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Sexta-feira, 20 de setembro de 2019

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Bustamante reafirma que não encontrou recibo de supostas placas usadas em grampos

Da Redação - Arthur Santos da Silva/ Da Reportagem Local - Erika Oliveira

31 Ago 2019 - 08:33

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Bustamante reafirma que não encontrou recibo de supostas placas usadas em grampos
Secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante reafirmou nesta sexta-feira (30) que ainda não conseguiu localizar quem recebeu as placas Witron cedidas pelo Ministério Público (MPE). O mesmo posicionamento foi exposta no dia 15 de agosto. Investigações continuam. A informação foi divulgada durante entrevista coletiva para tratar sobre queimadas e desmatamento ilegal em Mato Grosso.
 
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A suspeita é que o equipamento tenha sido utilizado em interceptações telefônicas ilegais, caso conhecido como Grampolândia Pantaneira. Até esta quinta, apenas o termo firmado em 2010 entre Ministério Público (MPE) e governo de Mato Grosso foi encontrado.

Procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira revelou no dia seis de agosto detalhes sobre o termo. Documento foi localizado em diligência no Arquivo Central da Procuradoria-geral.
 
O Termo de Cessão de Uso dos equipamentos, conforme apurado até o momento pelo MPE, foi assinado em 20 de abril de 2010, pelo então procurador-geral de Justiça Marcelo Ferra de Carvalho e pelo secretário-adjunto de Assuntos Estratégicos da Sejusp à época, justamente Alexandre Bustamante. 

O documento estabeleceu que o bem deveria ser restituído ao Ministério Público no prazo de seis meses. Além disso, a sua destinação deveria ser exclusivamente ao uso nas atividades afetas às atribuições legais da Cessionária, no caso a Sejusp, sendo vedada a sua utilização em outras operações estranhas à que se propunha o Termo de Cessão.

Os fatos sobre as placas Witron surgiram na investigação instaurada pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) Criminal, por determinação da Procuradoria-Geral de Justiça, após militares envolvidos no caso Grampolândia afirmarem em juízo que as placas utilizadas para o cometimento de escutas ilegais pertenciam ao Ministério Público.

5 comentários

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  • Gustavo
    02 Set 2019 às 07:15

    Alguém está faltando com a verdade, e isto envergonha-nos, justiça corrupta que favoreceu os interesses privados "in casu", quero ver cortar na carne, assume a culpa fala que o que de fato aconteceu, é menos ridículo do que brincar com a cara da sociedade!

  • PC
    31 Ago 2019 às 16:31

    Gostaria de saber do secretário Bustamante se ele vai pagar os profissionais que ministraram aula no curso de formação dos policiais civis no ano de 2016. São mais de três anos de atraso.

  • José
    31 Ago 2019 às 10:40

    Um pescador achou as placas na barriga de um Barbado

  • Gustavo
    31 Ago 2019 às 10:05

    Nao encontoru nao quer encontrar e se encontrar sera destruida ...so p proteger seus amiguinhos bando de escrotos canalhas..

  • Leone
    31 Ago 2019 às 09:15

    Ministério público abafando os fatos. São os donos da verdade. Apontam o dedo pra todo mundo e não fazem o próprio dever de casa. Hipocrisia pura.

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