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Quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

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Defesa pede liberdade de ex-secretário de Saúde alvo da Polícia Federal; TRF-1 examina

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Defesa pede liberdade de ex-secretário de Saúde alvo da Polícia Federal; TRF-1 examina
A defesa do ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Célio Rodrigues da Silva, impetrou na sexta-feira (29) habeas corpus em busca de liberdade. Julgamento ainda é aguardado. Célio segue detido no Centro de Custódia da Capital (CCC).

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Informações foram reveladas pelo advogado Ricardo Spinelli. A defesa preferiu não tornar público os argumentos utilizados no pedido. Tanto a investigação quanto o pedido de liberdade estão sob segredo de Justiça. O HC foi impetrado diretamente no Tribunal Regional Federal, em Brasília.
 
A Polícia Federal deflagrou na quinta-feira (28) a Operação Cupincha, segunda fase da Operação Curare. Conforme revelado, um grupo empresarial, que fornece serviços à Secretaria Municipal de Saúde do Município de Cuiabá e que recebeu, entre os anos de 2019 e 2021, mais de R$ 100 milhões, manteve-se à frente dos serviços públicos mediante o pagamento de vantagens indevidas, seja de forma direta ou por intermédio de empresas de consultoria, turismo ou até mesmo recém transformadas para o ramo da saúde.
 
Após o ingresso dos recursos nas contas das empresas intermediárias, muitas vezes com atividades econômicas incompatíveis, os valores passavam a ser movimentados, de forma fracionada, por meio de saques eletrônicos e cheques avulsos, de forma a tentar ocultar o real destinatário dos recursos.
 
A movimentação financeira também se dava nas contas bancárias de pessoas físicas, em geral vinculadas às empresas intermediárias, que se encarregavam de igualmente efetuar saques e emitir cheques, visando à dissimulação dos eventuais beneficiários.
 
Paralelamente, o grupo empresarial investigado na primeira fase da Operação Curare promovia supostas “quarteirizações” de contratos administrativos, que viriam a beneficiar, em última instância, o servidor responsável pelas contratações com a Secretaria Municipal de Saúde e Empresa Cuiabana de Saúde Pública, incluindo o pagamento de suas despesas pessoais.
 
O nível de aproximação entre as atividades públicas e privadas dos investigados envolveu a aquisição de uma cervejaria artesanal, em que se associaram, de forma oculta, o então servidor público e o proprietário do grupo empresarial investigado.
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