informar ao mercado que os principais motivos que levaram o Grupo JPupin a essa situação momentânea de dificuldade estão relacionados a alta relevante nos custos de produção, ao aumento das dívidas em função da valorização do dólar, a diminuição no preço das commodities no mercado internacional, a escassez de crédito no mercado nacional e o aumento significativo da taxa de juros bancária”, assegura Finocchio Júnior.

Também é preciso ressaltar que há três meses o Grupo JPupin tentava renegociar seu passivo de forma estruturada e, apesar da receptividade na renegociação por parte da maioria dos seus credores, a resistência de alguns credores no alongamento do seu endividamento de curto e médio prazo influenciou significativamente a decisão pelo processo de Recuperação Judicial. “Dessa forma, não foi possível outra saída a não ser partir para a recuperação judicial. A ideia é tomar decisões rápidas que no curto prazo permitam recompor o caixa e retomar a sustentabilidade dos negócios”, garante o advogado.

Os controladores do Grupo JPupin entendem que a medida adotada, apesar de amarga, vai permitir a otimização das operações e, no médio prazo, a readequação do passivo à sua capacidade de geração de caixa. “Todas as informações e ações de reestruturação do grupo serão apresentadas oportunamente no Plano de Recuperação Judicial”, finaliza Finocchio Júnior.

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