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Sexta-feira, 22 de outubro de 2021

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INDECISÃO QUE ATORMENTA

PDT, PSD, MDB e PRB fomentam reuniões secretas e ampliam leques de coligações; ninguém confia em ninguém

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Wellington Fagundes corre o risco de sofrer

Wellington Fagundes corre o risco de sofrer

O formato da movimentação do xadrez político entre as três principais prováveis candidaturas ao governo de Mato Grosso registrada nos últimos dias, com reuniões secretas, impede qualquer palpite certeiro sobre como serão as coligações para as eleições deste ano. Dirigentes de PDT, MDB, PSD e PRB, entre outros, passaram os últimos dias em reuniões intermináveis, sem abrir o jogo, como jogadores de pôquer que blefam numa rodada, para tentar levar vantagem em outra.
 
O quadro desenhado no momento deixa claro que o governador José Pedro Taques (PSDB), o ex-prefeito Mauro Mendes (DEM) e o senador Wellington Fagundes (PR) não inspiram confiança na maioria dos possíveis aliados. E vice-versa.
 
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O passo mais agudo foi dado pelo presidente do PSD, ex-vice-governador Carlos Fávaro, ao dar prioridade à possível aliança com o Democratas, de Mauro Mendes, deixando para trás Wellington Fagundes.
 
Numa só tacada, Fávaro conseguiu enfraquecer Fagundes e bagunçar a aliança de Mendes. Isso porque a pré-candidatura ao Senado do ex-governador Jayme Campos (DEM) aparentemente é irreversível e sobraria apenas a outra vaga, na chapa.
 
Sem o PSD no páreo, era praticamente certo que a segunda vaga ficaria com o deputado federal Adilton Sachetti (PRB), amigo de infância e compadre do ministro da Agricultura, senador Blairo Maggi (PP). Sachetti foi o único a arrancar uma declaração pública de receber apoio e voto de Maggi, em 2018.
  
Pedro Taques aproveitou a ‘deixa’ para retomar o ataque sobre o front de Mendes. Tratou de conversar com Sachetti, a quem já tinha oferecido a vaga de vice-governador em sua chapa, há poucos dias.
 
Depois, noutra frente, Taques buscou o PP. O presidente do PP, deputado federal Ezequiel Fonseca, avisou que a meta é ocupar espaço na chapa de Wellington.
 
Mendes abriu conversa com o presidente do MDB, deputado federal Carlos Bezerra, que antes estava fechado com Fagundes. Quase às vésperas das convenções, o partido de Ulysses Guimarães está claramente dividido entre Mauro e Wellington.
 
O que fica evidente é o fato de que a desconfiança reina entre os dirigentes partidários e pré-candidatos. A honra do chamado ‘fio de bigode’ é um objeto de luxo que, pelo comportamento majoritário, ficou no passado.
 
No bojo das discussões está claro a falta que fazem articuladores da estirpe de Jonas Pinheiro (in memorian) e Dante de Oliveira (in memorian), capazes de formarem alianças inimagináveis. Além deles, outros líderes estão excluídos das discussões, por motivos diversificados, como Márcio Lacerda (MDB), José Riva, Oswaldo Sobrinho (PTB), Roberto França (PV) e Carlos Brito (PSDB), todos muito bem articulados. Se aliança fosse confecção, dir-se-ia que o grupo pertence à ‘alta costura’ do Olimpo político.
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