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Quarta-feira, 20 de novembro de 2019

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Entenda a estratégia de cada candidato no primeiro debate ao governo de MT; bastidores, troca de farpas e provocações

Da Redação - Lucas Bólico, Wesley Santiago, Carlos Gustavo Dorileo e Isabela Mercuri/Da Reportagem Local - Érika Oliveira

30 Ago 2018 - 10:27

Foto: Rogério Florentino Pereira/ OD

Entenda a estratégia de cada candidato no primeiro debate ao governo de MT;   bastidores, troca de farpas e provocações
Os cinco candidatos ao Governo de Mato Grosso entraram no debate da TV Vila Real, que abriu os confrontos entre os candidatos na televisão, com estratégias bem definidas. Arthur Nogueira (Rede) e Moisés Franz (PSOL), que estão atrás na corrida eleitoral e são desconhecidos de grande parte do eleitorado, tiveram a oportunidade de apresentar seu cartão de visita e puderam criticar os adversários, com igualdade de tempo. Com um perfil de candidatura bem definido, Mauro Mendes (DEM), Pedro Taques (PSDB) e Wellington Fagundes (PR), mantiveram-se no script. Confira abaixo como foi a atuação de cada um deles:
 
Mauro Mendes, o "experiente": líder nas pesquisas de intenção de votos, o empresário Mauro Mendes entrou no debate com o claro intuito de reforçar na cabeça do eleitor sua recente gestão como prefeito de Cuiabá (2012-2016). Exaltando a própria administração e a de seu vice, Otaviano Pivetta (PDT), ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Mauro teve como eixo de sua atuação a tese de que tem experiência administrativa e que “sabe como fazer”.
 
Pedro Taques e a defesa do governo: segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, o governador Pedro Taques tem a missão de reverter a rejeição que acumulou ao longo dos últimos três anos e meio. Com a meta clara de defender a própria gestão, repetiu ao longo do debate uma profusão de números e dados precisos da administração de Mato Grosso e questionou, sempre que pode, seus adversários sobre dados positivos de seu governo, como a ampliação da rede de ensino e a Caravana da Transformação.
 
Wellington Fagundes, o "conciliador": o senador oposicionista trabalhou o perfil conciliador que tenta empregar e citou ao longo do debate que é um defensor do diálogo e que não tem problemas em manter, caso eleito, programas da atual gestão cujos resultados sejam positivos. O senador também repete com freqüência que construiu uma ampla coligação que consegue congregar partidos de direita e esquerda, na base do diálogo.

Moisés Franz, o "outsider": o candidato pelo Psol repetiu a estratégia usada com frequência pelos membros do partido em disputas majoritárias em Mato Grosso e lembrou que sua legenda não se coliga com outras agremiações porque não concorda com a maneira "tradicional" de fazer política. O servidor público também aproveitou para provocar os líderes nas pesquisas, como o empresário Mauro Mendes, momento em que o questionou sobre entrevista recente em que o ex-prefeito de Cuiabá defendeu prisão perpétua para criminosos. Fazendo referência a processos que Mauro Mendes responde na Justiça, o socialista questionou se o adversário também acredita que pessoas que corrompem juízes merecem prisão perpétua.  
 
Arthur Nogueira, o “policial”: o candidato de Rede Sustentabilidade lembrou que é policial rodoviário federal e fez colocações incisivas sobre criminalidade e combate à corrupção. Disse que tem propriedade para falar sobre segurança pública e defendeu investimento em inteligência para enfrentar o crime. Lembrou do escândalo envolvendo a Secretaria de Educação de Mato Grosso e questionou Welligton Fagundes sobre indicações partidárias. Também inquiriu Mauro Mendes sobre políticas para o sistema prisional. Além disso, fez questão de lembrar a Moisés Franz que o psolista não é o único que optou por não fazer coligações por não concordar com a maneira tradicional de se fazer política.

Confira abaixo como foi a cobertura completa de Olhar Direto do primeiro debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso: 

A TV Vila Real, do Grupo Gazeta de Comunicação, realiza nesta quinta-feira (30) o primeiro debate entre candidatos ao Governo de Mato Grosso nas eleições deste ano. O confronto é mediado pelo jornalista Antônio Carlos Silva. Arthur Nogueira (Rede), Mauro Mendes (DEM), Moisés Franz (PSol), Pedro Taques (PSDB) e Wellington Fagundes (PR) terão 2 horas para discutir e apresentarem suas propostas. Os candidatos estão proibidos mostrar qualquer objeto e/ou documento que não seja o Programa de Governo ou papéis para anotação.

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O presidente do Grupo Gazeta, Dorileo Leal, afirmou que abrir os debates em Mato Grosso já é uma tradição do Grupo Gazeta e declarou que o formato pensado para o programa é o que privilegia o confronto.

“O debate é a melhor temperatura que o eleitor pode ter para avançar na definição do seu voto, porque os candidatos se apresentam de forma aberta despidos de qualquer proteção do seu marqueteiro, então eu acho que nós vamos dar uma contribuição importante para o eleitor mato-grossense”, sustentou, nas redes sociais do Grupo Gazeta de comunicação.

Confira abaixo tudo sobre o debate entre os candidatos ao governo:

13h15 - Encerra-se o primeiro debate entre os candidatos ao Governo de Mato Gosso. 

13h13Pedro Taques é o último a fazer suas considerações finais. "Eu quero olhar para o cidadão e pedir uma oportunidade de mostrar o que fizemos. Não fizemos tudo, mas avançamos muito. Quero cumprimentar os profissionais da segurança, da educação. Quero olhar para vocês cidadãos e pedir que prestem atenção nas promessas. Sou servidor e garanti todos os direitos dos servidores. Peço voto para Nilson Leitão para senador e para mim como governador".

13h12Wellington Fagundes (PR) agradeceu ao apresentador e aos profissionais da comunicação, à população que lhe deu “a oportunidade de ser seis vezes deputado, e agora senador”. Afirmou que quer fazer muito, e lembrou de sua experiência. “Eu conheço os caminhos. Quero fazer um governo de parcerias”, disse. Ele ainda pediu votos para Adilton Sachetti e Mária Lúcia, ex-reitora da UFMT. Ele ainda lembrou de seu primeiro suplente, Jorge Yanai, que afirmou ser um médico humanista, que representa o nortão de Mato Grosso.

