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Após delação, Fagundes pede cautela a deputados e diz que toda CPI tem viés político

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

29 Ago 2018 - 15:41

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Após delação, Fagundes pede cautela a deputados e diz que toda CPI tem viés político
O senador Wellington Fagundes (PR), candidato ao Governo do Estado, não é a favor de que a Assembleia Legislativa instaure uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a questão dos grampos e do suposto envolvimento do governador Pedro Taques (PSDB) no escandalo da Seduc durante o período eleitoral.

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De acordo com o parlamentar, toda CPI tem um viés político e os deputados devem dialogar mais sobre o assunto, para que o Estado não entre em uma crise ainda maior por conta de uma decisão precipitada.

“A CPI é um instrumento, mas todas elas tem o viés político.  Então em um momento de uma crise eleitoral, nós temos que tomar muito cuidado. Sempre digo que uma lei feita na pressão normalmente não é uma boa lei. Como já estamos próximos das eleições, o parlamento estadual dentro das suas decisões próprias, que eu não vou aqui opinar, tem seu direito de tomar decisões, mas como agente político peço a todos, inclusive, aos candidatos que tenhamos prudência neste momento para não levar o estado para mais crise”, disse o republicano em visita a Assembleia Legislativa nesta terça-feira (28).

Questionado sobre as delações do ex-secretário de Educação, Perínio Pinto e do empresário Alan Malouf, homologadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), atribuindo a Taques o envolvimento em desvios na Seduc, Fagundes avaliou que cabe à população do Estado julgar o que vem sendo divulgado e avaliou que um homem público não deve ter medo de ser investigado.

“Acho que quem tem que julgar isso é a população. Eu quero ser analisado por quem eu sou, e não quero denegrir imagem dos outros. Temos em Mato Grosso órgãos de controle, o Ministério Público, temos a justiça para analisar. Cada um responde pelos seus atos. O homem público não pode ter medo de ser investigado. Ele tem que estar aberto, pronto para ser investigado. Uma investigação não pode servir para denegrir ou execrar as pessoas, mas pode vir até para fortalecer”, finalizou.

A deputada estadual Janaina Riva atualmente conta com dez assinaturas e trabalha para que uma CPI para investigar o caso dos grampos seja aberta imediatamente, independente de estar no período eleitoral.

Como já existem três CPIs em andamento na casa de leis, o regimento interno não permite a instauração de outro processo. 

3 comentários

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  • Carlos Nunes
    30 Ago 2018 às 08:20

    Pois é, o Ratinho, o mais popular apresentador do Brasil, disse outro dia: os eleitores não querem conversa, esse negócio de politicamente correto, muita cortesia entre os candidatos, frescura...querem que os candidatos quebrem o pau, apontem os defeitos uns dos outros...pros eleitores acordarem e verem Quem é Quem. Quem vai mentir mais? Ratinho tá certo...Eleição é igual Casamento, quando o padre diz: se alguém tem alguma coisa que impeça esse Casamento, que fale agora ou se cale pra sempre. Comparativamente: se alguém sabe de alguma coisa "podre" sobre algum candidato, que fale antes da eleição, senão, sem saber, a gente crava o voto nele, e depois de eleito ninguém tira mais. É bom saber agora sobre delação do Permínio, do Allan Malouf, dos Grampos, das Pedaladas, e de muito mais. É bom passar agora as pegadinhas do Silval com a turma enchendo os bolsos, o áudio do Jajah gravado pelo jornalista...e muito mais. Tudo isso tem que ser revelado pro eleitor decidir. Se alguém souber alguma coisa sobre o Fagundes, o MM, tio Taques, que fale antes da eleição...fale agora. URGENTEMENTE. Nós, os eleitores, disque somos os verdadeiros donos do Poder, mas não sabemos de nada...somos uns donos do Poder mequetrefes, pois deveríamos saber de tudo.

  • Gilmar
    29 Ago 2018 às 22:01

    Esses aí só encima do muro, por isso está em terceiro.

  • Chacal
    29 Ago 2018 às 16:30

    Negativo meu candidato, se Pedro Taques estiver envolvido tem que sofrer Impeachment .