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Sexta-feira, 24 de setembro de 2021

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NEM LÁ, NEM CÁ

Após assinar manifesto contra Taques, Medeiros leva sete partidos para reunião com o tucano

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Após assinar manifesto contra Taques, Medeiros leva sete partidos para reunião com o tucano
Casamentos e alianças políticas em Mato Grosso estão sendo reatados na mesma velocidade com que se desfazem. Prova disso, o senador José Medeiros (Podemos) que há dois meses havia descartado qualquer possibilidade de apoiar um projeto de reeleição do governador Pedro Taques (PSDB), revelou nesta segunda-feira (21) que o seu grupo, conhecido como Frentinha, composto por sete partidos, tem uma reunião marcada para a próxima semana com o tucano. Medeiros, inclusive, foi um dos mais de 30 ex-aliados de Taques que assinaram manifesto contra sua eventual candidatura.

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“Política é feita de prosa e temos que partir para o convencimento. Tudo aqui está sendo muito democrático, com muita conversa. Estamos colocando números, argumentos. Não tenho dificuldade de conversar. Nós estamos em um grupo de partidos e o grupo é maior e definiu que vai conversar [com Pedro Taques]. Aquela carta, eles fizeram um manifesto, perguntaram se eu concordava, se assinaria, concordei e assinei” declarou Medeiros, após participar de reunião com o pré-candidato ao Governo, Wellington Fagundes (PR).

Ao ser questionado sobre a incoerência de retomar conversas com o atual governador após defender que ele não seja reeleito, Medeiros afirmou que embora a Frentinha esteja livre para dialogar com todos os possíveis candidatos, cabe a cada um decidir qual caminho seguir. O senador, no entanto, não descartou participar da reunião agendada para a próxima semana, tampouco voltar para o arco de aliança de Pedro Taques.

“Nós estamos participando de um grupo e o grupo decidiu que a discussão é livre, mas a unicidade de ação é obrigatória. Então, se nós decidimos participar com esse grupo e o grupo decidir alguma coisa, nós não podemos ficar fazendo beicinho. Para o Podemos o apoiar ficaria muito difícil, porque nós temos este projeto de pré-candidatura. Mas se for possível [participar da reunião], se tiver agenda. Nem sempre é possível, dependendo do dia, se eu estiver em Brasília”, desconversou. O Podemos, partido de Medeiros, faz parte da Frentinha com o PSDC, PRP, PTC, PMN, Pros e Avante.

Não adianta chorar

Em março deste ano, após anunciar sua filiação ao Podemos e iniciar a promoção de encontros da Frentinha, grupo que é coordenador pelo próprio Medeiros, o senador selou definitivamente o rompimento com Pedro Taques e foi categórico ao dizer que não estaria no mesmo palanque do tucano.

“Se até casamento acaba, a gente não vai ficar eternamente ligado! Cada eleição é uma história e não foi porque fui suplente de Pedro [Taques] naquela [eleição de 2010] que eu tenho de ficar com ele eternamente. Não há possibilidade de estarmos juntos; não tem que se chorar. Cada um cuida do seu caminho”, declarou, à época, o parlamentar, que já foi do PDT e PSD, antes de migrar para o Podemos a convite do presidenciável Álvaro Dias.

Em abril, Medeiros assinou manifestação pública contrária ao projeto de reeleição do tucano. O documento, intitulado “Porque não apoiaremos a reeleição de Pedro Taques”, foi divulgado em primeira mão pelo Olhar Direto e é assinado também por lideranças políticas como o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), Mauro Mendes (DEM), ex prefeito de Cuiabá e ex coordenador de campanha de 2014, Otaviano Pivetta (PDT), ex prefeito de Lucas do Rio Verde e ex coordenador geral da campanha de 2014, a ex-secretária do Gabinete de Combate à Corrupção Adriana Vandoni e Aldo Locateli, apoiador e financiador das campanhas de 2010 e 2014.
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