13h10 - Em seu discurso final, Moisés Franz disse que “antes de tomar sua decisão, avalie os candidatos, suas propostas e passado político. Seu voto é muito importante. As coisas vão mudar, seu voto muda. Não acredite o que dizem as pessoas que são da velha política. Peço seu voto para todos os candidatos do PSOL”

13h09 - Arthur Nogueira: "Eu agradeço e quero dizer ao cidadão que a educação faz a diferença. A nossa coligação é pequena e não estamos acordados com candidatos envolvidos em corrupção. Garantiremos o RGA, isso é prioridade. Marina Silva é nossa candidata a presidente. Eu sou Arthur Nogueira e meu número é 18".

13h08Mauro Mendes agradeceu aos que acompanharam, a Deus, aos outros candidatos e aos apoiadores. Lembrou das pesquisas e afirmou que as está liderando pelo trabalho que fez na Prefeitura. Agradeceu também ao vice em sua chapa, Otaviano Pivetta. “Juntos, faremos a saúde funcionar. Juntos, vamos trabalhar muito como sempre fizemos e entregar um estado melhor”. Ele ainda pediu votos para Jayme Campos, Fávaro e deputados federais e estaduais.

13h47 - Encerram-se os confrontos e os candidatos passam a fazer suas considerações finais.

13h06 - Wellington Fagundes questiona Moisés Franz se é possível criar um programa de geração de emprego a partir das fronteiras.

“Precisamos resolver a questão dos hospitais filantrópicos, regularizar estes repasses. É preciso dar transparência. Dizem que Mato Grosso evoluiu, mas você não consegue ver onde as verbas estão sendo gastas. Mídia e Publicidade: não sei quanto cada um recebe. São R$ 70 milhões distribuídos através de agências”, afirma Franz.

Fagundes comenta que “pra mim, salário é sagrado. Escolhi para ser minha vice-governadora uma servidora pública. Vou criar um grande programa de incentivo a nossos jovens. Precisamos dar atenção à fronteira, fazer dela uma área de desenvolvimento”.

“Para se gerar emprego, é preciso rever a questão dos incentivos ficais. Precisamos de indústrias que tragam empregos para a nossa produção agrícola. Não adianta ser campeão nacional de exportação, gerar riquezas que só ficam na mão do grupo do agronegócio”, finaliza o candidato Moisés Franz.

13h05 - Pedro Taques diz que todos os candidatos estão fazendo críticas, mas sustenta que não se pode recomeçar do zero uma gestão. Admite que nem tudo foi feito e questiona Wellington Fagundes sobre a Caravana da Transformação.
 
Fagundes responde que não terá dificuldades em dar continuidade às obras do governo Tucano. “São 400 obras inacabadas. Acredito que poderemos fazer muito e para isso me preparei. Não serei governador que irá olhar para trás. O estado tem aumentado a arrecadação e o governo não consegue atender população”.
 
Em sua réplica, Taques diz que estas 400 obras, a maioria delas começaram administração passada com o apoio de Fagundes. Ele também pontuou que a Caravana deu a luz para 70 mil pessoas que não era enxergada.
 
Na tréplica, Fagundes disse que trabalhou no planteiro viário de Cuiabá e que o recurso está na conta do estado há 4 anos e o governo não fez nada.

13h02 - Arthur Nogueira questionou Mauro Mendes sobre as obras da Copa e o esquema de corrupção: “Como o senhor avalia tais investimentos diante de tantas outras oportunidades?”.

Mauro respondeu que, certamente, o legado é de vergonha. Falou do VLT e das mais de 400 obras inacabadas em todo o estado. Ele ainda prometeu trabalhar para que as obras que ainda não foram finalizadas, sejam, além das obras da Copa, as de escolas e rodovias. 

Arthur Nogueira foi taxativo: “Aonde estava o prefeito Mauro Mendes quando Cuiabá sangrava com as obras da copa e o cidadão ficava estressado para ir para ir ao trabalho? Não se manifestou”. Ele ainda afirmou que, caso seja eleito, vai fazer parceria com prefeitos para finalizar as obras públicas. 

Mauro respondeu: “Eu como prefeito estava cuidadando da minha obrigação com a nossa cidade. Como o senhor disse, essas obras eram do governo. Eu estava fazendo asfalto nos bairros carentes, construindo escolas, o Parque das Águas, o Tia Nair. Ou seja, cumprindo minhas obrigações como prefeito”.

12h57Mauro Mendes pergunta a Wellington Fagundes sobre projetos para Esporte e Lazer em Mato Grosso

“Vamos trabalhar em parceria, como fiz com todos prefeitos em Mato Grosso. Em Água Boa, mandamos recursos para obras e projetos. Em Matupá a mesma coisa. A Orla do Rio Cuiabá tem recursos que mandamos, trabalhamos juntos. Garanti que Cuiabá fosse a capital que tivesse a maior reserva de água do país com a Usina do Manso. Temos que continuar fazendo parcerias. O governador Pedro Taques sabe que em Brasília ajudamos a trazer o FEX”, comentou Fagundes.

Em sua fala, Mauro volta a dizer que tem experiência para tocar o Estado: “Em cada cidade, podemos fazer algo bom para dar espaços públicos de lazer. Vamos resgatar os jogos estudantis, fazendo as parcerias necessárias”.

Fagundes volta a dizer que a parceria é fundamental: “Em várias cidades sou conhecido como ‘o homem da água’. Ajudei a levar melhorias para várias cidades, incluindo no saneamento básico. Vamos aumentar a arrecadação e distribuir os recursos para todos os cantos. Sou municipalista convicto”.

12h53 - Moisés pergunta para Mauro sobre segurança pública, lembra que o ex-prefeito de Cuiabá foi aliado de Pedro Taques e o questiona se ele se sente responsável pelos problemas na segurança pública. 

Mendes responde que quem apoia não é responsável por quem recebe votos. “Portanto eu e nenhum cidadão que votou é responsável. A segurança precisa melhorar muito tenho andado pelo estado e as pessoas pedem isso. A segurança está cada dia pior e precisamos endurecer. No meu programa temos a tolerância zero, por que isso está aterrorizando a família. Vamos investir na política e temos certeza que vamos melhorar”.

