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Segunda-feira, 22 de julho de 2024

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RECUPERAÇÃO

Revendedora de pneus com dívida de R$ 1,7 milhão não paga administrador judicial e tem contas bloqueadas pela justiça

Revendedora de pneus com dívida de R$ 1,7 milhão não paga administrador judicial e tem contas bloqueadas pela justiça
O juiz Ramon Fagundes Botelho da 2ª Vara da Comarca de Água Boa determinou, no dia 29 de agosto, o bloqueio das contas bancárias da empresa Vale Pneus e Equipamentos Ltda., por conta do não pagamento dos honorários do administrador judicial nomeado pela justiça. A Vale Pneus teve pedido de recuperação judicial aceito em janeiro de 2015, com dívida total de R$ 1.734.732,33.


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O valor dos honorários, anteriormente fixado em R$ 4 mil, já havia sido diminuído após requerimento apresentado pela empresa e uma nova proposta ter sido feita pelo administrador. O valor passou então a ser de R$ 2 mil. Apesar disso, a empresa deixou te efetuar o pagamento e chegou a ser notificada em duas ocasiões pelo juiz responsável.

Na decisão que determinou o bloqueio das contas, o juiz Ramon Botelho também apontou para o fato de que a Vale Pneus deixou de pagar os honorários mesmo quando o montante já era menor do que o previsto por lei, que seria de 5% do rendimento bruto da empresa.

“Além do mais, a falta de pagamento de verba extraconcursal dos honorários do Administrador Judicial, inerente a este procedimento, indica, a priori, a falta de compromisso com o pagamento dos credores [...].Diante desses argumentos,[...] DEFERE-SE o pedido do exequente, a fim de promover o bloqueio nas contas bancárias”, determinou o magistrado.

Recuperação

A Vale Pneus e Equipamentos Ltda., que atua no comércio de pneumáticos no norte do estado, informou no seu pedido de recuperação judicial aceito em janeiro de 2015 que a empresa começou a sofrer dificuldades financeiras em 2011. Naquele ano a empresa abriu filial no município de Confresa, mas a loja não teve desempenho positivo no mercado local e passou a depender quase que exclusivamente da matriz instalada em Água Boa.

De acordo com o pedido, o prejuízo neste período foi de R$ 100 mil. A partir daí, a Vale passou a adquirir empréstimos e se endividar ainda mais, sem conseguir se recuperar mesmo com a venda da filial em 2013.
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