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Quarta-feira, 13 de novembro de 2019

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Justiça concede liberdade provisória a policiais acusados de extorsão a empresário

Da Redação - José Lucas Salvani

18 Out 2019 - 08:03

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Justiça concede liberdade provisória a policiais acusados de extorsão a  empresário
Os investigadores da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (Derfva), Juracy Campos de Aguiar, 49 anos, e Leonel Virgolino Pacheco, 41 anos, acusados de extorquir um empresário de Várzea Grande, tiveram liberdade provisória concedida na tarde desta quinta-feira (17). A decisão é da juíza Marilza Aparecida Vitória, da Segunda Vara Criminal da comarca de Várzea Grande.

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“Embora os autos tragam a notícia de crime grave, tendo em vista se tratar de funcionário público no exercício de suas funções, os fatos não teriam sido praticados com violência ou grave ameaça. Ademais, analisando a folha dos antecedentes do Flagrado, verifica-se que ele é primário, fato que aliado à gravidade concreta dos fatos por ele praticados, demonstrando assim a desnecessidade de se preservar a ordem pública”, justificou a juíza para a soltura de ambos na audiência de custódia.

Juracy e Leonel foram presos em flagrante pela Corregedoria da Polícia Civil na terça-feira (15), após a denúncia de que ambos teriam ido até a empresa da vítima para exigir o dinheiro. Os dois estavam cobrando R$ 5 mil para liberar um caminhão, que estaria irregular, quando foram presos pela Corregedoria.

O empresário disse que foi procurado no dia 7 de outubro pelos policiais. No dia em questão, a dupla exigiu R$ 30 mil para não apreenderem o caminhão da vítima. Com a negociação, o valor caiu para R$ 5 mil, sendo que R$ 3 mil seriam pagos no momento do flagrante e outros R$ 2 mil posteriormente. A Corregedoria então orientou a vítima para que registrasse, em foto, os números de série das notas que seriam entregues.

Na terça-feira, foi combinado o encontro entre o empresário e os investigadores, que aconteceu em um posto de combustíveis. Após o pagamento do dinheiro aos acusados, Juracy e Leonel foram abordados por uma equipe do GOE, que encontraram toda a quantia com eles.

Na abordagem, foram encontrados R$ 1.559,00 na carteira de Juracy e R$ 1.554,00 no bolso de Leonel, que ainda tentou esconder um celular jogando-o embaixo do banco. Foram apreendidos também um radiocomunicador e alguns documentos.

5 comentários

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  • Justiceiro
    18 Out 2019 às 18:14

    Flagrante, materialidade, vítima e nada serviu pra ficar preso?

  • Paolo
    18 Out 2019 às 12:40

    De 30 mil pra 3 mil vcs tão passando fome hein kkkkkkkk até troco de pinga serve KKKKKKK.

  • joao mensageiro
    18 Out 2019 às 11:25

    Agora fica a pergunta: Valeu a pena? Se forem condenados e perderem o emprego e o bom salario como vão ficar? Difícil entender que ainda existam policiais tão imbecis que alem de acabar com a sua vida sujam a imagem da instituição.

  • Cuyabano
    18 Out 2019 às 10:54

    Essa nossa justiça brasileira é uma piada. O que tem de policiais civis que estão com processo na justiça por formação de quadrilha e extorção e ainda continuam trabalhando e recebendo um salario gordo (estou referindo aos policias mais antigos com mais de 10 anos na policia).

  • CURIOSO
    18 Out 2019 às 09:18

    JÁ ERA ESPERADO ISSO

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