Em réplica, Franz diz que o Psol irá melhorar a segurança. “Vamos melhorar as delegacias. Vamos investir em tecnologia para combater crime organizado”.

Na tréplica, Mauro Mendes diz estar se reunindo com pessoas ligadas à Segurança Pública e vê as dificuldades e falta infraestrutura. “Quero a policia mis equipada com tecnologia e armamento melhor que os bandidos”.

12h47Moisés questionou Wellignton Fagundes sobre corrupção, lembrando sobre sua aliança com Silval Barbosa no passado, na aleição de 2014, quando o ex-governador foi eleito: “O senhor foi aliado do ex-governador Silval, um dos maiores corruptos. O senhor, como deputado, tem dentre as obrigações, acompanhar e fiscalizar os recursos federais das obras da copa. O senhor não viu a corrupção?”.

Wellington respondeu que nunca tolerou corrupção, mas que quem deve fazer o controle e fiscalização são os órgãos de controle. Afirmou, ainda, que ‘empoderou’ o Ministério Público. “Trabalhamos pra fazer uma legislação em que hoje temos regularização dos processos jurídicos, justiça presente, tribunais funcionando na plenitude”. Como governador, afirmou que será parceiro dos órgãos de controle. “Quero ajudar para que a democracia se fortaleça, e a gente traga mais justiça social”.

Moisés afirmou que é necessário fortalecer meios de combate à corrupção, e afirmou que uma das principais funções do legislativo é, sim, fiscalizar os repasses. “A população não aguenta mais a corrupção. Precisamos atuar nesse câncer”. Por fim, Wellington lembrou de órgãos como o GAECO, o Ministério Público, e afirmou que fará, ainda, uma parceria com todas as polícias, para fortalecer a fiscalização e a inteligência.

12h40 - Moisés Franz questiona Arthur Nogueira sobre a novela envolvendo a construção do novo Pronto-Socorro e outras unidades de saúde e qual a proposta para melhorar a saúde dos mato-grossenses.

“Quero lembrar que o senhor não é a única opção para enfrentar a velha política. É preciso regularizar os repasses. A população está carente de atendimento. São muitas obras paradas. É preciso chamar a atenção do cidadão para fiscalizar o dia a dia destas obras inacabadas. É dinheiro público que está se perdendo”, responde o candidato da Rede, Arthur Nogueira.

Na tréplica, Moisés afirma que é preciso fortalecer os hospitais regionais.

Segundo Arthur Nogueira, é preciso ouvir os conselhos municipais. Ele também defende melhorias no Hospital de Câncer, porque o Estado não estaria fazendo sua parte em dar contrapartida a esta unidade, que “é de muita importância e salva vidas”.

12h36 - Mauro pergunta qual a avaliação da educação em MT que Arthur Nogueira faz.

Arthur responde que a A educação não vai bem, assim como a segurança pública sofre ausência do estado. "As escolas estão paralisadas. Não há segurança para alunos, professores e para o cidadão. Há que se trabalhar e investir em tecnologia pra dar qualidade de ensino aos alunos para ele ingressar na UFMT e na Unemat".

Na réplica, Mauro Mendes promete fazer uma escola preparativa. "Que os alunos fiquem à vontade de ir para escola e os profissionais de educação se sintam bem. Eu e Otaviano [Pivetta] já mostramos que fizemos isso e que continuaremos a fazer".

Arthur Nogueira defende uma mudança na Educação em Mato Grosso. "Não podemos viver de passado, a educação precisa melhorar. Precisamos entender e atender os anseios da educação. Temos que pensar daqui há 10 anos e não nas administrações passadas".

12h35Mauro Mendes (DEM) perguntou para Moisés sobre a situação dos servidores públicos do estado. “Quero saber qual a sua avaliação sobre o servidor, e o que fazer pra motivar esse servidor?”.

Moisés respondeu que, durante anos, o servidor foi feito de ‘bode expiatório’, e que vivia com seis meses de salário atrasado. “Eu sou servidor há 30 anos, sou ex-sindicalista”, lembrou. Ele ainda afirmou que “tem candidato com proposta de aumentar a previdência dos servidores, de 11 para 14%, e que não está divulgando”. A solução, para ele, é buscar outras formas de melhorar o orçamento, como diminuir a verba implantada em propaganda do governo.

Mauro, na réplica, falou com o servidor, e disse que vai garantir os direitos trabalhistas, e cobrar dos poderes para entregar um Mato Grosso melhor. Moisés, por fim, afirmou que vai valorizar a classe de servidores, diminuir cargos comissionados e levar pessoas da sociedade civil organizada para trabalhar. “Muitos não ocupam estes cargos pelo loteamento político”, afirmou. Também disse que fará os concursos necessários, e buscará melhores formas de arrecadação, além de rever a Lei Kandir e chamar os concursados que estão esperando.

12h30Taques afirma que reduziu as despesas do Estado e questiona as propostas de Mauro Mendes para administrar Mato Grosso.

Mauro lembra que, quando prefeito de Cuiabá, enxugou a máquina pública para fazer investimentos: “A população não quer saber a quantidade de cargos. Quer saber da Saúde funcionando, Lazer, estradas boas. Queremos ajudar os prefeitos a fazer o que nós fizemos na Capital. Vamos respeitar os servidores, porque é junto com eles que faremos com que o Estado funcione”.

Taques afirma que o Estado precisa de muitos servidores em diversas áreas, como Segurança Pública, Educação, entre outros e questiona que secretarias o ex-prefeito cortaria, sendo o comandante de Mato Grosso.

“Falo com a experiência de quem já fez. Nós vamos enxugar, estamos fazendo estudos. De 23 devemos baixar para 15 ou 16. Quais serão, ainda não podemos revelar porque existem arranjos internos. Na transição, vamos expor isto. Cargos comissionados, vamos  cortar 30% do que existe hoje”, comentou o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes.


12h27Pedro Taques cita dados de seu governo e pergunta para Wellington Fagundes: Qual o programa educação par Mato Grosso?

