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Quinta-feira, 29 de julho de 2021

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CANDIDATO AO SENADO

Não quero ser agraciado como bonzinho, afirma Sachetti ao defender reformas Trabalhista e Previdenciária

Foto: Marcus Mesquita/Assessoria

Não quero ser agraciado como bonzinho, afirma Sachetti ao defender reformas Trabalhista e Previdenciária
Favorável à Reforma Trabalhista, aprovada em julho do ano passado, e defensor renitente do remodelamento dos sistemas tributário e previdenciário do país, o deputado federal Adilton Sachetti (PRB), candidato ao Senado nestas eleições, afirmou que está preparado para colher o “ônus” de seu posicionamento. A pauta gera polêmica dentro e fora do Congresso e teria sido responsável, conforme parecer oficial do partido, pela expulsão de Sachetti do PSB.

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“Se a gente pensar que ao não fazer o enfrentamento nós não vamos ter aqueles que estão dentro das corporações ou aqueles que perdem os privilégios, estes vão nos atacar sempre. E tem que estar preparado para isso, porque se não fizer isso não tem função de estarmos lá. Irmos para o Senado ou para a Câmara para levar palma e ser agraciado como bonzinho, é o que o Brasil está vendo aí. Centenas de pessoas ofertaram coisas fáceis para a sociedade, mas agora não conseguem entregar”, criticou o candidato, ao ser sabatinado pela reportagem do Olhar Direto durante entrevista na Rádio Jovem Pan, nesta segunda-feira (10).

A Reforma Trabalhista entrou em vigor em novembro e alterou vários pontos da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), além de ratificar que patrões e empregados podem fazer acordos que prevalecem sobre a lei. Em Mato Grosso, as mudanças foram recebidas sob protestos.

Sachetti se ausentou da votação da Reforma, por conta do falecimento de sua esposa à época. No entanto, embora o deputado conteste este fato, seu posicionamento favorável ao texto motivou o PSB a expulsá-lo da sigla. Na ocasião, o Diretório Nacional do partido havia orientado sua bancada a ir contra o projeto.

Reforma da Previdência

Bastante impopular, o atual modelo de Reforma da Previdência foi aprovado pela comissão especial do Congresso, mas ainda não tem previsão para ser votado. A proposta inicial foi enviada pelo Governo em dezembro de 2016, mas não progrediu por falta de entendimento dos deputados e da baixa adesão dos parlamentares a gestão de Michel Temer (MDB).

O texto final da reforma prevê idade mínima para aposentadoria de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. Além disso, o tempo mínimo de contribuição previsto no texto é de 15 anos para os trabalhadores do regime geral (INSS). Quem contribuir pelo período mínimo de 15 anos receberá 60% da aposentadoria. No caso de servidores, quem completar 25 anos de contribuição terá 70% do benefício. Nos dois regimes, o trabalhador que desejar receber o teto da aposentadoria terá que contribuir por 40 anos.

Sachetti estava licenciado por problemas de saúde quando o projeto passou a ser discutido na Casa. Seu suplente Xuxu DalMolin (PSC) afirmou ser parcialmente favorável à Reforma.

“33 milhões da previdência consomem 70%, 1 milhão consome 30%. É para este 1 milhão que nós temos que buscar um caminho para que eles se enquadrem. Aqueles que se aposentam pelo poder público somos nós que pagamos a aposentadoria deles, é o cidadão aqui fora, e que não recebe. Olha o contra-senso desse sistema. É isso que tem que mudar, nós temos que equilibrar, temos que ser justos com todos. É claro que quem está nessa posição vai fazer uma gritaria infernal, vai se organizar. Eles têm dinheiro”, argumentou Sachetti.

“Vai se tornar insuportável para o país. Se não fizer um arranjo, a reforma mesmo, o país vai ter problemas grandiosos e aqueles que precisam da sua aposentadoria para sobreviver, não são aqueles 1 milhão não, são os 30 e poucos milhões, não vão ter nem o que comer”, pontuou o deputado.

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