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Quinta-feira, 05 de dezembro de 2019

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Juiz arquiva inquérito que apurava acusações de suposto bicheiro ameaçado por Arcanjo

Da Redação - Vinicius Mendes

15 Out 2019 - 10:00

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Juiz arquiva inquérito que apurava acusações de suposto bicheiro ameaçado por Arcanjo
A juíza Ana Cristina Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou o arquivamento do inquérito que apurava as denúncias feitas pelo suposto dono de ponto de jogo do bicho, Alberto Jorge Toniasso, que disse ter sido agredido e ameaçado por capangas de João Arcanjo Ribeiro, que segundo ele buscava monopolizar o jogo do bicho. A magistrada levou em consideração que esta denúncia já está sendo apurada na Operação Mantus.
 
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O inquérito policial foi instaurado em agosto de 2018 para investigar suposta prática dos crimes de Roubo, Extorsão e Ameaça, em razão dos pontos de jogo do bicho em Cuiabá. Em sua manifestação o Ministério Público pediu o arquivamento do inquérito já que os fatos já estão sendo apurados em outra ação penal, referente à Operação Mantus.
 
A juíza Ana Cristina Mendes, então, para evitar a ocorrência de litispendência, acolheu o pedido do Ministério Público e determinou o arquivamento do inquérito. Desta forma, os fatos continuarão a ser apurados apenas na outra ação.
 
Denúncia
 
De acordo com a denúncia, quando estava preso Arcanjo daria ordens através de seu genro. Porém, quando solto, retornou ao total comando. Um concorrente do ex-bicheiro teria introduzido o jogo do bicho em alguns pontos de Mato Grosso e Arcanjo e sua quadrilha, com objetivo de dominar o mercado novamente, supostamente teriam ameaçado de morte os concorrentes.
 
Toniasso teria sido ‘convidado’ a ir até o escritório onde Arcanjo trabalha atualmente. Ele disse que chegando lá foi obrigado a entregar a máquina de apostas, que foi lançada no chão e destruída. Ainda teria sido advertido que não poderia continuar atuando, já que a ‘Colibri’ seria a dona do mercado.
 
Nesta mesma data, o vendedor teria sido agredido dentro da sala e depois obrigado a sair de carro com algumas pessoas, entre elas um dos seguranças de João Arcanjo.
 
Estas alegações, no entanto, foram contestadas por Arcanjo e seu genro, Giovani Zen Rodrigues, na audiência do dia 2. O ex-bicheiro afirmou que ficou sabendo que Toniasso teria procurado Giovani para oferecer um ponto de jogo do bicho, mas que seu genro teria recusado. Rodrigues reforçou esta versão.
 
“Eu trabalho nas empresas da família e nesse dia me procurou uma pessoa que é conhecido desse senhor Alberto. Perguntou se eu poderia receber Alberto, não sabia o assunto. Recebi ele no meu escritório, no horário comercial, onde trabalham 30 pessoas. Ele veio pedir para mim, para ver se eu tinha interesse em pontos de jogo do bicho. Eu disse que ele estava enganado, porque a gente não trabalha com isso. Expulsei ele".

2 comentários

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  • Critico
    15 Out 2019 às 14:40

    Inusitado do dia pra noite, ARCANJO se tornou anjo perante a Justica de MT

  • O atalaia
    15 Out 2019 às 12:22

    A justiça é soberana, mas, esse bicheiro ja deu mostras que ten interesse em manter sua atividade ilícita no estado, e, é de bom alvitre que toda ação deletérea de sua parte à sociedade seja avaliada com o máximo rigor.

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