Fagundes promete ampliar o que está dando certo. "Escola integral é importante, a Universidades e escolas Técnicas escola técnica é importante. Tudo aquilo que dá certo irei dar continuidade. Vou concluir todas as obras e priorizar a educação infantil", responde. 

Taques rebate: Na minha gestão diminuímos atos infracionais em escolas em tempo integral. Vamos fazer mais 100 escolas integrais.

Fagundes afirma que não irá ficar citando números, mas sustenta que sua gestão será próxima da população. "Não vou prometer o que não será possível, mas farei o possível. Vou trabalhar junto com a sociedade para que possam opinar. Quero escolarizar a educação. Os pais e mestres serão meus grandes parceiros".

12h25 - Wellington Fagundes perguntou a Moisés Frantz: “Como o senhor vê as coligações de todos os candidatos que aqui estão?”.

Moisés lembrou que seu partido, PSOL, faz sempre questão de ser chapa única. “Por entender que esses partidos que estão aí, essas coligações, não representam nada mais que a velha política”. Ele afirmou que os partidos se agrupam para conseguir horário eleitoral, e depois fazem loteamento dos cargos. “Isso representa a venda do eleitor que vota. Partidos de esquerda coligados com centro e direita por interesses simplesmente políticos e não com preocupação com o povo. Por isso que caminhamos sozinho, só com a coligação do povo”.

Na réplica, Wellington afirmou: “Trabalhamos muito pra formar essa coligação plural, com representação. Temos a esquerda, a direita, pra construir através do diálogo, com todos os partidos somando”. O candidato afirmou que fará um governo humano, ouvindo a todos: “E até as minorias, que às vezes pode ter razão, como índios e quilombolas”.

Por fim, Moisés falou com o eleitor: “Quero dizer ao eleitor que nós somos a única opção de renovação. Você analise bem cada candidato, suas propostas e coligações. Não se deixe influenciar por formadores de opinião. Não se deixe enganar por propostas e promessas que você já esta cansado de ouvir”, finalizou.

12h21 - Fagundes lembra que Mauro Mendes foi parceiro de Taques e questiona se os problemas atuais são culpa deste governo.

“Quem tem que responder isto é o governador Pedro Taques. Trabalhei aqui em Cuiabá e tenho muita experiência, assim como meu vice-governador, que foi ocupou por três vezes o cargo em Lucas do Rio Verde. Vamos pegar o Estado em situação difícil e é hora de mostrar a nossa experiência. Vamos investir na criação de empregos, desburocratizar Mato Grosso para dar oportunidade aos empreendedores aqui”, respondeu Mauro Mendes.

Em sua tréplica, Fagundes diz que as pessoas estão revoltadas porque este é um governo distante, mas acaba se atrapalhando e tenta fazer um questionamento a Pedro Taques. O mediador relembra que a pergunta está sendo feita a Mauro Mendes, que ri da situação.

Na sua última resposta, Mauro Mendes – ainda sorrindo da situação – comenta que “sei que o senhor foi deputado, está como senador e Rondonópolis reprovou o senhor duas vezes na prefeiturau, não tem perfil para ser gestor. Mostrou isso agora aqui neste debate [com a confusão]. Eu tenho a experiência para dar resultado para Mato Grosso”.

12h21Arthur Nogueira pergunta pra Moises Franz e escolhe o tema ensino superior: Qual é a sua postura em relação à Unemat?
 
Moisés Franz responde: Só conseguimos transformar o povo através da educação. Temos proposta de fortalecimento da Unemat e investir na pesquisa cientifica. É uma faculdade prioritária para melhorar a educação de Mato Grosso.
 
Em réplica, Arthur Nogueira promete garantir, caso eleito, a autonomia financeira para Unemat. “Garantiremos o restaurante universitário e não vamos deixar a iniciativa privada chegue ao ensino de Mato Grosso”.
 
Moises, em tréplica: “Não é só na Unemat que garantiremos o investimento. Vamos investir na educação básica. Não precisamos de quantidade e sim de qualidade em nosso ensino”.



12h18 - Arthur Nogueira (REDE) questionou Taques sobre a situação da saúde. Citou problemas do SUS, e a falta de repasse aos municípios e filantrópicos. “Qual será a sua postura caso reeleito em relação a essas questão?”, perguntou.

O atual governador, Pedro Taques, respondeu citando dados. Disse que o SUS atende diariamente 17 mil pessoas, que o estado tem sete hospitais regionais, e que seu governo reformou o de Sinop, o de Rondonópolis, e repactuou contratos com antigas organizações. Ele também afirmou que Arthur Nogueira está enganado sobre os repasses, e que existem somente pagamentos de 2016 a serem feitos, mas que isso é resolvido com o fundo criado por ele, que manda R$15 milhões por mês a municipais e filantrópicos. “Mato Grosso tem 56 hospitais muinicipais, o estado está ajudando 16 destes 56, por exemplo o Hospital de Diamantino, e de Lucas do rio verde. São 20 UTIs da Fundação Lucas, e Mato Grosso banca 16 destas”, disse. 

Arthur responteu: “É preciso ter tranparência. A AMM divulgou que são 136 milhões de atraso de 2016 a 2018, e o cidadão que sofre sabe que o que você fala não é verdade”. Ele ainda prometeu regularizar a situação. Taques disse que não ia discutir questões eleitorais, e lembrou dados de transparência, como: “Mato Grosso estava na 24ª posição na transparência, hoje estamos em 7º”; e “Mato Grosso é o segundo em combate à corrupção”. Por fim, o governador falou sobre cirurgias cardíacas realizadas em Rondonópolis (400, segundo ele), bariátricas no Hospital Metropolitano de Várzea Grande e o ‘papa filas’, na região sul.

12h07 - Wellington Fagundes questiona Pedro Taques se tem a debandada de seus antigos aliados como traição.

Em resposta, Taques afirma que não mudou seus princípios, mas ganhou muita experiência: "Algumas pessoas queriam privatizar a Unemat, sou contra. Não queriam dar aumento aos servidores da educação e garanti o direito deles. O estado tem funções que são básicas, e eu cumpro todas”.

Fagundes completa dizendo que o governo de Taques frustrou muito a população e questiona se seria culpa dos antigos aliados que abandonaram a parceria com ele. 

