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Quinta-feira, 04 de junho de 2020

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Plástica para Todos promete acionar a Justiça após declarações do presidente da SBCP

Da Redação - Vinicius Mendes

21 Mai 2018 - 16:08

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

No detalhe: o médico Jubert Sanches

No detalhe: o médico Jubert Sanches

O advogado da “Plástica Pra Todos”, o especialista em Direito Médico Alex Sandro Rodrigues Cardoso, se manifestou novamente sobre o caso da morte de Edléia Daniele Ferreira Lira, morta após ser submetida a duas cirurgias plásticas no último dia 13.

Cardoso afirmou que deve tomar medidas administrativas e judiciais contra o cirurgião plástico Jubert Sanches, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Mato Grosso (SBCP), que deu declarações questionando a ética de empresas que comercializam cirurgias e dizendo que médicos que integram tais empresas poderão, em alguns casos, ser expulsos da SBCP.
 
Leia mais:
Presidente afirma que médicos que integram empresas que vendem cirurgia podem ser expulsos de entidade
 
O advogado informou que apenas nesta semana a empresa foi notificada pelo Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM/MG) para entrega de documentação. Já em relação ao CRM de Mato Grosso, a empresa apenas foi notificada que seria feita uma constatação na filial de Cuiabá.
 
Sobre tais ofícios, o advogado explicou que estará nesta semana em Belo Horizonte, onde fica a sede da “Plástica Pra Todos”, para obter as informações e as documentações pertinentes e encaminhá-las, não só ao CRM mineiro, como também ao CRM do Estado de Mato Grosso, onde o fato ocorreu.
 
Quando retornar a Cuiabá, Cardoso deve ir pessoalmente ao CRM/MT para encaminhar a documentação e agendar a visita de constatação. O jurista destaca que a Plástica Pra Todos não é a primeira empresa a atuar neste formato no país. Pelo menos outra empresa oferece serviços da mesma forma, com atuação de mais de 15 anos, sendo uma atividade lícita e com forma legítima de atuação pelos médicos.
 
A respeito da nota divulgada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o advogado reitera a nota divulgada pela empresa nesse último domingo (20) e informa que a empresa e os médicos do Programa, especialmente aqueles que realizaram o procedimento médico na paciente cuiabana que veio a óbito, estão recebendo manifestações de apoio de dezenas de médicos, cirurgiões plásticos do Brasil inteiro.
 
O advogado também afirmou que as medidas administrativas e judiciais serão adotadas, face à SBCP, tendo em vista as nuances das declarações de seu presidente, Dr. Jubert Sanches, “absolutamente reprováveis”.
 
“Não é aceitável que um país com renda domiciliar per capta com média abaixo de R$ 1.300 não favoreça o tratamento universal da saúde, independente de suas especialidades, uma vez que a cirurgia plástica tem interferência muito além da medicina estritamente estética, sendo inclusive, uma questão a ser melhor trabalhada nas políticas públicas, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS)”, salienta o advogado.
 
De acordo com Cardoso, o apoio recebido tem força na corrente social, estimulada pelo Programa Plástica Pra Todos, sendo defendida por diversos outros especialistas, os quais devido às queixas de reiteradas perseguições praticadas pela SBCP em outros Estados chegaram a constituir uma nova sociedade da categoria.
 
A empresa defende que o tratamento de saúde/estético precisa de uma vez por todas, literalmente, sair das mãos de um pequeno grupo que atende exclusivamente as classes A e B, voltando-se à universalização da saúde, que deve ser a maior bandeira dentre as causas da medicina e dos Conselhos de Classe.
 
Em relação às investigações sobre o óbito da paciente, o advogado já compareceu junto à delegacia que provisoriamente investiga o caso, entendendo pela necessidade de aguardar o laudo do IML, mas independente das causas, diante da regularidade dos médicos, o caso sequer deve ser mantido na condução da DHPP,  devendo ser conduzido por outra especializada. Contudo, a empresa e os médicos estão na mais absoluta disposição das autoridades.

O presidente da Regional de Mato Grosso da SBCP, Jubert Sanches, foi procurado e afirmou que deve se inteirar sobre a nota da empresa e então se pronunciar. Em recente entrevista ao Olhar Direto o médico questionou a ética de empresas como a Plástica para Todos, que comercializam cirurgias, e disse que os cirurgiões plásticos que as integram podem acabar sendo expulsos da Sociedade, dependendo do caso. A empresa enviou uma nota em resposta a estas declarações.

