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Sábado, 18 de setembro de 2021

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Adversário de Pivetta se lança ao Senado e defende “limpeza” do governo Taques

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Adversário de Pivetta se lança ao Senado e defende “limpeza” do governo Taques
Suplente de vereador em Lucas do Rio Verde e adversário do ex-prefeito Otaviano Pivetta (PDT), o produtor rural Roberto Barra trocou o PSD pelo Democracia Cristã e iniciou pré-campanha ao Senado Federal. Em entrevista concedida ao Olhar Direto, não poupou críticas à gestão Pedro Taques (PSDB), contra a qual defende uma verdadeira “limpeza”, e citou como exemplo a ser seguido Jonas Pinheiro, senador falecido em fevereiro de 2008.

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Barra explica que deixou o PSD porque viu sua antiga legenda “inchada demais” e optou pelo Democracia Cristã por receber carta branca da direção partidária para trabalhar viabilizar seu nome. A mudança de legenda, garante, não significou ruptura com antigos aliados. Apesar das duras críticas ao Governo do Estado, o pré-candidato “livra” Carlos Fávaro (PSD) e vê que ao longo dos últimos anos o então vice-governador foi “prejudicado” por Taques. Além dos elogios ao presidente do PSD, Barra nutre simpatia pela pré-candidatura de Dilceu Rossato (PSL) ao Paiaguás.
 
Barra disputou as eleições de 2016, para Câmara Municipal de Lucas do Rio Verde, pelo grupo do atual prefeito, Luiz Binotti (PSD), em chapa que incluia PT, PMDB, SD e PMN. Obteve 632 votos e terminou como suplente. Declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 4 milhões. Antes disso, foi vereador no município, durante mandato de Otaviano Pivetta (PDT) à frente da prefeitura. Dessa época vêm as diferenças entre ambos, que segundo o democrata cristão inviabilizam até hoje uma possível aliança. “Jamais eu teria um apoio dele, porque ele é uma pessoa rancorosa”, explica.
 
Confira abaixo os principais pontos da entrevista com Roberto Barra:
 
Mudança partidária
 
“[Tive] uma segurança maior, o partido que eu estava, o PSD, é um partido que inchou muito. Tem diferença entre você crescer e inchar; e ele inchou muito, começaram muitas divergências e eu preferi ingressar ai em um partido que pudesse me dar mais confiança e credibilidade, onde eu tivesse um espaço para pleitear o cargo que eu pretendo nessa pré-candidatura a senador e ali no PSD eu não iria conseguir esse espaço. O motivo foi esse. Sempre me dei bem com todos durante o período que estive lá, não tenho nada a reclamar, mas hoje eu estou ai com o PSDC, com a pré-candidatura garantida pela direção do partido e eles também têm a minha segurança que eu farei uma pré-campanha para senado também”

Escolha pelo Senado

“Eu conheci muito o saudoso senador Jonas Pinheiro e eu vi o trabalho que ele fez, um trabalho com a maior seriedade no Estado, com os produtores rurais, sempre pensando nas pessoas e eu me espelhei nele e eu já sou uma pessoa que vou fazer os meus 60 anos, eu tenho projetos que, sendo senador, eu acho que eu vou contribuir muito com o Estado e com o Brasil também, porque o senador depende um do outro ali pra ajustar as coisas dos estados e eu quero preencher as lacunas que o saudoso senador Jonas Pinheiro não conseguiu fazer porque ele nos deixou. Tem coisas ai na agricultura, na logística estadual. Mato Grosso precisa muito de pessoas responsáveis que conduzam melhor essas situações de logística. A saúde tem pressa também, no Brasil todo e Mato Grosso não é diferente. O agronegócio, você sabe muito bem, é a principal fonte per capta  do Estado e hoje o agronegócio sobrevive ai porque nós somos produtores rurais, eu sou também, a gente toca da forma que a gente dá conta mesmo, porque se depender do poder público ai, em várias coisas, a gente morre atropelado.
 
Eu tenho [seriedade], como existem várias pessoas com seriedade, que podem fazer uma mudança ai na política do Brasil. Você vê que a corrupção, esses delatados ai são vários. Eu não paro por ai não. O motivo de querer participar no pleito, essa política velha também. Eu não digo velha na idade, até porque eu já vou fazer 60 anos, se eu for falar, o velho, eu teria que me enquadrar, mas é o político em si. O novo é o que precisa. Mesmo eles não estando delatados ai, estão acomodados. As pessoas chegam, ganham a eleição e não se preocupam com a população. Então são vários motivos ai. A gente está com o propósito de fazer uma mudança real desde o presidente da república, governador , senador, deputado federal, estadual; passar uma borracha nessa velha política porque do jeito que está, essa corrupção ai, tanto que o Brasil é um país rico que precisa do dinheiro que foi roubado e que poderia fazer tanto bem ai pro povo brasileiro, deu no que deu ai.
 
No começo foi uma maravilha o governo do PT e depois não suportaram por causa da corrupção muito grande, deu no que deu ai nessa dificuldade, mas precisa ainda de ter mais seriedade. Você vê o presidente da República delatado, compra deputado pra se manter no poder, compra a peso de ouro mesmo. Isso tem que acabar. Tem que achar uma forma, colocar pessoas sérias, que pelo menos levem a serio e não fiquem devendo favor pra ninguém, financeiro, para as coisas poder andar, podendo aplicar os recursos onde tem que ser aplicado e tem pessoas sérias que pretendem se candidatar e sendo eleito tenho certeza que vai corresponder”.
 