“Frustrou muitas pessoas sim. Mas os políticos que queriam ficar ‘mamando’. Tínhamos 680 viaturas rodando, hoje temos 1.120 que consomem metade do combustível de antes. Estas pessoas ficaram bem frustradas e vão continuar, porque vamos continuar no caminho certo para Mato Grosso seguir em frente”, finalizou Pedro Taques, encerrando o bloco.

12h05 - Agora Wellington Fagundes pergunta para Arthur Nogueira: Qual opinião sobre regularização fundiária?

Arthur responde com uma provocação: Já era para ter sido realizada. O senhor como deputado e senador há muito tempo teria que legislar a promoção da regularização para dar propriedade ao pequeno produtor e para o cidadão na cidade.

Fagundes cita que o Congresso acaba de aprovar a regularização fundiária tanto urbana quanto rural e diz que irá gerar emprego, trazer renda aos municípios e ao cidadão.

Arthur, na tréplica, rebate: O senhor está 24 anos na vida publica e até agora não fez nada para o mato-grossense. Nosso governo irá fazer.

12h02Arthur Nogueira questionou a Mauro Mendes sobre sua solução para o sistema penitenciário. Mauro respondeu que quer criar um programa chamado ‘Tolerância Zero’, com investimento na polícia, capacitação de profissionais, e mais armamento para os policiais. “Precisamos exigir do governo federal que possa fazer melhor controle das fronteiras, entregar as forças de segurança pra fazer uma repressão ao crime e tráfico de drogas no estado”, afirmou. 

Nogueira lembrou da época em que Mauro foi prefeito, e cobrou: “Você como prefeito tinha obrigação de cobrar do estado e da União”. Segundo ele, é preciso investir em tecnologia, construir presídios com celas individuais, além de investir em trabalho e estudo para os reeducandos, e valorização dos servidores do sistema penitenciário.
 
Na tréplica, Mauro afirmou que, como prefeito, apoiou as forças de segurança, e também o projeto de que os policiais trabalhassem, em seu horário de folga, para a prefeitura. Também lembrou que comprou mais dez viaturas. “Cada um tem sua responsabilidade. Cuidei das minhas obrigações, talvez por isso tenhamos saído com mais de 80% de aprovação, porque cumprimos a nossa obrigação”.

12h01 - O candidato Arthur Nogueira lembra que o ex-secretário de Educação da gestão de Taques, Permínio Pinto, foi preso e questiona Wellington Fagundes sobre como será a sua indicação de secretários:

“Não tolero e não tolerarei corrupção. Temos muitos órgãos de controle para fazer o seu papel. Como governador, quero trabalhar para trazer mais oportunidades. A questão da educação, nós conseguimos ampliar a escola técnica federal em 19 unidades. Conseguimos colocar recursos para a Unemat fazer seu plano diretor. Temos projeto para criar universidades no Araguaia e Norte do Estado. Além de termos ajudado a criar uma unidade da UFMT em Rondonópolis”, respondeu Fagundes.

Arthur Nogueira explica que “não farei indicações políticas para o meu secretariado. Não tenho apadrinhamento nenhum. Vou colocar servidores de carreira, que tenham compromisso com seus colegas”.

Por fim, Fagundes lembra que escolheu uma servidora pública como sua vice-governadora e destaca a falta de oportunidades que as mulheres têm, prometendo mudar esta situação.

11h56Moisés Franz pergunta Mauro Mendes. Ele lembra uma fala do oponente que defendeu um endurecimento no combate ao crime, com a instituição da prisão perpétua, e provocou: pessoas que corrompem juízes merece perpétua? [a pergunta fez referência a processos que Mauro Mendes responde na Justiça

Mauro Mendes responde: Fui prefeito, sai sem nenhum caso sobre mim e meus secretários.  Em Cuiabá demos exemplo saímos com mais de 80% de aprovação. Temos experiência. Se formos governador faremos parceria com o MP e combateremos a corrupção. Tem muitos fake news colocado por ai.

Moisés Franz lembrou que a imprensa noticiou a abertura de CPI problemas na gestão de mendes em Cuiabá e prometeu: "vamos combater a corrupção".

Mendes rebateu: estamos aqui para debater Mato Grosso e não a abertura de CPI. Vamos combater corrupção. Saimos sem nenhum secretário preso em Cuiabá. Vamos trabalhar muito por este estado e entregar muito melhor do que receber.

11h54 - Após a reposição do tempo de Taques, o debate é retomado de onde havia parado.

Moisés Frantz questionou para Taques: “A população reclama muito dos problemas da saúde publica, como fechamento de UTI em Rondonópolis, paralização do Hospital Regional em Sinop e crise dos filantrópicos. A questão do Julio Muller já virou uma novela.  Como o senhor dorme tranquilo?”

Taques respondeu: “A saúde sempre foi um problema no Brasil. O Hospital São Benedito só funciona porque o estado de Mato Grosso e a união bancam. É a mesma situação da UPA Paschoal Ramos em Cuiabá e da UPA do Ipase, de Várzea Grande. Mato Grosso tem 529 UTIs, destas instalamos 204, um aumento de 62%. E estamos construindo o novo Hospital e Pronto Socorro, com mais de 300 leitos. Em Sinop, reformamos e aumentamos o número de leitos de 50 para 70. Em Rondonópolis tinha 31 UTIs, hoje tem 71. Quem abre UTI, não fecha UTI. Sobre os filantrópicos, investimos R$22 milhões nos filantrópicos e criamos um fundo emergencial. R$180 milhões são direcionados para a saúde pública, sendo R$15 milhões para os filantrópicos”. 

Na réplica, Moisés voltou a lamentar a situação da saúde pública. “Muito bonitas essas palavras, mas todos sabemos que a realidade é outra. Precisamos melhorar o fortalecimento dos hospitais de pequeno e médio porte do interior. Rever questões de contrato com a OSS e dar transparência. A saúde continua um caos”. 

Pedro Taques voltou a falar de seus feitos. “Nosso governo aumentou o repasse para a saúde de 12% para quase 14%, acredito que ainda seja pouco. Precisamos caminhar e investir cada dia mais na saúde para salvar vidas. Hoje são atendidas 17 mil pessoas pelo SUS. Em Sinop, estamos reformando o Hospital Regional, reassinamos o contrato. E em Rondonópolis aumentamos o repasse pra Santa Casa e, e investimos na reforma do Regional de Rondonópolis, que atende toda a região sul”.

