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Quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

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“Até casamento acaba”, dispara Medeiros sobre rompimento com Taques e busca de rumo próprio

Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco

11 Mar 2018 - 17:01

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

José Medeiros considera normal montar palanque para vários presidenciáveis em Mato Grosso

José Medeiros considera normal montar palanque para vários presidenciáveis em Mato Grosso

“Se até casamento acaba, a gente não vai ficar eternamente ligado! Cada eleição é uma história e não foi porque fui suplente de Pedro [Taques] naquela [de 2010] que eu tenho de ficar com ele eternamente”.  A declaração do senador José Antônio Medeiros (Podemos) selou o rompimento definitivo com o governador José Pedro Taques (PSDB), durante encontro da Frente Alternativa, sob coordenação do próprio Medeiros, no auditório Milton Figueiredo da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
 
Na atual eleição, o senador do Podemos observou que não há chance de estar no palanque de Taques. “Se houvesse possibilidade... não há possibilidade de estarmos juntos; não tem que se chorar. Cada um cuida do seu caminho”, sintetizou o parlamentar, que já foi do PDT e PSD, antes de migrar para o Podemos a convite do presidenciável Álvaro Dias.
 
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Mesmo evitando partir para o confronto em campo aberto, ele citou que o governo de Mato Grosso enfrenta graves problemas por equívoco de gestão. “É certo que o governo enfrenta graves problemas fiscais. Mato Grosso produz bastante e arrecada bastante, se o governo não consegue fazer esse dinheiro dar para fazer frente à demanda, sim, é uma questão de gestão”, observou ele.
 
José Medeiros não aceita que alguns que sempre estiveram no rol de aliados de Taques, como o ex-governador Jayme Campos e o ex-prefeito Mauro Mendes  (DEM), entre outros, hoje, marcham para ser oposição. “Ninguém tem discurso para fazer oposição a Pedro [Taques], neste momento! Pedro não teve oposição durante este tempo todo [39 meses]. Qualquer candidato vai surgir do grupo do Pedro. Ninguém vai virar oposição da noite para o dia e, depois, dizer sempre fui oposição”, criticou Medeiros, num recado indireto ao DEM e outros egressos do PSB.
 
As conversações com vários partidos fazem José Medeiros sonhar com a reeleição para o Senado.  “Temos conversado com vários partidos. E agora a corrida é muito rápida. Neste ano, a corrida eleitoral se tornou corrida de 100 metros. Não é mais como antigamente que era uma maratona. Estamos em fase de estruturação legal do Podemos e conquistando filiados”, citou ele, para a reportagem do Olhar Direto.
 
No rol de dialogo da Frente Alternativa, com o Podemos, estão PSD, PRB, Pros, PTB, PSDC, PRP, Avante e PTC. A possibilidade de ter vários presidenciáveis no mesmo palanque não incomoda, tomando como exemplo a eleição do então governador Dante de Oliveira, em 1994. “Dante de oliveira tinha cinco presidenciáveis no seu palanque.  A aliança é pró-governo de MT. E cada um faz o seu palanque à Presidência em Mato Grosso”, ensinou Medeiros.
 
Em 1994, o então candidato a governador de Dante de Oliveira foi eleito no primeiro turno e seu palanque sustentou os presidenciáveis Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Leonel Brizola (PDT), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ulysses Guimarães (PMDB) e Roberto Freire (PPS).

20 comentários

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  • Eleitor
    12 Mar 2018 às 16:07

    Wilson Santos, vai embora de mato grosso, o povo pede e implora, volta para Portugal , o barco já afundou,

  • Eleitor
    12 Mar 2018 às 16:03

    Agora, é a hora pois o barco tá afundando Pedro vai morrer sozinho, coitado

  • Jackson
    12 Mar 2018 às 13:51

    Fato é que o Estado não tem uma gestão competente e ponto final. Basta observar e ver em qual área esse governo acertou??? nenhuma é só observar. O Estado tem uma arrecadação alta e sequer consegue pagar a folha salarial. Educação ,segurança, saúde estão á míngua, sem falar no turismo, cultura, área social, etc,, enfim nesse governo nada funciona, infelizmente, porque fui eleitor desse governador.

  • Vamos todos rir
    12 Mar 2018 às 13:39

    Parece que o DNA da traição estava em toda a chapa: Pedro Taques se elegeu pelo PDT e se bandeou pro PSDB. Traíra. Agora o suplente o trai. Não que isso faça alguma diferença, já que esse suplente aí tem a dimensão política dos votos que recebeu: zero.

  • joaquim alexandre neto alexandre
    12 Mar 2018 às 10:53

    ze medeiros , postagem em face não ganha eleição e saiba que as pessoas não gosta de gente traira

  • Maria auxiliadora
    12 Mar 2018 às 08:56

    Minha fé é que este arremedo de gente se torne inelegível por 8 anos e poupe a sociedade brasileiro daqueles seus discursos rançosos e vazios e de seu falso moralismo.

  • Eleitor
    12 Mar 2018 às 08:45

    O barco tá afundando, só vai ficar ele

  • JUSTO
    12 Mar 2018 às 08:43

    Se você é hoje senador sem votos agradeça a Pedro Taques que foi eleito governador e cedeu a sua vaga ao senhor que não fez esforço nenhum para ser senador, e mais faça um teste nas urnas para ver se o senhor elege para algum cargo público.

  • Reinaldo
    12 Mar 2018 às 08:29

    Um senador sem expressão nenhuma, so sabe criticar pt, volte a ser policial quem sabe faz alguma coisa de útil

  • Juca
    12 Mar 2018 às 08:27

    O problema senador, não é ser suplente, o problema é que o senhor não teve nenhum voto, que te elegeu foi o Pedro Taques, entendeu? Agora tu verás quantos votos terás! Dos pretensos candidatos às duas vagas do senado, Pedro Taques, Jayme Campos, Carlos Fávaro, Francis Maris Cruz, Nilson Leitão e Adilton Sachetti estão mil anos luz à sua frente!

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