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Segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

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Paciente que fez escândalo terá que pagar R$ 20 mil de indenização para médica e clínica

Da Redação - José Lucas Salvani

29 Out 2019 - 15:15

Foto: Reprodução

Paciente que fez escândalo terá que pagar R$ 20 mil de indenização para médica e clínica
Uma paciente, que não teve o seu nome divulgado, terá que pagar R$ 20 mil em indenizações para uma médica e clínica (R$ 10 mil cada) após fazer um escândalo no local, em 2014. A cliente tentou entrar com um Recurso Especial ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas não teve sucesso. 

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De acordo com o processo, em fevereiro de 2014 a paciente e seu filho, que era acompanhado por uma das médicas da clínica, chegou gritando no meio da tarde, na recepção do estabelecimento e promovendo confusão com as recepcionistas. Ao ver a situação, a médica deixou de atender os clientes que já haviam agendado as consultas.

Segundo a versão autoral, ambos os réus gritavam que a paciente estava sendo acometida por um acidente vascular cerebral (AVC) provocado exclusivamente por um erro médico cometido pela ginecologista. Narraram que a situação foi constrangedora e vexatória, sendo presenciada por diversos pacientes e colaboradores da clínica.

A paciente já havia feito contato telefônico anterior e sido alertada que a clínica não prestava atendimento de urgência e que poderia se dirigir a um hospital. Apesar do alerta, a paciente foi até a clínica e sem agendamento prévio quis ser atendida pela ginecologista.

Ao ser examinada, o profissional de saúde constatou que a ré não possuía nenhum sinal de que estava em quadro de AVC. Ao ser direcionado para hospital de pronto atendimento foi confirmado o diagnóstico pelo médico plantonista - que não havia quadro de AVC em curso ou qualquer risco efetivo à saúde da mesma, apto a justificar eventual exaltação de ânimos.

Por fim, no relatório da desembargadora Serly Marcondes Alves, que foi acolhido pelos demais membros da Quarta Câmara de Direito Privado, o que se observa é que os réus pretendiam, de antemão, obter atendimento prioritário em um consultório sem qualquer agendamento.

“Assim, observados os autos, especialmente o grau de culpa das partes, na medida em que o comportamento dos réus, apesar de hostil, abusivo, desproporcional e ilícito, teve início com o infundado receio de uma moléstia grave, entendo que a indenização, antes fixada em R$ 20 mil à profissional médica e R$ 30 mil à clínica, merece ser reduzida ao patamar de R$ 10 mil a cada uma das autoras, sendo assim proporcional e consentânea com as especificidades do caso concreto”, concluiu a magistrada.

6 comentários

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  • Joelma
    30 Out 2019 às 10:53

    Achei o valor da indenização baixo. Com certeza, a médica preferiria que essa confusão não tivesse acontecido... mas que essa condenação sirva de lição para os mal educados e criadores de confusão.

  • luiz carlos da cunha junior
    30 Out 2019 às 10:01

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Flávio Marcelo
    29 Out 2019 às 21:36

    Eu prezo para que esses jornais estampem a cara e o nome destas pessoas, pois só assim será de fato cumprida a punição...ser reconhecida no meio da sociedade como uma pessoa que através de arruaça quer obter vantagens...que chegue logo esse dia...

  • Professor pardal
    29 Out 2019 às 20:04

    Qie sirva de exemplo para os maus educados que vão nas Upas ,postinhos e pronto Socorros maltratar os profissionais se saúde achando que só tem direito, fica a dica.

  • Marcos
    29 Out 2019 às 19:50

    Acho é pouco... Trabalho na saúde desde 2004 e ha 3 meses deixei as funções. Pedi demissão. Entre os fatores que me levaram isso está a falta de respeito de pacientes que se acham donos do mundo porque "estão pagando". Não estou dizendo que pacientes não sofram em alguns casos. Em muitos casos. Porém grande parte deles tratam profissionais da saúde com extrema falta de respeito e sensibilidade. Estamos ali pra resolver os problemas de quem chega às clínicas, hospitais e portos de atendimentos acometidos de alguma patologia. Entendemos a situação de dor e desconforto com que chegam a esses estabelecimentos porém ninguém pode fazer mágica, é preciso uma sequencia de procedimentos para que cada caso seja resolvido. É triste. A maioria dos trabalhadores da saúde, não têm saúde.

  • Juca
    29 Out 2019 às 15:33

    Bem apicada as indenizações! Certas pessoas precisam aprender a respeitar as outras.

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