11h51 - O debate é retomado e por uma questão de equilíbrio, Taques tem o direito de repetir o que já havia falado quando teve o microfone cortado por problemas técnicos.

Mauro havia perguntado sobre emprego, questionando as empresas que fecharam: “O que aconteceu em Mato Grosso? Segundo informações oficiais, fecharam muitas empresas no estado”. 

Taques respondeu que o principal para gerar empregos é investir na educação, e lembrou feitos do governo. “Geração de empregos também significa preparar o filho da dona de casa. Não tínhamos nenhuma escola em tempo integral, hoje temos 40 em tempo integra. Recebemos delegações de países estrangeiros para gerar renda. As empresas quebraram por vários motivos. Mas o ideal é prepara o povo para o futuro, e isso nós fizemos com educação de qualidade, valorizando os profissionais de educação”. 

Mauro Mendes, em sua réplica, falou dos próprios projetos. “Pra gerar emprego vamos criar um grande programa, com um olhar especial pra Araguaia, Médio Norte, regiões Oeste, cidades da baixada que estão esquecidas. Vamos investir em qualificação, desburocratização, simplificar a relação pro empreendedorismo crescer e apoiar a agricultura familiar”. 

Na tréplica, Taques continuou lembrando o que fez em seu governo. “Concordo sobre agricultura familiar. Nós qualificamos 50 mil pessoas, entregamos 500 resfriadores de leite e compramos a 11 mil reais, quando ano passado eram R$22 mil. Distribuímos três mil equipamentos para 139 municípios, sempre olhando para os esquecidos. E investimos em economia solidária, economia criativa, criando o Centro de Economia Criativa”.

Por um problema no áudio, Pedro Taques voltou a falar, e citou ainda que antes de seu governo, eram 7500 pessoas sendo preparadas no Médio Tec, e que hoje são 15 mil pessoas. “Quero implementar mais cem escolas em tempo integral, preparando o povo de Mato Grosso”, acrescentou.

11h44 - O debate foi interrompido por problemas no microfone do governador Pedro Taques.

11h41Moisés Frantz para Taques: A população reclama muito dos problemas da saúde publica, como fechamento de UTI em Rondonópolis, paralização do Hospital Regional em Sinop e crise dos filantrópicos. A questão do Julio Muller já virou uma nova.  Como o senhor dorme tranquilo?

Taques respondeu: “A saúde sempre foi um problema no Brasil. O Hospital São Benedito só inaugurou porque o estado de Mato Grosso e a união bancaram. É a mesma situação da UPA Paschoal Ramos em Cuiabá e da UPA do Ipase, de Várzea Grande. Nossa administração instalou 204 UTIs, um aumento de 62%. E estamos construindo o novo Hospital e Pronto Socorro, com mais de 300 leitos. Em Sinop, reformamos e aumentamos o número de leitos de 50 para 70. Em Rondonópolis tinha 31 UTIs, hoje tem 71. Quem abre UTI, não fecha UTI. Sobre os filantrópicos, gerenciamos o fundo emergencial, e enviamos R$3 milhões para os filantrópicos. A Santa Casa já começou a funcionar, e não teremos greve”.

11h40Pedro Taques relembra que o país tem 13 milhões de desempregados e questiona Moisés Franz sobre garantias de proteção pessoal para os mais pobres.

Em sua resposta, Franz comenta que “temos pessoas que vivem abaixo da linha da mísera em Mato Grosso. O estado precisa distribuir renda. Precisamos rever a questão dos incentivos fiscais. Eles tem que fomentar industrias que gerem emprego, impostos para o bem do cidadão. Precisamos atender as pessoas que estão em situações sociais de risco. Temos que dar atenção a questão psicossocial para dependentes  químicos, que é um grande problema nosso”.

Na tréplica, Pedro Taques relembra que Mato Grosso tinha 105 mil famílias abaixo da linha da pobreza e a criação do Pró-Família que, segundo ele, ajuda várias pessoas no Estado: “Além disto, temos curso de formação, qualificação para ajudar as pessoas a saírem e não voltarem”

11h37Pedro Taques pergunta para para Arthur Nogueira: Qual é sua proposta para combater o crime organizado?

"Tenho propriedade para falar deste assunto, fui superintênderte da PRF. Precismaos investir em inteligência e antecipar o crime organizado. Precisamos colocar a Polícia Civil, a Polícia Militar trabalhando em conjunto de maneira ordeira para antecipar ao crime antes de chegar ao cidadão mato-grossense", respondeu o candidato da Rede Arthur Nogueira

Na réplica, Pedro Taques afirmou que Mato Grosso tem mais de 700 km de fronteira com a Bolívia. "O Gefron tinha 88 policiais, hoje são 151. Isso trouxe aumento na apreensão de entorpecentes", elencou.

Arthur, em tréplica, destacou que segurança pública e em nenhuma outra área se faz com sem o apoio do servidor público.



11h33 - Mauro Mendes perguntou sobre emprego, questionando as empresas que fecharam: “O que aconteceu em Mato Grosso? Segundo informações oficiais, fecharam muitas empresas no Estado”. 

Taques respondeu que o principal para gerar empregos é investir na educação, e lembrou feitos do governo. “Geração de empregos também significa preparar o filho da dona de casa. Não tínhamos nenhuma escola em tempo integral, hoje temos 40 em tempo integral, que atendem 7500 alunos. Recebemos delegações de países estrangeiros para gerar renda. As empresas quebraram por vários motivos. Mas o ideal é prepara o povo para o futuro, e isso nós fizemos com educação de qualidiade, valorizando os profissionais de educação”.
 
Mauro Mendes, em sua réplica, falou dos próprios projetos.
 
“Pra gerar emprego vamos criar um grande programa, com um olhar especial pra Araguaia, Médio Norte, regiões Oeste, cidades da baixada que estão esquecidas. Vamos investir em qualificação, desburocratização, simplificar a relação pro empreendedorismo crescer e apoiar a agricultura familiar”. 