Leia na íntegra:
 
"A EMPRESA PLÁSTICA PRA TODOS, que em pouco mais de 02 (dois) anos, já se encontra estabelecida em vários Estados brasileiros, com milhares de cirurgias plásticas intermediadas em todo o país, vem a público REPUDIAR as declarações que vem sendo prestadas pelo Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica em Mato Grosso, Dr. Joubert Sanches.
 
Ao contrário do que afirma o Presidente da Sociedade, de que a empresa busca em ato de desespero associar sua imagem à SBCP, o que na verdade ocorre é o inverso, na medida em que o desespero se evidencia justamente nas infelizes declarações do Presidente, eis que o Programa Plástica Pra Todos, alcançou expressivo volume de cirurgias plásticas realizadas no estado mato-grossense, porém, em pacientes, que não teriam a oportunidade de fazê-las, não fosse o programa.
 
A empresa lamenta que num momento tão sensível, o Presidente da entidade, que enquanto cirurgião plástico deveria mostrar-se mais comedido, utilize-se do momento e da fatalidade ocorrida, para menosprezar a própria vontade dos pacientes, que optam por realizar procedimentos, que vão muito além da estética, por preços mais acessíveis.
 
Ademais, repudiamos qualquer relação de causa e consequência, feita pelo Presidente entre o procedimento cirúrgico realizado e sua evolução, com as condições comerciais e o regime jurídico da empresa Plástica Pra Todos, como claramente, vem sendo feito pelo Presidente. A apuração do caso em si, deverá limitar-se a constatação se o ocorrido se encaixa ou não em negligência, imprudência ou imperícia médica, e a esse respeito não cabe à SBCP, mas às autoridades competentes.

Ocorre que ao constatar a regularidade dos profissionais e as evidências de regularidade dos procedimentos cirúrgicos realizados, a empresa passou a ser atacada covardemente pelo citado Presidente, estando evidente em suas declarações, a reserva de mercado.
 
Ora, fatalidades e resultados adversos, infelizmente acontecem com quaisquer médicos em procedimentos cirúrgicos, independentemente do valor cobrado. Aliás, basta uma simples consulta nos registros do CRM, na internet e outros meios, para verificarmos que o resultado indesejado em cirurgias plásticas, é um problema na vida de médicos que atendem pacientes de qualquer nível social, mas o Presidente é recorrente na forma agressiva de tratar seus colegas de profissão, já que os vê exclusivamente enquanto concorrentes.
 
Logo, externamos também nossa indignação na afronta da dignidade dos médicos do Programa Plástica Pra Todos, que foram acusados pelo Presidente de realizarem um desserviço à medicina.
 
Desserviço faz quem à frente de uma entidade de classe, tão importante como a SBCP, não desenvolve políticas para promover a universalização das cirurgias plásticas no país, que não devem ficar restritas ao público “A e B”, já que pelo Programa, quase 90% das cirurgias, ocorrem em pacientes da Classe “C e D”, mas também somos procurados por um baixo percentual de pacientes mais favorecidos financeiramente, sendo esta a causa da revolta de alguns médicos.
 
Logo, ao contrário da postura sensata e comedida, de todas as demais instituições que acompanham o caso, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, vem sendo utilizada pelo seu representante, para denegrir a imagem dos médicos aderentes ao programa e, da própria empresa Plástica Pra Todos.

E mais, de maneira velada, porém evidente, se insurge contra a universalização da saúde e do tratamento estético no país, o que também deve ser objeto de repressão das autoridades e da sociedade em geral.
 
Na oportunidade, reafirmamos que a Empresa Plástica Pra Todos, manterá suas atividades na capital mato-grossense, inclusive com cirurgias agendadas para a próxima semana no Hospital Militar, que há muitos e muitos anos, realiza cirurgias em sua unidade, inclusive para cirurgiões membros da SBCP, encontrando-se absolutamente dentro das normas técnicas para sua atuação, sem prejuízo de outros hospitais que assim como em outros Estados, também devam aderia ao Programa.
 
Esclarecemos ainda que os valores cobrados pelo Programa Plástica Pra Todos, jamais podem ser considerados aviltados, são suficientes para bem remunerar todos os envolvidos nos procedimentos, obviamente que com menor margem de lucros.
 
Plástica Pra Todos!"

1 comentário

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  • Observo
    22 Mai 2018 às 08:41

    O Programa e Bom o problema que a mafia dos cirurgiões em Cuiaba estão com medo pois o preço pelo programa e o justo e não o absurdo que os cirurgiões aqui de Cuiabá estão cobrando...o programa ajuda muitas pessoas

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