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Taques diz que vídeos são gravíssimos e nojentos; deputados devem se explicar e nunca lhe pediram nada

Da Redação - Ronaldo Pacheco

13 Set 2017 - 09:00

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Pedro Taques exige que sua administração não seja comparada

Pedro Taques exige que sua administração não seja comparada

Mesmo tomando o cuidado de não emitir parecer considerado ofensivo, o governador José Pedro Taques (PSDB) fez sua primeira manifestação pública sobre as imagens divulgadas em nível nacional, em horário nobre, nas quais aparecem deputados estaduais recebendo dinheiro de suposta propina da gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), encerrada em dezembro de 2014.   
 
“Os vídeos são gravíssimos, concordo! Os vídeos são nojentos! E isso precisa ser explicado! E os deputados vão ter que se explicar”, afirmou Pedro Taques, durante entrevista ao Programa Chamada Geral, da Rádio Mega (FM 95,9), de Cuiabá.
 
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“Eu, como governador, mantenho relações institucionais com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Nenhum deputado entre os citados ou não citados, compaerceu ao meu gabinete, no Palácio Paiaguás, ou fora do Palácio, na minha administração, para me pedir um real”, argumentou o chefe do Poder Executivo.
 
Pedro Taques assegurou que jamais foi procurado por qualquer parlamentar com pedido que não fosse republicano. “Eu quero, em nome da verdade, dizer isso: nenhum parlamentar foi pedir dinheiro não republicano ao governador. Na minha amdinistração, isto não ocorreu”, afiançou Taques, que demonstrou simultaneamente clareza e urgência, em sair do tema.
 
Entre os que aparecem pegando dinheiro ou são citados por Silval Barbosa estão os deputados José Domingos Fraga Filho (PSDB), Silvano Amaral (PMDB), Baiano Filho (PSDB), Wagner Ramos (PSD), Eduardo Botelho (PSB), Guilherme Maluf (PSDB), Romoaldo Júnior (PMDB), Mauro Savi (PSB), Nininho Odanir Bortolini (PSD), Sebastião Rezende (PSC), Daltinho Adalto Freitas (SD) e Pedro Satélite (PSD), entre outros. Também aparecem em imagens recebendo dinheiro o prefeito Emanuel Pinheiro (PSDB), de Cuiabá; a prefeita Luciane Bezerra (PSB), de Juara, mulher do deputado Oscar Bezerra (PSB); e o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP).
  
“Todos são vagabundos até que se prove em contrário? Não misturem a nossa administraçao com a bandalheira da gestão passada! Onde estavam todos quando fizeram isso [roubaram o Estado]?”, questinou Taques.  
 
“O próprio ex-governador Silval Barbosa diz, na colaboração à Procuradoria Geral da República, que nunca me deu um real”, recordou o governador, recorrendo à citação de um encontro na campanha eleitoral de 2014, insistindo para não ser comparado com o antecessor.

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