Por fim, Taques continuou lembrando o que fez em seu governo. “Concordo sobre agricultura familiar. Nós qualificamos 50 mil pessoas, entregamos 500 resfriadores de leite e compramos a 11 mil reais, quando ano passado eram R$22 mil. Distribuímos três mil equipamentos para 139 municípios, sempre olhando para os esquecidos. E investimos em economia solidária, economia criativa, criando o Centro de Economia Criativa”.

11h25 - Começa o segundo bloco do debate. Nesta etapa, cada candidato tem direito a fazer perguntas para dois oponentes. O primeiro a questionar é o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (DEM), que escolhe Wellington Fagundes (PR): “Qual a sua avaliação da Saúde pública em Mato Grosso”

“Infelizmente é triste você andar pelo Estado e ver mais de 400 obras inacabadas. É desperdício. Como governador, minha prioridade é concluir todas elas. Nesta área é onde a população mais sofre. Vemos recursos parados na conta do Executivo, como os R$ 80 milhões do Pronto-Socorro e nada anda. Vossa excelência, como prefeito, deixou inúmeras delas inacabadas. Quero retornar a pergunta, porque você não conseguiu terminá-las?”, questiona Wellington.

“Fui prefeito. Tenho andado muito por MT e me emociono. Várias pessoas dizem que foram atendidas aqui no São Benedito, são coisas que nós fizemos. Vou comprar medicamentos mais barato e de maneira eficiente”, comenta Mauro Mendes.

“Sei que a população quer mais que um gerente. Como governador serei isto. Sou municipalista, estarei presente nas cidades para estender a mão para quem mais necessita. As obras paradas, como Mauro Mendes deixou, são muito prejudiciais para as contas públicas", completa Fagundes.

11h21 - Arthur Nogueira contestou a pergunta no início de sua resposta: Por que alguns dos candidatos não fizeram distribuição de rendas e criação de emprego? Mato Grosso trabalhou duas décadas só para o agronegócio, esqueceu da Industria, do comércio, do pequeno produtor e está se esquecendo também do serviço público. Precisamos trabalhar aliado a educação, a capacitação, aliado a segurança e atrair novos investimentos. Beneficiar aqueles que estão instalados no estado, trabalhar os incentivos fiscais com muita seriedade e não conceder aqueles que são apadrinhados. Mato Grosso precisa crescer, retomar sua política para realmente uma distribuição.



11h18 - Wellington Fagundes iniciou a resposta apresentando o plano de governo e afirmou que sua experiência e o contato com os mato-grossenses será a chave para a geração de emprego e distribuição de renda. “Com essa experiência vivda eu quero dizer que quero trabalhar muito como sempre trabalhei. É triste, quando você vai no interior, e vê uma mãe que não consegue levar seu filho doente ao médico. É triste ver mais de 400 obras inacabadas, o que é um desperdício de recurso público. A gente vê a população revoltada. Trabalhei muito e é com olhar humano, indo nas comunidades, que encontramos os problema. Às vezes a dona de casa, o cidadão simples, tem a resposta para os problemas. E é assim, próximo das pessoas, que quero fazer o desenvolvimento igualitário pra todo Mato Grosso”.

11h16 - A mesma questão é feita pelo mediador do debate ao candidato Pedro Taques. “Criar empregos não pode ficar só na palavra. Mato Grosso foi o terceiro Estado do país que mais recebeu investimento. A Sema, antes, demorava 600 dias para expedir uma licença, hoje são 67. A Sefaz melhorou seus processos. Criamos regras para não extorquir os empresários. Temos feito e queremos continuar fazer muitas melhorias”, discursou o governador que tenta a reeleição", respondeu. 

11h15Mauro Mendes: "Gerar emprego é uma das grandes tarefas de um governador. Quando formei fiquei desempregado. Tenho andado e vejo jovens falando desta situação. Vamos criar um grande programa de criação de emprego. Sei como fazer isso por que fui presidente da federação das industrias do estado. Vamos fazer isso estimulando o desenvolvimento do Estado. Vamos apoiar a agricultura familiar e fazer com que Mato Grosso volte a crescer, industrializar e agregar valor a economia".

12h12 - Mauro Mendes é o próximo a ser perguntado.

11h11 - A primeira pergunta feita pelo mediador é para o candidato do Psol, Moisés Franz e questiona o que ele fará para gerar emprego, distribuir renda e melhorar a qualidade de vida dos mato-grossenses.

“O PSOL tem em sua proposta de governo, um plano para distribuirmos rendas no Estado. Mato Grosso gera riqueza para os donos do agronegócio, mas a população não tem retorno. Precisamos nos industrializar, implantar a agroindústria para que possamos gerar emprego e impostos, com o objetivo de que ele seja investido em áreas prioritárias (saúde, segurança pública, etc). Todos tem visto a situação em que estamos, com obras da Copa do Mundo paradas e caos na saúde”, disse Franz

11h09 – Os candidatos responderão agora uma pergunta com tema comum feita para todos: geração de emprego. O primeiro a responder será Moisés Frans, do Psol.
 
11h08Regras:

*Cada candidato tem cinco assessores. Durante os intervalos, somente um assessor pode conversar com o candidato. Cada candfidato também convidou 15 convidados.
 
*Os candidatos também não podem apresentar nada que não seja o programa de governo. O que descumprir a nora meta áudio cortado e perderá a vez de falar.
 
*O debate deve ter duas horas e será dividido em quatro blocos e terá perguntas diretas do mediador aos candidatos e confrontos diretos entre os postulantes.
 
11h05 – O apresentador explica que os candidatos estão proibidos de fazer qualquer comunicação eletrônica com assessores durante o debate.
 
11h04 – Participam do debate dos cinco candidatos ao Governo de Mato Grosso.
 
11h02 – Começa o debate do Grupo Gazeta 

10h55 - [Bastidores] - O debate começa dentro de cinco minutos. Fique atento!

10h47 [Bastidores] – Candidato pelo Psoil, Moisés Franz afirmou: “A expectativa é muito grande, esperamos poder levar ao eleitor mato-grossense as nossas propostas do Psol, para que possamos renovar a política mato-grossense com propostas de muita gestão, transparência e aplicação dos recursos do estado em benefício do povo de Mato Grosso. É muito bom este debate para que o eleitor fazer a melhor opinião de juízo com relação as propostas dos candidato”.