Avaliação do Governo Pedro Taques
 
“Eu não apoio o Pedro Taques! Eu não apoio o Pedro Taques de forma alguma! Ele entrou no governo, prejudicou o povo. Ele, na minha concepção, ele foi reprovado como governador. Ele foi um bom quando esteve atuando na Justiça [MPF], ele desempenhou um papel bom. Como senador também. Até falei com um amigo meu, quando ele era candidato a governador, que eu temia muito pela má administração que poderia vir por parte dele, mas existem nomes ai que são pessoas limpas e que a gente tem condições de dar apoio. Eu cito dois, por exemplo, o Dilceu Rossato e o próprio Carlos Favaro, que é o vice governador e fez um trabalho muito bom na Aprosoja. É um homem que foi vice-governador, foi prejudicado, inclusive pelo governador, durante o mandato ai. Não quer dizer que o Carlos é novo na política, porque ele já teve um mandato, mas ele não teve nada que desabonou ele também nesse período ai também”.


 
O Estado “piorou”
 
“Teve corrupção [na gestão Taques]. Eu falo o seguinte, trocou os ladrões, só. A corrupção, o roubou, a chantagem, grampo, piorou isso ai, inclusive. porque isso ai não tinha. Não mudou nada! Funcionalismo público sem receber. Os hospitais sem reserva. Santa Casa mesmo sem receber, cobra do prefeito, cobra de um, de outro... a saúde precária como nunca esteve. No estado todo ai, a gente vê lá no Médio Norte ali, o que acontece com os órgãos que o governo estadual divulga. Faltam repasses. O descontentamento é geral. Desde os médicos, os enfermeiros e principalmente das pessoas que precisam de saúde, porque saúde é uma prioridade. Doença não manda recado que vai chegar, coisas graves, um acidente... Esses dias estive ali no HGU. Teve um senhor que ficou 18 dias sentado na cadeira do posto de saúde pra conseguir uma vaga. Doentes passando mal. O povo brasileiro precisa ser cuidado. Um país rico que gera renda, em um estado igual Mato Grosso, isso é inconcebível acontecer, isso com o povo, não pode acontecer. Isso tem que ser mudado e eu acredito muito que essa mudança vai acontecer porque o povo viu muita coisa errada”.
 
Otaviano Pivetta
 
“Olha, a minha relação com ele não é boa. No mandato de vereador, entre eu e ele, nós tivemos alguns confrontos e eu falo com ele, mas jamais eu teria um apoio dele, porque ele é uma pessoa rancorosa. O Otaviano Pivetta, com toda sinceridade, ele tem muita moral em Lucas do Rio Verde talvez, mas os prefeitos do estado todo odeiam ele. O Vale do Araguaia, todos ali, odeiam ele. Então o Otaviano Pivetta até declarou ai há uns meses atrás que tinha se aposentado da política e tirou até foto com os filhos dele, postou no Facebook e agora parece que está voltando à cena de novo como coordenador de campanha. É um direto dele, ele até que sabe fazer uma coordenação de campanha”.
 
Campanha sem “rabo preso”
 
Olha, primeiramente você tem que ter um recurso necessário. Você ou um suplente de senador seu, com quem você possa também compartilhar o mandato com ele, tem que ter o recurso necessário pra você fazer uma campanha gastando o mínimo possível pra você não ficar vinculado a favores de ninguém e nem ter que ceder coisas absurdas sendo eleito. Você tem que ter as lideranças nas cidades. Você tem que ir em todos os municípios do Estado, conversar com as lideranças, ir no comércio, cumprimentar as pessoas para que elas passem a te conhecer.  
 
Nós vamos fazer uma coisa bem profissional e sincera e eu tenho certeza que nós vamos ganhar as eleições. Tem duas vagas e eu tenho muita fé que uma vaga vai ser nossa e se perdermos também, em eleição, você tem que entrar preparado par as duas coisas, pra derrota, pra vitória, e se perdermos também, vamos perder de cabeça erguida, sabendo que fizemos o correto na campanha, o que tinha que ser feito”.
 
Foco da atuação
 
“A moralidade, combate à corrupção, isso ai envolve a nação toda. Ai eu sendo eleito, vou ser eleito senador por Mato Grosso, eu tenho que cuidar dos fatos mais importantes, né? Que é a saúde precária. Tentar ajudar o governador ai no máximo que der com a questão da segurança e procurar mandar emendas. E a logística estadual, essas estradas ai de ferro que tem que ser construídas, a gente vai procurar incentivar para que aconteça, que vai melhorar muito o preço do grão no estado. Pra você ter uma ideia, um saco de milho hoje, no ano passado, o frete de um saco de milho era mais caro que o saco de milho. Isso não pode acontecer.
 
“Eu vou te dar um exemplo e é o que acontece. O governo cobra Fethab 1 e 2 da soja produzida no estado. Isso gera 1,80 por saca. Um saco de soja é R$ 60. Então, toda soja produzida no estado, 3% é do governo estadual. Esse dinheiro era destinado para logística, para as estradas e habitação. Pergunta se ele usa isso. Vai tudo por outros canais que você não sabe. O maior produtor do estado é o próprio governo, porque tem 3% da produção”.
 
Suplência
 
“Pode vir de outro partido, sim, será bem-vindo. Nós estamos começando essa pré-campanha agora, já temos alguns nomes que podem ser, mas por enquanto eles pediram para ficar no anonimato, até se resolverem, mas temos suplentes sim, primeiro e segundo suplentes que podem vir. São pessoas idôneas, que vão saber representar lá no Senado se necessário, o futuro senador eleito. Já temos nomes”.
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