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Sexta-feira, 24 de setembro de 2021

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Fagundes acusa Taques de só mudar nome de programas de Silval e critica déficit projetado de R$ 4 bi

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Fagundes acusa Taques de só mudar nome de programas de Silval e critica déficit projetado de R$ 4 bi

 
Os principais investimentos realizados pela gestão do governador José Pedro Taques (PSDB), principalmente em infraestrutura, foram articulados e conquistados pelo ex-governador Silval Barbosa (ex-PMDB), tendo apenas recebido novas denominações. A tese é sustentada pelo senador Wellington Fagundes (PR), pré-candidato ao governo de Mato Grosso, ao desafiar Taques a “contar a verdade” sobre o Pró-Estradas e a se explicar sobre o déficit projetado de quase R$ 4 bilhões, para dezembro de 2018.
 
Responsável pelos maiores investimentos, o Pró-Estradas e o Pró-Pontes seriam herança da gestão anterior. “Qual é o programa que tem de novo, fora a Caravana [da Transformação], nestes quatro anos? Todos sabem que o Pró-Estradas e o Pró-Pontes são o MT Integrado, que o atual governo apenas mudou de nome. Qual programa novo? Pró-Estradas e Pró-Pontes são do MT Integrado, aos quais deixamos prontos, contratados e licitados”, observou Fagundes.
 
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Principal pré-candidato da oposição, Fagundes desafia o atual governador a explicar como permitiu que Mato Grosso tenha um déficit projetado de quase R$ 4 bilhões, para dezembro de 2018, se recebeu com déficit inferior a R$ 800 milhões, em janeiro de 2015, tendo crescimento significativo da receita.
 
“Ele assumiu com R$ 800 milhões de déficit. E já se fala em déficit de quase R$ 4 bilhões para entregar [ao sucessor], sendo que a arrecadação que aumentou. Aliás, isso tem que ser muito bem explicado”, cobrou o senador do PR.
 
“O governador não soube dialogar com a sociedade e  começou levar MT para o buraco. A atrasar salários do funcionalismo! O carro da policia não tem nem combustível. Governador deve dialogar com a população; com o setor empresarial”, ensinou Fagundes.
 
Como o governo federal fica com a maior fatia do bolo da arrecadação, Wellington considera essencial o bom trânsito do próximo governador, no Palácio do Planalto e na Esplanada dos Ministérios. “O Governador tem que estar em Brasília, constantemente, conversando com governo federal e buscando o apoio da bancada [de Mato Grosso no Congresso], para trazer os recursos necessários para o desenvolvimento do Estado”, complementou Wellington.
 
Outro lado
 
O secretário Júlio Cézar Modesto, chefe da Casa Civil, não atendeu nem retornou às ligações da reportagem do Olhar Direto.
 
O secretário Domingos Sávio Boabaid Parreira, do Gabinete de Governo, afirmou que respeita as análises de Wellington Fagundes, mas considera-as “equivocadas e demonstração de falta de conhecimento, por não fazer parte do dia-a-dia do governo”. Ele advertiu que o governador Pedro Taques está preocupado com a gestão e não pensa no pleito eleitoral, por enquanto.
 
Domingos Sávio convidou Wellington Fagundes a visitar a Caravana da Transformação, na Arena Pantanal, em Cuiabá, para dialogar anonimamente com as pessoas e, assim, avaliar com propriedade a qualidade do atendimento, em diferentes setores.
 
“Seria interessante que visitasse in loco, inclusive sem se identificar que é parlamentar, para ouvir as pessoas. Vai lá! Não fica criticando de longe! Vai conversar com quem recebe os serviços do governo Taques”, sugeriu Sávio.
 
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