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Sexta-feira, 06 de dezembro de 2019

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Juiz remarca audiências em ação de R$ 140 milhões enquanto réus aguardam perícia

Da Redação - Arthur Santos da Silva

05 Nov 2019 - 18:00

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Juiz remarca audiências em ação de R$ 140 milhões enquanto réus aguardam perícia
O juiz Jorge Tadeu, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, remarcou as audiências previstas para ocorrer durante o mês de novembro em processo proveniente da Operação Crédito Podre, que examina por fraudes de R$ 140 milhões em Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
 
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As defesas dos réus argumentaram que não tiveram acesso aos bens apreendidos, bem como ao relatório da perícia realizada sobre os objetos. O argumento foi acatado pelo magistrado logo no começo da audiência prevista para ocorrer na segunda-feira (4).
 
Audiências previstas para ocorrer nos dias 4, 11 e 13 de novembro foram reagendadas para os dias dois, quatro e seis de dezembro.
 
A denúncia oferecida pelo Ministério Público contra os investigados na Operação Crédito Podre foi recebida pelo juiz da Sétima Vara Criminal em janeiro de 2018. Tornaram-se réus na ação Wagner Florêncio Pimentel, Almir Cândido de Figueiredo, Rivaldo Alves da Cunha, Paulo Serafim da Silva, Kamil Costa de Paula, Evandro Teixeira de Rezende, Paulo Pereira da Silva, Diego de Jesus da Conceição, Marcelo Medina, Theo Marlon Medina, Cloves Conceição Silva, Paulo Henrique Alves Ferreira, Jean Carlos Lara, Rinaldo Batista Ferreira Júnior, Rogério Rocha Delmindo, Neusa Lagemann de Campos, Keila Catarina de Paula e Alysson de Souza Figueiredo.
 
Na denúncia, o MPE cita que o grupo tinha uma estrutura hierárquica preestabelecida e divisão de tarefas para a prática de crimes de falsidade ideológica de documento público e documento particular, uso indevido de selo público verdadeiro, falsa identidade, coação no curso do processo e ameaça.
 
A operação Crédito Podre foi deflagrada pela Polícia Judiciária Civil em dezembro do ano passado. Segundo investigações, no mínimo vinte empresas fantasmas ou de fachadas teriam sido utilizadas no esquema que teria sonegado mais de R$ 140 milhões do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Estado.

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