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Ex-líder do governo e deputado extorquiram Silval para aprovar contas de sua gestão

Da Redação - Wesley Santiago

26 Ago 2017 - 11:20

Foto: Reprodução

Ex-líder do governo e deputado extorquiram Silval para aprovar contas de sua gestão
O ex-líder do governo de Silval Barbosa (PMDB), Romoaldo Junior (PMDB) e o deputado estadual Wagner Ramos (PSD) teriam extorquido o ex-governador para que as contas referentes ao último ano de gestão do então chefe do Executivo, em 2014, fossem aprovados. As informações constam na delação premiada de Silval, que teve o sigilo retirado nesta sexta-feira (25), pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.

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Segundo consta no documento, o deputado Romoaldo Junior, junto com o também parlamentar Wagner Ramos, teriam se encontrado com o ex-governador para extorqui-lo. Caso não houve pagamento, as contas de governo referente ao último ano de gestão (2014) de Silval seriam reprovadas.
 
Vale lembrar que, em 2014, Romoaldo Júnior era o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Ele assumiu no lugar do ex-deputado José Riva (PSD), que havia sido afastado. Além disto, chama a atenção o fato de que ele era líder do governo de Silval Barbosa até meados do mesmo ano.
 
A reportagem tentou contato com os deputados estaduais citados por Silval Barbosa, porém, nenhum dos dois atendeu as ligações.
 
As revelações trazidas pelo Jornal Nacional nesta quinta-feira (24) são apenas a ponta do iceberg. Isto porque a delação do ex-governador do Estado Silval da Cunha Barbosa firmada junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) por intermédio da Procuradoria-Geral da República contém 94 depoimentos. Outros três parentes do ex-governador firmaram acordos semelhantes, prestando 49 depoimentos para robustecer as confissões/denúncias. Junta, a família Barbosa devolverá mais de R$ 76 milhões aos cofres públicos.
 
Em decisão tomada nesta quinta-feira (24), o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantou o sigilo dos autos da Petição (PET) 7085, que trata da colaboração premiada do ex-governador do Mato Grosso Silval Barbosa, entre outros, e deferiu o pedido de instauração de inquérito.
 
De acordo com o ministro, as colaborações constantes dos autos foram firmadas no curso de operações que já são de conhecimento público, “inexistindo motivo de ordem pública que determine a manutenção do sigilo do presente feito”.

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