 
10h48 [Bastidores] - Wellington Fagundes (PR) também já chegou para o debate: "Que a população possa acompanhar muito atentamente, vamos mostrar nossas propostas acima de tudo, nossa experiência. Nos preparamos bastante para chegar neste momento. Juntos tenho certeza que poderemos fazer muito mais por Mato Grosso. Estamos todos envolvidos no projeto d construir um Mato Grosso melhor. O eleitor pode esperar um candidato preparado, equilibrado, com respeito, inclusive aos adversários".

10h45 [Bastidores] – Candidato à reeleição, Pedro Taques (PSDB) afirmou, ao chegar nos estúdios da TV, que o programa deve ser usado para expor propostas e não deve ser transformado em um palco de brigas. “A perspectiva é lembrarmos que debate não é um ringue. É um instrumento da democracia para que possamos mostrar propostas para Mato Grosso seguir em frente. Não estou preocupado [em ser o principal alvo]. Eu quero mostrar ao cidadão o que nós fizemos, isso que me interessa aqui hoje”, disse Pedro Taques.
 
10h36 [Bastidores] – O candidato da Rede, Arthur Nogueira, também já chegou para o debate e afirmou que espera mostrar suas propostas no programa. “A expectativa é corresponder a sociedade, demonstrando seriedade, conhecimento técnico e respondendo as perguntas que me forem dirigidas. É um espaço democrático e o cidadão espera por isto”, declarou.
 
10h32 [Bastidores] - “O eleitor pode esperar um debate franco, aberto, sobre Mato Grosso, seus problemas, e acima de tudo sobre seu futuro e o que nós queremos para o futuro”, afirmou Mendes.   



10h30 [Bastidores] - O candidato Mauro Mendes, do DEM, foi o primeiro a chegar nos estúdios da TV Vila Real. Ele ressaltou a importância do debate e se disse preparado para discutir Mato Grosso. 

 

21 comentários

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  • Zoélio
    30 Ago 2018 às 22:47

    O Kellen Arthur ex Superintendente não teve boa relação com o Sindicato da Polícia Rodoviária Federal, fora isso não sabe fazer matemática, Wellington Fagundes exerce mandato desde 1990 como Deputado e agora Senador, ou seja, são 29 anos exercendo mandato eletivo e anteriormente esse período foi Secretário Municipal de Rondonópolis, portanto são 31 anos como agente político e ao final do seu mandato de Senador serão 35 anos como agente político, portanto está mais do que na hora de aposentar definitivamente ele, Carlos Bezerra e tantos outros que fazem da política uma profissão, chega gente com este perfil não terá mais meu voto e de minha família, e com detalhe votamos sem vender voto ou troca de favores de seu ninguém, obrigado pra quem leu até o final.

  • Realista
    30 Ago 2018 às 22:05

    Uma sociedade sem passado não tem presente muito menos futuro! ....“Começamos escolhendo porque admiramos, e terminamos admirando porque escolhemos.” — Nicolás Gómez Dávila.... Na juventude, escolhemos as coisas porque as admiramos no tarde, admiramo-nos com a capacidade de escolha que temos......Começamos por pensar que somos livres porque agimos, e acabamos por chegar à conclusão de que agimos porque somos livres..... Um dos maiores problemas da nossa sociedade contemporânea é o de que se comporta como uma manada de elefantes a quem mataram a matriarca: sem referências e sem memória, entra em estampido sem rumo certo e sem perspectivas claras do passado e de um futuro.... Na medida em que nos recusa o passado, a actual elite política nega-nos o futuro. Filed under: A vida custa,cultura,Sociedade — O. Braga @ 7:11

  • joao
    30 Ago 2018 às 19:16

    Taques foi o único que saiu mal no debate. Parabéns demais candidatos.

  • Vinícius
    30 Ago 2018 às 18:42

    O Fagundes é daqueles que ROUBA, mas faz, já o Taques é daqueles que ROUBA e também NÃO FAZ NADA PELO ESTADO.

  • Bruno
    30 Ago 2018 às 18:41

    Não fosse a Dra Selma Arruda ter segurado por tanto tempo a delação do Alan Maluf era para esse Taques ter sido afastado há muito tempo.

  • Patrícia
    30 Ago 2018 às 18:40

    Quero só ver a próxima pesquisa depois da delação do Permínio Pinto. Fora CORRUPTO!!!

  • Carlos
    30 Ago 2018 às 18:39

    Votei no Pedro Taques na outra eleição, mas depois de 4 anos de corrupção e decisões questionáveis, saúde o caos, endividamento do estado, calote de fornecedores, atrasos dos repasses municipais, atraso do salário dos servidores CHEGA!!! TÔ FORA!!!

  • Lúcio
    30 Ago 2018 às 18:37

    Só quero saber quando o Permínio Pinto (nome cotado pelo Taques como candidato a prefeitura de Cuiabá em 2016) e o Alan Maluf (coordenador da campanha de 2014 do Taques) e os primos do governador Paulo Taques e Pedro Zamar Taques devolverão os recursos - MILHÕES - desviados da Seduc e do DETRAN respectivamente????? Jogaram o estado numa situação fiscal lastimável.

  • Gaspar
    30 Ago 2018 às 18:35

    Wellington Fagundes não tem muita conversa, mas é o único com relevantes serviços prestados ao estado. Falar até Taques (quer dizer, papagaio) fala.

  • Victor
    30 Ago 2018 às 18:34

    Taques ex-Procurador da República, recentemente com parentes procurados tem excelente oratória, só não convence porque é evidente que a propalada CRISE FINANCEIRA do estado tem dois viés: o primeiro é a corrupção generalizada que começou no governo anterior e se aprofundou no atual: SEDUC, DETRAN, FAESPE, FETHAB, FUNDEB, pontes superfaturadas, ect, segundo as renúncias fiscais imorais concedidas ao agronegócio (que criticava na oposição), juntamente com a sonegação fiscal (lembrando que o governador entrou na Justiça para não fornecer os dados de exportação para o TCE fiscalizar a concessão de renúncias de exportação).