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Sábado, 25 de junho de 2022

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reforma na segurança

De 50 mil assassinatos ocorridos em 2012, apenas 4 mil foram resolvidos

De 50 mil assassinatos ocorridos em 2012, apenas 4 mil foram resolvidos
De 50 mil assassinatos ocorridos em 2012, apenas quatro mil foram solucionados. Os dados fazem parte do Sistema Nacional de Estatísticas em Segurança Pública e Justiça Criminal (Sinesp), pesquisa realizada pelo Ministério da Justiça que apresentou um diagnóstico setor.

O tema foi apresentado pelo senador Pedro Taques (PDT-MT) um dia antes da realização de um debate na Comissão Especial que trata do projeto de reforma no Código Penal.

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Em discurso, o parlamentar elogiou a criação da pesquisa, segundo a qual apenas 44% dos exames de balística são realizados, o que praticamente inviabiliza a identificação do responsável pelo disparo e, assim, o autor do crime.

Segundo Taques, há ainda um passivo de 22 mil laudos de homicídios que deixam de ser realizados e 30 mil casos aguardando exame de necropsia, além de um alto número de pendência em laudos de lesão corporal.

“O que temos é justamente a ausência de elucidação de crimes”, afirmou.

O senador citou ainda o aumento no número de policiais mortos em Mato Grosso. Foram 14 mortes até o final de outubro de 2012. Cuiabá ficou em 5º lugar no índice de mortalidade policial em ranking publicado pelo Jornal Folha de São Paulo e comentado pelo parlamentar.

“Quando morre um servidor público em serviço, senhoras e senhores senadores, morre também um pouco do Estado”, ponderou ao prometer que, em seu próximo discurso, lembrará do nome de todos os policiais mortos em serviço.

Taques foi presidente da Subcomissão Permanente de Segurança Pública da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, em 2012, e informou ter iniciado a construção de uma agenda com o Ministério da Justiça e setores da sociedade para elaboração de debates e políticas públicas ao setor da segurança em 2013.
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